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Área ambiental demanda gestão qualificada
28/05/2018


O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio foi reconhecido como autarquia federal ligada ao Ministério do Meio Ambiente em agosto de 2007, assumindo a missão de manter parques nacionais, reservas e outras categorias que compõem o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), além de fomentar e executar programas voltados à preservação de espécies e da vida selvagem.

Essas  obrigações constitucionais são estratégicas para o futuro do Brasil e do planeta. Desde a sua criação, o ICMBio vêm transformando o cenário da gestão desses parques e reservas no país, mesmo com os limites impostos pelos recursos orçamentários e humanos hoje disponibilizados ao órgão ambiental.

Sob sua gestão, se encontram 333 Unidades de Conservação (UCs) federais – o equivalente a cerca de 10% do território continental e 24% do território marinho do país. As Ucs são responsáveis por patrimônios singulares do país, abrigam inúmeras espécies nativas, além de raras e ameaçadas de extinção. A atuação do ICMBio influencia também a gestão de áreas protegidas nos níveis estadual, municipal e particular.

Esse valioso conjunto de Unidades de Conservação fornece água, protege contra acidentes naturais – como conter cheias e erosões – e contribui para melhorar o clima, além de oferecer espaços para turismo e lazer, contribuindo para movimentar a economia. Além disso, a vegetação protegida nas Unidades de Conservação evitou o lançamento de quase 3 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera global. Os benefícios continuamente providos pelos ambientes naturais preservados ganham ainda mais importância em regiões densamente povoadas do país, como a Mata Atlântica. Essa formação natural alcança 17 estados e abriga sete em cada dez brasileiros.

Uma gestão qualificada do Sistema Nacional de Unidades de Conservação é imprescindível para o cumprimento de metas e acordos internacionais assumidos pelo país, como aqueles ligados à conservação da biodiversidade e à contenção do aumento da temperatura média planetária.

Para dar conta do desafio de fazer uma excelente gestão desse rico e enorme patrimônio natural, a Fundação SOS Mata Atlântica defende irrestritamente que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade seja dirigido por profissional com reconhecida experiência no tema, além de comprovada capacidade para tão estratégica função.

No último domingo (27), o presidente Michel Temer recebeu uma carta de seis ex-ministros, de cinco governos diferentes, que se juntaram ao coro de ambientalistas e servidores do ICMBio, que se posicionam contra o loteamento político do órgão – o governo tem intenção de conceder a presidência da autarquia ao PROS, partido da base aliada. O indicado, que ainda não foi nomeado, é Cairo Tavares de Souza, funcionário de uma fundação ligada ao partido e sem nenhuma experiência em conservação. No documento, Carlos Minc, Izabella Teixeira, José Carlos Carvalho, José Goldemberg, Marina Silva e Rubens Ricupero, manifestam “extrema preocupação” com a indicação política, que eles temem que vá fragilizar a política de áreas protegidas no país. Acesse aqui a íntegra da carta.

Também esperamos que o governo demonstre que a agenda ambiental é importante para o desenvolvimento do país e que atenda ao clamor da sociedade.

Fundação SOS Mata Atlântica


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