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Caminhada nas nascentes dos córregos Belini e Corujas
29/08/2017


O tempo na capital paulista durante a Virada Sustentável 2017 favoreceu as atividades ao ar livre.

Uma delas foi organizada pela Comunidade das Vilas Jataí, Ida e Beatriz, no Distrito de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

A manhã de sábado, 26 de agosto de 2017, estava linda, com temperatura amena e um belo sol. Na praça Com. Manuel de Melo Pimenta juntaram-se, além de moradores desses bairros, representantes e alunos de cinco escolas, públicas e particulares. No total, foram 112 participantes e a SOS Mata Atlântica também estava presente.

O propósito do dia era conhecer as nascentes de dois córregos que passam pelos bairros e que desembocam no Rio Pinheiros: o Belini e o Corujas. O primeiro é menos conhecido por estar tamponado em praticamente toda sua extensão, como infelizmente a maioria dos cerca de 1.700 cursos d’água paulistanos. O Corujas é mais conhecido, tanto pelo Parque Linear e Praça, como pela horta comunitária que se tornou inspiração para outras ações parecidas pela cidade.

Num percurso de cerca de dois quilômetros, as pessoas caminharam pelas bacias hidrográficas dos dois córregos, identificando suas nascentes, árvores e estruturas ecológicas implantadas, como os Jardins de Chuva. No Corujas foi feita a caminhada pelo seu curso, desde a Travessa Chico Science até a ponte da Juranda com Avenida das Corujas, onde o pessoal do Ecobairro monitora a qualidade da água do córrego desde agosto de 2016. Esse monitoramento faz parte do Projeto Observando os Rios da Fundação SOS Mata Atlântica. Os resultados das análises feitas por esse grupo voluntário podem ser vistos aqui.

Ver tanta gente engajada e disposta a conhecer mais sobre os rios de nossas cidades foi fantástico. Mobilizações como essa nos trazem mais ânimo e energia para seguir trabalhando por nossos rios e por ambientes mais saudáveis e sustentáveis.

 

Gustavo Veronesi, educador ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica.

 

O projeto – O Observando os Rios é um projeto da Fundação SOS Mata Atlântica que envolve a comunidade no cuidado com a água. A coleta e análise da água em rios, córregos e lagos é feita por voluntários, reunidos em grupos de monitoramento, que são capacitados pela Fundação SOS Mata Atlântica. Os grupos analisam a água com um kit desenvolvido especialmente para o projeto e os resultados são reunidos em um banco de dados, disponibilizado na internet. A iniciativa é aberta à população em geral, que pode participar de grupos já existentes ou ajudar a criar novos grupos para monitorar rios próximos a escolas, igrejas e outros locais com potencial. Saiba mais.


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