A Mata Atlântica é aqui em Maceió!

setembro 7, 2010 on 5:54 pm | In Posts de colaboradores, Projeto Itinerante | No Comments

E aí galera que acompanha o caminhão itinerante! Relatar essa experiência será tão gratificante quanto foi vivê-la. Ao receber o convite para ser monitora local em Maceió não tive dúvidas que seria único. Mas hoje depois de ter vivido entendo que é muito mais do que imaginava.

Aqui em Maceió, os primeiros dias foram um pouco complicados porque o tempo estava instável. Chove, faz sol. Chove faz sol… Mesmo assim as pessoas que vinham ao caminhão demonstravam surpresa e interesse. O sol deu o ar da graça nos dois últimos dias, o que trouxe muito mais visitantes e um calorão, típico da cidade.

Conhecer Anderson, Patrícia (e de quebra Edimar) reacendeu a paixão pela profissão biólogo. A vida dessas pessoas que deixam o conforto para cair na estrada por uma causa em que acreditam, traz uma inquietação, uma vontade de levantar da cadeira e botar a mão na massa. Ganhei, ainda, um monte de conhecimento. Eita povo inteligente e cheio de coisas a oferecer!

Ainda teve o apoio de um monte gente preocupada e envolvida com a causa ambiental. Instituto do Meio Ambiente, Batalhão de Polícia Ambiental e as meninas da Natura, que deram uma grande força, principalmente quando agente se via cheio de crianças ao redor.

Enfim, entre surpresas boas e outras nem tanto (como a análise da água: que deu meio ruinzinha!) conhecer esse projeto, essas pessoas e contribuir com ele será eternamente lembrado e contado por mim com muita satisfação. Desejo sucesso e esperando poder contribuir outras vezes.

Stela Barbosa,Bióloga e monitora local da exposição itinerante: A Mata Atlântica é Aqui!

Uma Maceió mais sensibilizada

setembro 7, 2010 on 5:47 pm | In Posts de colaboradores, Projeto Itinerante | No Comments

Nos dias 01 a 05 de setembro em Maceió tivemos o privilégio de contar com a presença do caminhão itinerante do projeto: A Mata Atlântica é aqui! promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica. Contamos com a presença de alunos de várias escolas da localidade e de uma turma de alunos do curso de pós-graduação em Meio Ambiente de uma faculdade, além da visita de pessoas que passavam em direção ao Shopping Maceió que onde estava estacionado o caminhão.

Esses cinco dias foram de muito aprendizado para todos que passaram pelo caminhão. O legal é ver em cada criança um novo olhar para a Mata Atlântica e perceber que de forma simples e dinâmica as informações sensibilizam a todos. E não podemos deixar de destacar a presença de alguns parceiros locais como Instituto de Meio Ambiente-IMA e Batalhão Ambiental da Polícia Militar que juntos puderam apresentar os seus trabalhos que são desenvolvidos em Alagoas sobre a temática socioambiental.

Tenho a plena certeza de que esse momento jamais será esquecido em Maceió e que certamente projetos como esse sejam mais desenvolvido para sensibilizar e conscientizar a todos que vivem e estão sobre a Mata Atlântica.

Eduardo da Silva Santos, Professor de Geografia, Esp. Gestão em Educação Ambiental.

Monitor Local da SOS Mata Atlântica.

Fogo que destrói

agosto 13, 2010 on 5:41 pm | In Ameaças ao Meio Ambiente, Posts de colaboradores | 1 Comment

Revolta, indignação, impotência. Vontade de gritar, de ir para as ruas, de fazer alguma coisa.

O cenário era desolador: o fogo que consumiu o entorno da Pedra Grande, patrimônio natural e referência da cidade de Atibaia, interior de São Paulo, não parou durante toda a quinta-feira do dia 12 de agosto. À noite, ainda era possível vislumbrar as labaredas que persistiam.

Antes de continuar, vale a pena uma apresentação: meu nome é Isabela, e faço parte da equipe gestora da comunidade Conexão Mata Atlântica. Meu relato anterior é pelo fato de ter presenciado a queimada: moro exatamente no “pé” da Pedra Grande, que fica localiza a 1.450 metros acima do nível do mar e é um conhecido ponto turístico de Atibaia.

