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Fundação SOS Mata Atlântica apoia livro sobre a Serra do Itapeti
05/07/2018


A Fundação SOS Mata Atlântica participou, na última semana, do evento de lançamento do livro “Caminhos do Itapeti“. A publicação retrata uma pesquisa da Universidade de Mogi das Cruzes: “Caminhos do Itapeti: práticas ambientais sustentáveis encontradas na Serra do Itapeti”. A iniciativa contou com apoio financeiro da SOS Mata Atlântica e administrativo da Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa (FAEP), além da parceria com a Prefeitura de Mogi das Cruzes e Suinã Instituto Socioambiental.

O apoio da SOS Mata Atlântica ao projeto faz parte do primeiro edital de apoio à criação e implementação de Unidades de Conservação (UCs) municipais da Mata Atlântica e ambientes marinhos e costeiros, lançado em 2015. Esta foi a primeira iniciativa privada criada na Mata Atlântica e no país destinada, especificamente, para apoiar UCs municipais.

O projeto Caminhos do Itapeti aconteceu na Zona de Amortecimento (ZA) do Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello, a maior UC de Mata Atlântica da Serra do Itapeti (Mogi das Cruzes, São Paulo). A iniciativa teve como objetivo buscar dados atuais para contribuir com as propostas de reformulação e estabelecimento dos limites da ZA, assim como subsidiar a atualização do plano de manejo da área.

As Zonas de Amortecimento são áreas ao redor de uma unidade de conservação com o objetivo de evitar os impactos negativos das atividades que ocorrem fora dela, como: ruídos, poluição, espécies invasoras e avanço da ocupação humana.

Sendo assim, o projeto realizou um diagnóstico social, ambiental e econômico, caracterizando as práticas sustentáveis, identificando os valores atribuídos à UC e promovendo um maior diálogo entre as comunidades e a entidade gestora da área protegida. Além disso, realizou análises paisagísticas para obter a qualidade dos fragmentos no entorno da UC.

Os resultados mostram que a Zona de Amortecimento do Parque Municipal Francisco Affonso de Mello está se tornando urbanizada, o que exige um olhar diferenciado e um novo traçado para que essa área realmente possa filtrar os impactos negativos à UC.

“Esperamos que a publicação possa servir de base para a construção de políticas públicas para a Zona de Amortecimento e para a revisão do plano de manejo da UC“, destaca a professora Maria Santina, do Núcleo de Ciências Ambientais, da Universidade de Mogi das Cruzes.

Os capítulos do livro trazem informações sobre a Serra do Itapeti, os moradores que estão na zona de amortecimeto do Parque, e as atividades desenvolvidas por essa comunidade. São apresentadas também as oportunidades de uso e conservação do recursos naturais ali representados.

A publicação conta com prefácio de Marcia Hirota, diretora-executiva da SOS Mata Atlântica, natural de Mogi da Cruzes e frequentadora da Serra do Itapeti.

“Sempre desfrutei da vista e dos caminhos que trilhei na Serra do Itapeti. Produzir e sistematizar conhecimento sobre a região são estratégias essenciais para garantir que essas áreas desempenhem seu papel na proteção da biodiversidade e no oferecimento de serviços ambientais para a sociedade. Espero que a floresta e os patrimônios naturais de Mogi das Cruzes estejam sempre presentes nas atuais e futuras gerações“, destaca Marcia.

A Serra do Itapeti possui uma área de 5.349,96 mil hectares, mas apenas 8,25% do território estão em Unidades de Conservação. Sendo assim, já foi apontada a necessidade de criação da Área de Proteção Ambiental Serra do Itapeti, já aprovada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente, e aguarda assinatura do governador do Estado de São Paulo, Marcio França.


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