Notícias

Newsletter

Acompanhe as novidades e fique sempre informado sobre nossos eventos

Fundação SOS Mata Atlântica parabeniza o Parque Nacional do Iguaçu por seus 80 anos
24/01/2019


A Fundação SOS Mata Atlântica felicita o Parque Nacional do Iguaçu por seus 80 anos! Para a organização, o local é um exemplo de como as Unidades de Conservação (UCs) brasileiras têm imenso potencial para o turismo sustentável. Trata-se de um dos pontos mais famosos e visitados do Brasil e que encontra, na natureza, seu principal atrativo. Em 2018, quase 2 milhões de pessoas visitaram o parque.

No dia oficial do aniversário, os visitantes foram recebidos ao som de música clássica. À tarde, eles puderam acompanhar a inauguração do Bosque Memórias Vivas, uma área onde serão plantadas mudas de árvores nativas.

Gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia do Ministério do Meio Ambiente responsável pela gestão das UCs federais brasileiras, e com apoio de instituições da sociedade civil, o Parque Nacional do Iguaçu abriga o maior remanescente de Mata Atlântica da região sul do Brasil. Possuindo 275 quedas d’águas que formam as Cataratas do Iguaçu, além do espetáculo das águas, é possível caminhar em trilhas pelo parque, que ocupa 185 mil hectares dentro da Mata Atlântica. A região é também casa de uma rica fauna e flora, com a presença de onças-pintadas e outras espécies de animais e vegetais.

Essa expressiva variabilidade biológica somada à paisagem singular das Cataratas do Iguaçu fizeram deste Parque Nacional a primeira Unidade de Conservação do Brasil a ser instituída um Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, em 1986. Além disso, o parque também é considerado uma das Novas Sete Maravilhas da Natureza.

No parque, há estacionamento, bilheteria, transporte interno, lojas de suvenires, joalheria, lanchonetes, café e restaurante. Esta estrutura é viável graças a um modelo de gestão diferenciado e que a Fundação SOS Mata Atlântica acredita ser exemplo para outras UCs brasileiras. Trata-se da concessão dos serviços de visitação para a iniciativa privada, garantindo assim uma melhora constante na prestação dos serviços de visitação, fazendo com que o ICMBio mantenha seus esforços para sua atividade principal, a gestão da área protegida aliada à conservação ambiental. Neste trabalho, o grupo Cataratas – empresa que atua desde 1999 na gestão de serviços voltados ao ecoturismo – é a empresa responsável pelas ações de uso público em Iguaçu.

Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, esteve no evento de comemoração, e destacou a importância deste parque nacional. “Foi um momento muito especial.  Estamos falando de um parque incrível que recebe pessoas do mundo todo. Além disso, ele comprova como as áreas protegidas podem ser bons negócios. Elas aquecem a economia regional, geram emprego para a comunidade local. É o turismo na natureza mostrando seu valor“, afirma ele.

Segundo dados dos gestores da área, a lista de visitantes é liderada por brasileiros, mas o número de estrangeiros também vem crescendo e saltou de 796 mil para 870 mil, representando 46% da visitação em 2018.

Segundo aponta o livro Quanto Vale o Verde, lançado ano passado por pesquisadores da Conservação Internacional e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com apoio de um grupo de ONGs, em 2017, a visitação em áreas protegidas apresentou um impacto econômico que varia entre R$ 2,5 e R$ 6 bilhões e gerou entre 76 e 133 mil postos de trabalho. Além disso, o Brasil é considerado pelo Fórum Econômico Mundial o país com o maior potencial de geração de receita turística pelo uso de seu patrimônio natural. A Mata Atlântica, a mais próxima dos grandes centros urbanos, é chave para a transformar esse potencial em vantagem competitiva. O bioma abriga sete dos 10 parques nacionais mais visitados do país: Tijuca (RJ), Iguaçu (PR), Jericoacoara (CE), Arraial do Cabo (RJ), Fernando de Noronha (RN), Bocaina (RJ) e Costa dos Corais (PE).

Para a SOS Mata Atlântica, se bem implantados, o turismo e a visitação, por exemplo, podem ser grandes aliados para promover a conservação das áreas protegidas e o engajamento da sociedade. E pode ainda ter um impacto relevante no desenvolvimento econômico dos municípios que ficam no entorno dessas áreas.

Parcerias em prol dos parques

Desde a criação do ICMBio, a Fundação mantém parceria e Acordos de Cooperação para apoiar a gestão e implementação de Unidades de Conservação da Mata Atlântica e marinhas por meio de fundos de perpetuidade e de caixa, constituídos por doações de empresas ou de pessoas físicas.

Valorizar os Parques e Reservas é uma das prioridades da SOS Mata Atlântica que, ao longo de sua trajetória, já apoiou mais de 500 Unidades de Conservação públicas e privadas (RPPN) das esferas federal, estaduais e municipais na Mata Atlântica. A ONG colabora, atualmente, para a proteção de mais de 2 milhões de hectares em áreas marinhas e costeiras.

Hoje, no âmbito da parceria com o ICMBio, a organização apoia diretamente 12 UCs federais da Mata Atlântica e marinhas: Parques Nacionais da Tijuca, de Itatiaia, da Serra da Bocaina e da Serra da Bodoquena; APA de Cairuçu e APA da Costa dos Corais, NGI – ESEC Guanabara e APA Guapi-mirim, NGI – REVIS Alcatrazes e ESEC Tupinambás, REBIO Arvoredo e REBIO Atol das Rocas.


Compartilhe

Comentários