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Grupos são capacitados para monitorar qualidade da água de rios no ES
05/10/2016


A Fundação SOS Mata Atlântica iniciou na semana passada a primeira capacitação dos grupos que serão responsáveis por monitorar a qualidade da água de rios, córregos e lagos do Espírito Santo. A iniciativa é parte do projeto “Observando os Rios”, realizado em parceria com a Ypê, que incentiva a população a fazer o monitoramento da água de forma voluntária por meio de kits especiais.

A primeira visita técnica fez a capacitação dos grupos que farão a análise de diversos pontos de monitoramento na Bacia do Rio Jucu, que percorre os municípios de Vila Velha, Viana, Cariacica, Marechal Floriano e Domingos Martins. Os grupos de monitoramento analisam a água com um kit desenvolvido especialmente para o projeto e os resultados são reunidos em um banco de dados disponibilizado na internet. A iniciativa é aberta à população em geral, que pode participar de grupos já existentes ou ajudar a criar novos grupos para monitorar rios próximos a escolas, igrejas e outros locais com potencial.

Malu Ribeiro, especialista em recursos hídricos da Fundação, ressalta a importância da participação da sociedade na iniciativa, que permite intensificar e ampliar o trabalho realizado pela ONG no resgate dos rios, córregos e nascentes do país. “A formação de uma rede de cidadãos para monitorar a qualidade da água dos rios brasileiros é um instrumento de engajamento e mobilização por avanços no saneamento”, comenta Malu.

A Ypê, parceira da SOS Mata Atlântica há oito anos, reforça a importância da ação para as gerações futuras. “Um futuro melhor para a sociedade inclui promover e apoiar iniciativas sustentáveis. Um projeto como esse possibilita ações de conservação, recuperação e gestão participativa da água”, explica Waldir Beira Júnior, presidente executivo da Ypê.

Sobre o projeto

O Observando os Rios surgiu em 1991, com uma campanha que reuniu 1,2 milhão de assinaturas em prol da recuperação do Rio Tietê. Nascia o projeto Observando o Tietê, que há mais de duas décadas reúne dados da qualidade da água e configura uma ferramenta importante de acompanhamento do projeto de despoluição do rio. Para agregar outras bacias hidrográficas, a iniciativa foi ampliada e passou a se chamar “Observando os Rios”.

A metodologia, desenvolvida especialmente para a Fundação por Samuel Murgel Branco e Aristides Almeida Rocha, com a contribuição de muitos especialistas, se vale da percepção e de kits de análise para aferir o Índice de Qualidade da Água (IQA – baseado na resolução Conama 357). O monitoramento utiliza 16 parâmetros físico-químicos e biológicos para a análise, que envolvem itens como a transparência da água, lixo e odor, e classifica a qualidade da água, como péssima, ruim, regular, boa e ótima. Ferramentas de gestão à distância e bancos de dados permitem que grupos de voluntários espalhados em diversas cidades enviem e compartilhem os dados de qualidade da água em seja em diversos rios e mananciais.

Em nova fase, com o patrocínio da Ypê, o projeto agora tem como objetivo formar 10 grupos de monitoramento da qualidade da água em cada um dos 17 estados que possuem Mata Atlântica. Atualmente são 252 grupos de monitoramento que envolvem cerca de 3,6 mil pessoas monitorando 146 rios dos estados de SP, RJ, PB, PE, AL, CE e SC.


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