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Solenidade no Museu do Amanhã abriu Viva a Mata
20/05/2016


A solenidade reuniu, na noite da quinta-feira (19), autoridades, parceiros e voluntários da Fundação no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e teve como mestre de cerimônias voluntária a jornalista Paulina Chamorro.

As boas-vindas foram dadas por Hugo Barreto, secretário geral da Fundação Roberto Marinho, e Ricardo Piquet, diretor presidente do Museu do Amanhã. A Fundação e o Museu, juntamente com o Instituto de Desenvolvimento e Gestão, cederam o auditório para o evento.

Beatriz Azeredo, diretora de Responsabilidade Social e Relações Públicas da Central Globo de Comunicação, falou sobre a parceria com a SOS Mata Atlântica e sobre as ações que a Globo vem desenvolvendo na área de Sustentabilidade, em especial, sobre a abordagem do tema na novela Velho Chico.

Em seguida, Marcia Hirota, diretora executiva da SOS Mata Atlântica, comentou a relação entre a atuação da ONG e o futuro do desenvolvimento:

O Viva a Mata abre a série de festejos da SOS Mata Atlântica, que completará em setembro três décadas de existência. Celebramos o passado de olho no futuro, pois falar sobre o futuro do bioma é falar sobre o nosso futuro. Só quando a agenda ambiental estiver no centro das decisões políticas, sociais e econômicas do país é que daremos um passo estratégico para que o Brasil se desenvolva de forma sustentável.

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Debate

No bate-papo A Mata Atlântica do Amanhã, especialistas subiram ao palco para uma conversa sobre temas como uma agenda positiva e propositiva para o futuro da Mata Atlântica, a integração entre sustentabilidade e desenvolvimento e ganhos sociais e econômicos da conservação.

Participaram do debate Nurit Bensusan, bióloga e engenheira florestal, coordenadora adjunta do Programa de Políticas e Direito Socioambiental do Instituto Sociaoambiental; Luiz Antonio Cornacchioni, diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio; Jean Paul Metzger, professor titular do Departamento de Ecologia da Universidade de São Paulo; Fernando Meirelles, cineasta, ambientalista e proprietário rural; Ana Luiza da Riva; diretora-executiva do Instituto Semeia e Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. A moderação foi feita por Georgia Pessoa, líder da Unidade de Meio Ambiente da Fundação Roberto Marinho.

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Durante a solenidade, houve também a exibição dos vídeos “Nós somos a Mata Atlântica” e da campanha “Espécies da Mata Atlântica”, além da distribuição da publicação “Extremos da Mata Atlântica”, terceiro volume da série de livros da Fundação.

O presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, Pedro Luiz Passos, e o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, encerraram as falas no auditório. O ministro destacou a importância de eventos como o Viva a Mata para integração entre a sociedade e as esferas de governo: “não se faz política ambiental sem a participação da sociedade civil.”

O Viva a Mata expressa a reputação construída pela SOS Mata Atlântica ao longo dos anos, em um ambiente de cooperação e avanço de agendas positivas. A contribuição da ONG tem sido no sentido de estimular o engajamento e conectar a pauta ambiental ao dia a dia de toda a população (Pedro Luiz Passos).

A solenidade foi encerrada com uma apresentação musical.

 

Alguns destaques apresentados pela SOS Mata Atlântica no evento:

- A história da Fundação é uma história de combate ao desmatamento no bioma. Em 1990, foi lançada a primeira edição do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, uma parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais que monitora os 3.429 municípios dos 17 Estados da Mata Atlântica. O desmatamento foi drasticamente reduzido nesses anos e 9 Estados já alcançaram o nível do desmatamento ilegal zero.

- A atuação da ONG sempre buscou engajar a sociedade, como no caso do abaixo-assinado pela Despoluição do Tietê, que em 1991, muito antes do ativismo na internet, coletou 1,2 milhão de assinaturas e deu origem ao Observando os Rios, programa que hoje envolve diretamente 3.600 voluntários na análise da água de rios por todo o país.

- Os programas de restauração florestal já plantaram 36 milhões de mudas que recuperam 21 mil hectares de Mata Atlântica, uma área equivalente à cidade de Recife.

- Conseguiu vitórias em seus esforços por marcos regulatórios específicos para a proteção do bioma, em especial a Lei da Mata Atlântica, promulgada em 2006 depois de 15 anos de tramitação no Congresso Nacional.

 

 


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