Há exatamente 13 dias, realizei minha última trilha pela Pedra. Confesso que apesar de morar tão perto, há certo tempo não aproveitava a delícia que é percorrer o caminho a pé e chegar lá no topo. Em companhia do “time” Rex, Félix, Joice e Claudia, presenciamos um cenário incrível, recortado pelas dezenas de asas-delta e paragliders no céu.

Logo no início da queimada, equipes do Corpo de Bombeiros chegaram para controlar o incêndio. Foram cerca de 50 bombeiros, policiais militares, funcionários da prefeitura, defesa civil e voluntários. A área fica na Serra do Itapetinga, Reserva Particular do Patrimônio Natural, tombada no ano de 1983.

Muitas pessoas trabalharam, acompanharam, denunciaram…  Mas, grande parte da vegetação foi destruída. Hoje, final da tarde de sexta-feira, ainda ouço as hélices dos helicópteros que não param de sobrevoar a região. Espero que essa sexta-feira 13 termine melhor e não confirme a reputação do nome.

Ainda não há informações precisas sobre como o fogo começou. Com isso, volto aos meus sentimentos: revolta, indignação, impotência. Vontade de gritar, de ir para as ruas…

Atibaia, 13 de agosto de 2010

Estaleiro Biguaçu mais um empreendimento desconhecido da população

março 23, 2010 on 5:01 pm | In Posts de colaboradores | No Comments

Por Eduardo Bastos Moreira Lima

Apenas há bem pouco tempo, apesar do órgão de licenciamento estadual afirmar que foram gastos 04 anos de estudos, a sociedade catarinense pode enfim conhecer o Projeto Anitápolis. Um grande empreendimento situado em uma das mais belas regiões da Serra Catarinense, berço de rios e com exuberante vegetação preservada. Para alguns a questão poderia ser simplificada em um conflito entre “ambientalistas” e empresários, para a maioria, a questão ganha um vulto maior e está relacionada à luta por ver respeitado um direito mínimo por informação ambiental, postando lado a lado, políticos, empresários, ambientalistas, agricultores, profissionais liberais, acadêmicos.

Em comum os dois projetos tem a defesa de múltiplos interesses, em especial a associação entre segmentos políticos e empresarias, de um lado, o mais forte, e do outro o sempre desconhecimento da sociedade sobre o que vem a ser determinado empreendimento e seus possíveis impactos, sejam eles positivos e principalmente os negativos. Nesse ponto surge uma grande interrogação. O que de fato vem a ser o Estaleiro que desejam colocar no Município de Biguaçu? Quais suas repercussões?

Alguns acreditam que um Estaleiro é um empreendimento para construir lanchas de passeio e pequeno porte e assim aproveitar a veia e o potencial turístico da Região, mas o certo, é que analisado o empreendimento como deve ser, e associá-los aos interesses de governo, o que será de fato construído é sim, uma estrutura capaz de fabricar plataformas petrolíferas e grandes navios e também repará-los quando avariados.  Proporcional ao investimento que é na ordem de 1,5 bilhão de dólares, cuja parte significativa será custeada pelo Poder Público, seja por linhas de crédito com juros mínimos seja via incentivos.
Mas o fato do licenciamento já estar encaminhado tem relação profunda com a sua publicação. Quantos lêem nos jornais as chamadas publicações legais, quantos tomaram conhecimento que entre os dias 23 a 25 de dezembro, em pleno recesso para alguns e férias a outros, a FATMA fez publicar em jornais de grande circulação que o Estudo Prévio de Impacto Ambiental e respectivo Relatório do ESTALEIRO OSX, estariam disponíveis a sociedade para consulta no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias com fito que interessados manifestassem algum posicionamento a respeito do estudo e em caso do silêncio prosseguiria o seu trâmite.

