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Renovando os compromissos de proteção e de restauração da Mata Atlântica
11/01/2019


Iniciam-se em 2019 as novas gestões estaduais e federal que, nos próximos quatro anos, indicarão as diretrizes e deverão atuar na defesa e recuperação da Mata Atlântica, nosso Patrimônio Nacional.

Nos 17 estados do bioma, as novidades até o momento ficaram restritas à reestruturação de algumas pastas, como no caso de São Paulo, que integrou as secretarias de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Importante lembrar que há cerca de quatro anos, em maio de 2015, realizamos no Rio de Janeiro o primeiro “Encontro das Secretarias de Meio Ambiente da Mata Atlântica”, no qual os secretários dos 17 estados do bioma acordaram metas para conservação e restauração do bioma. Desde então, temos realizado encontros anuais em que apresentamos novos dados sobre a cobertura florestal nativa do bioma e eles relatam suas iniciativas para o cumprimento das metas, compartilhando com os demais estados as tecnologias e soluções que desenvolveram para isto.

Não por coincidência, em 2018 o Atlas da Mata Atlântica registrou o menor desmatamento da série histórica do monitoramento, realizado em parceria com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) há 30 anos. Esperamos ser este um caminho sem volta em direção ao desmatamento ilegal zero, principal meta assumida pelos governos estaduais e que trabalharemos para que tenha continuidade nas novas gestões.

No governo federal, a reestruturação promovida na reforma ministerial abre, por hora, mais dúvidas do que respostas. Algumas ações, como a extinção de departamentos do Ministério do Meio Ambiente dedicados à mudança do clima e ao combate ao desmatamento pedem atenção, apesar das promessas de criação de novas estruturas para essas agendas, assim como a transferência do Sistema Nacional de Recursos Hídricos do Meio Ambiente para a nova pasta de Desenvolvimento Regional.

Nesse momento inicial, esperamos que o governo federal entenda que o meio ambiente é aliado – e não adversário – do desenvolvimento que o país precisa. Umdesenvolvimento que seja para sempre, como aponta a carta que a Fundação SOS Mata Atlântica apresenta com propostas para os próximos quatro anos.

>>> Conheça mais sobre a carta Desenvolvimento para Sempre

Centradas no combate ao desmatamento ilegal, em investimentos para a restauração das florestas nativas e para garantir acesso à água limpa para todos, aprovação de uma nova lei para proteger o mar e ações de valorização e promoção de turismo em parques e reservas, todas as propostas são factíveis e podem ser plenamente atendidas até 2022. Ainda mais se a tarefa for executada com transparência e participação, por meio de parcerias qualificadas entre governos, sociedade civil, setor privado, Ministério Público e comunidade científica.

Por hora, abrimos o ano reiterando o nosso compromisso de inspirar a sociedade na defesa da Mata Atlântica e buscar diálogo com o governo federal e com os 17 estados do bioma em defesa da agenda socioambiental do país. Que 2019 seja um ano de novas conquistas e realizações.

Fundação SOS Mata Atlântica


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