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Evento em Itu celebra 10 anos do Centro de Experimentos Florestais
01/12/2017


Foi comemorado na sexta-feira passada (24/11), em Itu, os 10 anos do Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – HEINEKEN Brasil. O evento contou com a presença de colaboradores, ONGs, empresas parceiras e autoridades, como o secretário estadual de Meio Ambiente, Mauricio Brusadin.

O encontro comemorou também os 17 anos dos programas de recuperação florestal da SOS Mata Atlântica, que foi criada para combater o desmatamento e incentivar a conservação do que resta dessa floresta, mas há muitos anos trabalha fortemente para recuperar a Mata Atlântica.

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“Já plantamos mais de 40 milhões de árvores e restauramos 23 mil hectares, em 9 estados e 550 municípios da Mata Atlântica. Uma área equivalente ao território do Recife”, destacou Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, na abertura do evento.

O principal tema do encontro, como não podia deixar de ser, foi a restauração florestal. Afinal, a fazenda onde se localiza o Centro de Experimentos foi totalmente recuperada – houve um plantio de 720 mil árvores na área.

A fazenda na qual o Centro de Experimentos está instalado em Itu, de propriedade da HEINEKEN Brasil, já teve diferentes vocações, como produção de café e criação de gado. Hoje, após o trabalho de recuperação florestal realizado, é um exemplo claro dos benefícios que a preservação da floresta pode trazer para os proprietários dessas áreas, para a comunidade do entorno e toda a sociedade, como observou Saulo Miguel, diretor Industrial da unidade da HEINEKEN Brasil em Itu.

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“Fazer parte de uma parceria como essa é garantir de alguma forma a biodiversidade do nosso entorno, a preservação dos recursos naturais e a manutenção dos serviços ambientais”, disse o diretor.

O evento contou com palestra de Ana Beatriz Oliveira, chefe da divisão de Captação de Recursos e projetos especiais do Ibama, que falou sobre a conversão de multas ambientais em serviços de restauração florestal.

Ela contou que foi necessário um trabalho de dois anos para chegar ao decreto assinado pelo presidente Temer, que permite a conversão de multas ambientais não quitadas em prestação de serviços de melhoria do meio ambiente. “Hoje, temos menos de 5% de arrecadação das multas aplicadas. E são cinco ou seis grandes multadas, entre petroleiras e siderúrgicas. Nossa primeira matéria será restauração e o objetivo é dar escala”, afirmou.

Um dos locais beneficiados será a bacia do São Francisco – escolhida pela questão da escassez hídrica na área, o que reforça a importante relação entre floresta e água. Ela também lembrou das metas internacionais assumidas pelo Brasil – no caso da restauração, o compromisso é recuperar 12 milhões de hectares.

Ana Beatriz explicou ainda que o multado não poderá usar o recurso para recuperar o próprio dano que provocou ao ambiente. O prejuízo ele tem de recuperar independentemente.

O secretário Brusadin afirmou no evento que São Paulo está indo na mesma direção do governo federal em relação às multas. “Estamos abrindo mão praticamente de 827 milhões em multas, o maior montante é da Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar), desde que recuperem as nascentes de São Paulo”, afirmou.

O evento terminou com um debate com a participação de Raimundo Deusdará Filho, diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro; Laura de Santis Prada, secretária executiva do Imaflora; Rafael Bitante Fernandes, gerente de restauração florestal da SOS Mata Atlântica e Elise Kamiguchi, proprietária da Fazenda Palmeira, beneficiada pelo programa de restauração florestal da SOS Mata Atlântica.  

Fotos: Edu Leporo/SOS Mata Atlântica


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