Ocorre que, ações que surgem em desacordo com a legislação podem gerar ao ente licenciador e ao empreendedor dissabores futuros por eventuais questionamentos, sejam eles administrativos ou judiciais sobre os atos e assim por a terra anos de trabalho e estudo. O certo é que poucos devem ter conhecimento que o Estaleiro a ser licenciado, em razão de suas atividades, poderá gerar danos ambientais a três unidades de conservação federais- APA Anhatomirim, ESEC Carijós e REBIO Arvoredo, além de impactar atividades relacionadas à pesca e à maricultura. Sem contar com a perturbação aos golfinhos, e tartarugas marinhas, risco de contaminação das águas subterrâneas por óleo, graxa e tinta, riscos de inundações, eis que o empreendimento situa-se em uma planície sedimentar flúvio marinha, pondo em risco biomas ameaçados e protegidos por lei como restinga de mangue pois haverá necessidade em se promover aterro do local etc. Mais isso é preocupação de ambientalista dirão uns, de gente contra o progresso.

Contudo, quase ninguém tem se dado conta é que na área de influência direta do futuro Estaleiro, estão às áreas mais valorizadas do litoral catarinense, desde a internacional e recém certificada com a Bandeira Azul, Jurerê, passando por Palmas e as igualmente belas e conhecidas praias de Governador Celso Ramos.

E nesse ponto convergem os interesses de empresários, ambientalistas, proprietários, cada um a sua forma de ver a questão. Não se pode negar à importância do empreendimento à sociedade, com relação à geração de empregos, mas deve-se também questionar que os que vivem do mar, aqueles que vivem do turismo, em especial relacionados às atividades náuticas, poderão sofrer prejuízos e perder postos de trabalho, aqueles que investem na Região, em especial em imóveis, loteamentos, para um público cada vez mais seleto e exigente e que tem o meio ambiente como valor agregado ao empreendimento, poderão ser surpreendidos com navios passando perto de suas propriedades e deixando um rastro de óleo e graxa no oceano.

Quanto às questões de ordem legal e eventuais contestações ao processo ou procedimento do licenciamento deixamos para outro espaço. O importante, mais uma vez, é divulgar a sociedade outro uma mega empreendimento que surge sem muito alarde e com grandes repercussões e cada um tire suas conclusões.

[Reciclando atitudes] “Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo” Gandhi

fevereiro 12, 2010 on 2:30 pm | In Posts de colaboradores | 3 Comments

Por Amanda Cylke Magalhães Soares

Desde o ano passado me interesso pela questão do lixo. Comecei a reparar que no colégio não existe muita preocupação ambiental, e passei a agir. Mudei muitos dos meus hábitos, o que não foi fácil. Desperdiçava muita água, porque enchia o copo e não bebia tudo, não fechava a torneira na hora de escovar os dentes, por exemplo. Desperdiçava muito papel, higiênico ou folha, porque usava um pouco e jogava no lixo. O mais difícil foi com relação ao alimento. Deixava muito no prato e não me preocupava na hora de pegar a comida.

Não foi fácil mudar meus hábitos em prol da ecologia, e, aliás, não está sendo fácil, porque a cada dia tenho que me corrigir e assim poder falar: “eu faço a minha parte”. Lutei muito para mudar algumas coisas aqui dentro e luto ainda hoje. Uma das minhas maiores vontades era implantar a coleta seletiva no Emilie, que não era feita e está começando agora. Queria deixar acumular o lixo que os alunos produzem e colocar lixeiras separadas no pátio. Não consegui.

Mas, um dia eu cheguei na sala do Voz Ativa e me disseram que duas alunas tinham conseguido a aprovação do projeto que eu tanto queria. Fiquei muito feliz e conheci a Priscilla e a Isabella. Foi muito bom, porque começamos a pensar na ação que faríamos, e colocamos, enfim, em prática. Ganhamos novos membros: o Kevin, a Ana Beatriz e a Ingrid, que se mostraram interessados em ajudar e mudar um pouco essa nossa realidade. Despejamos o lixo de uma semana no meio do pátio e dispusemos os dados da quantidade gerada. Para a nossa grande decepção, não tivemos muito sucesso, e os alunos continuam jogando o lixo no chão, e continuam “nem aí”.

É muito triste ver que não estão “nem aí” para a natureza, nem aí para o nosso futuro e para quem vem por aí. Acredito que, acima de tudo, é importante continuar lutando, continuar agindo e não perder a esperança, porque só assim conseguiremos um mundo melhor. Não é fácil acreditar, não é fácil mudar e não é nada fácil falar sobre isso, alertar as pessoas. Eu sou recriminada, sou feita de palhaça e viro, muitas vezes, motivo de piada. Mas continuo tentando, e acho que estamos mesmo no caminho.

[Reciclando atitudes] A consciência gera a ação

fevereiro 11, 2010 on 5:59 pm | In Posts de colaboradores | No Comments

Por Ana Beatriz Craveiro, da 2ª série do ensino médio

Quando eu era pequena, lembro-me de que insistia para minha mãe fazer a coleta seletiva na minha casa. Também tinha o costume de, no supermercado, pegar um monte daquelas sacolinhas coloridas que diferenciavam os materiais e falava “Olha mãe, já tem até as sacolinhas coloridas, é só separar”, mas ela achava muito trabalhoso.
Um dia ela encontrou com uma vizinha no elevador e perguntou o que ela estava levando e ela disse “Ah, é o meu lixo reciclável… só precisa separar do orgânico e lavar aos estabelecimentos que coletam os resíduos recicláveis”.  A minha mãe achou tão simples só precisar de duas lixeiras diferentes ao invés de cinco que começou a fazer a c oleta, e há uns dois anos o meu prédio começou a fazer também, mas nem todos separam e jogam o lixo no local certo. Com o tempo eu parei de me preocupar um pouco com isso, até confesso que não prestava atenção em que lixo estava jogando as coisas e misturava tudo.

Então ano passado, na comemoração da beatificação de Emilie, foram entregues medalhinhas embrulhadas em plástico e com um papel explicativo. Após a celebração, todos os alunos subiram e o pátio estava um mar de lixo, todas as embalagens estavam no chão, as lixeiras estavam vazias e tinha até uma garrafa cheia de água jogada no chão. Eu fiquei indignada com isso e falei com a Patrícia, professora de química, se não poderíamos fazer alguma coisa pra conscientizar os alunos e ela disse que esse ano nós faríamos um trabalho sobre as questões ambientais. Depois disso, eu comecei a reparar no lixo que fica no chão do pátio, após o intervalo, e nas ruas. É muito “engraçado” como estamos acostumados com isso, porque mesmo sendo errado, o lixo sempre esteve no chão e se torno u tão comum que as pessoas não veem mais e não se importam.

Durante a pesquisa para o trabalho da Patrícia, descobri que o lixo da escola não ia para a reciclagem, pois todas as ONGs que já tentaram retirar o nosso lixo desistiram porque o lixo reciclável estava sempre misturado com o orgânico, o que impossibilita a reciclagem. Eu procurei algumas soluções para o colégio poder fazer a coleta, mas parecia um ciclo sem fim, pois dependia da colaboração dos alunos e eles não queriam ajudar e por isso a coordenação também estava desmotivada. Agora no segundo semestre, a Isabela Dib falou que estava recolhendo o lixo por iniciativa própria e que o Voz Ativa estava com um projeto e me chamou para participar das reuniões. Eu espero que esse projeto consiga conscientizar os alunos a levar o lixo do Emilie para reciclagem, pois é muito lixo por sem ana que vai para os aterros sanitários, que já estão saturados, enquanto poderia ser reaproveitado, economizando os recursos.

[Reciclando atitudes] Participação de alunos do ensino médio de São Paulo

fevereiro 10, 2010 on 3:04 pm | In Posts de colaboradores | No Comments

Vocês sabem que o nosso blog é nosso mesmo, por que usamos para divulgar projetos e atividades da Fundação SOS Mata Atlântica, mas todo mundo pode mandar pra gente textos bacanas sobre meio ambiente e sustentabilidade para publicarmos aqui. E nós recebemos alguns textos da Amanda Cylke, aluna do ensino médio de uma escola em São Paulo. Um grupo de alunos resolveram fazer algo a respeito do lixo da escola. Iremos publicar os textos em três partes, e antes do título, colocaremos o nome do projeto que é Reciclando Atitudes. A partir de agora a Amanda e seus amigos explicam melhor…

Reciclando atitudes

Dizem que as crianças e os adolescentes não estão preocupados com a política e com a economia, que não se interessam pelo que acontece no mundo. Para alguns, essa deve ser uma realidade, para esse grupo não.

Amanda Cylke, Ana Beatriz Craveiro, Ingrid Freitter, Isabela Dib, Kevin Tokunaga, Priscila Hoenen e Vinicius Dias Dutra são exemplos de pessoas que, independente da idade, sabem de suas responsabilidades e querem, por mais difícil que isso seja, mudar seus hábitos e fazer o seu mundo melhor. E escolheram começar por suas casa e escola.

No segundo semestre de 2009, esse grupo se encontrou e, utilizando o espaço Projeto Voz Ativa, colocou em prática sonhos e vontades. Acompanhe aqui a experiência pela qual passaram e se inspire para reciclar também suas atitudes!

Como tudo começou
Por Priscila Lagreca Hoenen

Tudo começou quando a Dib me falou sobre o céu que estava cinza e aí começamos a observar o pátio do Colégio e o lixo que estava nele.

Depois eu e Isabela começamos a recolher o lixo, colocando-os em uma sacola e simplesmente jogando no lixo.

Escrevemos uma carta para Silvia e aí, conversando com ela, descobrimos o Voz Ativa e o projeto com as meninas das 2as e 3as séries do ensino médio.

Estou muito feliz com o projeto e acredito que vai dar tudo certo e que essa ação vai melhorar muito o mundo. Espero conscientizar as pessoas a jogar o seu lixo no lixo e a reciclar o que é possível.

Preservação da mata

fevereiro 4, 2010 on 12:55 pm | In Posts de colaboradores | No Comments

Por Juliana Santos

Quero dizer que também estou em busca de um mundo melhor e para conseguirmos isso temos que parar de destruir o que tanto precisamos para sobreviver.

Sem a natureza como vamos respirar não vai ter ar puro somente fumaça e é o que está próximo de acontecer em países que não valorizam o que tem de verde precisamos parar de falar e tomar atitudes como, por exemplo, fazer com que tenha leis eficazes contra o desmatamento ilegal e aqueles que forem derrubar uma arvore tenha que plantar 1000 e ainda tenha custo por conta do prejuízo que causou para a população e para melhorar, multa para quem joga lixo no chão existe lixo para que?

Vivemos em sociedade, ou seja, não vou entrar na sua casa e jogar uma lata de refrigerante no chão o mais eficaz seria educar a população e mostrar que podemos ter um pais limpo de verdade sem que tenha ninguém vigiando basta pensar que esta em casa antes de sujar a cidade o pais e o mundo.

O mais importante reciclar e parar de desmatar nossas matas preciosas.

Voluntariado SOS Mata Atlântica - Visita a Cooperostra

dezembro 7, 2009 on 5:49 pm | In Posts de colaboradores | No Comments

Quem já ouviu falar das Ostras de Cananéia? Pois é, fomos até lá vê-las de perto e saboreá-las. Primeiramente fomos muito bem recebidos pelo cooperado Mário, que nos explicou como as 42 famílias que fazem parte desta cooperativa conseguiram colocar no mercado Ostras Certificadas. O processo nos pareceu bastante simples, as ostras são tiradas do mangue e colocadas em um tanque com água esterilizada e sem nenhum tipo de produto químico. Como não existem substratos alimentares, as ostras filtram a água e com isso também fazem uma auto-limpeza, eliminando as impurezas internas.

Como as ostras filtram cerca de 20 litros de água por hora, uma hora é o suficiente para que elas estejam limpas. Após este período elas são embaladas e estão prontas para serem comercializadas. Como são vendidas vivas e frescas seu prazo de validade é de cinco dias, porém para evitar perdas antes deste prazo, alguns cuidados são importantes:
·    Não ficarem expostas ao sol
·    Devem ficar em locais frescos, arejados e secos.
·    Colocá-las novamente na água vai descaracterizá-las e assim sendo, deixarão de ser ostras de Cananéia e passarão a ser Ostras do lugar de onde vem a água, podendo assim se tornar impuras para o consumo.
·    Quando colocadas no freezer, geladeira ou no gelo elas morrem, o que também altera as características do produto.

Como consumir
Como consumidores precisamos ter alguns cuidados ao consumir ostras. Primeiro é preciso observar se tem água dentro delas, senão tiver, elas podem estar mortas ou estragadas. Bata uma ostra na outra, caso o barulho seja um som como se tivessem sendo batidas duas pedras elas estão boas, se o som de alguma delas for de “oco” algumas delas precisa ser dispensada. Cheiro forte e desagradável também é um indício de que a ostra não está boa para consumo.

Preparo
No preparo de receitas em que a ostra será cozida, aqueça-as em uma panela com tampa e um dedo de água, pois com o calor elas abrirão naturalmente. E para abri-las basta colocar uma faca de ponta curta entre os pontos de contato e fazer movimentos horizontais, voc7e vai notar que não é necessário fazer força.

Cooperostra
O trabalho da Cooperostra começou em 1997 com o objetivo de resgatar a pesca tradicional do molusco. Um projeto em parceria com o poder público, ONGs, empresas privadas e Institutos de pesquisa que tinha como condição crucial extrair as ostras do meio ambiente de maneira sustentável. A parceria com o setor privado possibilitou a análise contínua da qualidade da água de onde são retiradas.
Mas ainda assim era preciso profissionalizar todo o processo e cumprir as determinações do Ministério da Agricultura para que fosse possível obter a certificação. Então a Cooperostra desenvolveu um cativeiro para que fosse possível ter ostras o ano todo, visto que de 18 de dezembro a 18 de fevereiro é a época de defeso e não é permitido tirar as ostras do manguezal. Para este período são necessárias 25 mil dúzias de ostras em cativeiro para atender à demanda de restaurantes como o Figueira Rubayat, Hotel Transamérica e algumas unidades dos supermercados Pão de Açúcar.
Outro ponto importante é que não são retiradas do mangue ostras menores de 5 cm, nem maiores de 10 cm, a primeira por ainda não ter se reproduzido e a segunda por ser a Mariz de reprodução da espécie.
Desta forma, a Cooperostra conta com 42 famílias que vivem da criação, produção e comercialização do alimento. Vendendo cerca de 8 mil dúzias de ostras por mês durante o ano todo.

Informações Nutricionais
As ostras são ricas em proteínas, uma dúzia de ostra equivale a 1 kg de proteína encontrada na carne animal, porém sem colesterol. Muitos pratos podem ser feitos com Ostras como, pastéis, tortas, bolos entre outras delícias. Para apreciá-las a comunidade remanescente de quilombolas de Cananéia realiza anualmente, no mês de novembro, a Festa da Ostra.
Desafios
Os desafios da Cooperostra, embora há 12 anos no mercado ainda são muitos. Muitos restaurantes compram 10 dúzias de ostras da Cooperostra e vendem 20. O que acontece é que compram de outros fornecedores e vendem apenas como “Ostras de Cananéia”, porém oriundas não apenas da Cooperostra, pois alguns atravessadores vendem mais barato, mas claro, sem o cuidado e a certificação do Ministério da Agricultura.
Na pior das hipóteses para termos segurança no consumo é melhor que a ostra esteja congelada, mas nada substitui o questionamento para o estabelecimento, das condições de armazenagem e, claro, da origem do produto.
E agora, um bom apetite sustentável a todos.

Depoimento: Luciana Dorta

O GIGANTE DA MATA ATLÂNTICA TOMBA

novembro 4, 2009 on 4:47 pm | In Posts de colaboradores | 4 Comments

O vendaval e a chuva forte do dia 12 de outubro derrubaram o Jequitibá em Guaranésia-MG. A cidade que faz divisa com Arceburgo-MG abrigava este gigante da Mata Atlântica.
Esta árvore tinha uma altura de 60m, quase 3.000 anos e uma circunferência de mais de 15m.
Eu, que costuma ir vê-lo com frequência, tive um impacto muito grande ao chegar no local e ver aquele gigante tombado, parecendo um “deus” inerte. Ali estava ele imóvel. Suas folhas já não balançam mais as abelhas que ali moravam, estavam alvoroçadas.
É a lei da Natureza.
Passada uma semana, fui fazer um projeto em Mococa-SP, com árvores brasileiras,
Enquanto plantava um jequitibá de 1,5m de altura fiquei lembrando do gigante tombado.

Ademir Carosia
Ambientalista
Arceburgo-MG