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Novo Código Florestal brasileiro foi tema de debate na COP 21
08/12/2015


Nos dias 2 e 3 de dezembro, às 18h, o documentário “A Lei da Água”, que aborda as consequências do Novo Código Florestal brasileiro, foi exibido dentro da programação da 21ª Conferência do Clima (COP 21), em Paris, na França. A exibição foi seguida de um debate com o diretor do documentário, André D Élia, o produtor, Fernando Meirelles, e convidados.

(Foto acima: Jean-Luc Touly, responsável pela área de água da Fundação Daniell Mitterrand-France Liberté; Adriana Ramos, coordenadora do Programa de Política e Direito do Instituto Socio Ambiental (ISA); Fernando Meirelles, produtor do filme; André D’Élia, diretor do filme; Mario Mantovani, diretor de Polícas Públicas da SOS Mata Atlântica; Patrícia de Aquino, tradutora; Sebastião Salgado, fotógrafo com atuação na área ambiental; durante a exibição do dia 2/12)Fundacao e parceiros levaram o debate sobre o Codigo a Paris

O filme retrata as mudanças na legislação florestal que prevê o que deve ser conservado e o que pode ser desmatado nas propriedades rurais e cidades brasileiras. Outro ponto central do filme é o impacto das alterações sobre a capacidade das florestas de protegerem os mananciais, prevenindo, assim, as crises hídricas.

A mudança na legislação foi criticada no debate: “O novo Código anistiou os desmatadores e mandou uma mensagem muito ruim para aqueles que cumpriram a lei e cuidaram das florestas”, lamentou Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica.

Fernando Meirelles comentou que a ideia do filme foi dar a palavra aos cientistas e profissionais com capacidade de contribuir para o debate do assunto e que o documentário se tornou uma peça importante nesse debate. Para a composição do documentário foram entrevistados ambientalistas, cientistas, ruralistas e agricultores, alguns dos quais acompanharam de perto a controversa tramitação da nova lei no Congresso. Os participantes opinam sobre os impactos e as perspectivas diversas sobre o tema.

“Tentamos estabelecer um diálogo, porque o enfrentamento entre ambientalistas e ruralistas não era uma coisa positiva”, disse André D’Elia.

O documentário é fruto de uma parceria do Instituto Socioambiental (ISA), Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) e Bem-Te-Vi Diversidade.

plateia cop21

O público encheu o auditório do Pavilhão d’Água

lei da gua cop21 3-12

Debate no dia 3/12 – Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica; Deputado Marcelino Galo (PT/BA); André D’Élia, diretor do documentário; Carlos Ritt, Observatório do Clima; Maurício Guetta, ISA e Patrícia de Aquino, tradutora.

Nos dois dias de exibição, ocorreu em paralelo uma exposição de fotos de Jean Pierre Guis (França) e de quadros de Renato Amisy (Brasil). O público, em sua maioria franceses, ficou impressionado com o filme e participou ativamente do debate. Diversas entidades francesas solicitaram o filme para exibí-lo em diferentes regiões da França.

Veja matéria do Jornal da Gazeta sobre o evento:

- Com informações da SOS Mata Atlântica, Instituto Socioambiental e Jornal da Gazeta.

 

SOBRE O DOCUMENTÁRIO “A LEI DA ÁGUA”

Confira o trailer:

Ficha Técnica (resumida)

Produção: Cinedelia.

Coprodução: O2 Filmes.

Produção Executiva: André D’Elia e Fernando Meirelles.

Direção: André D’Elia

Consultor de Conteúdo: Raul Silva Telles do Valle

Montagem: Raoni Reis

Direção de Som: Diego Depane.

Cinematografia: Federico Dueñas

Direção de Arte: Vital Pasquale

Trilha Sonora Original: Fábio Barros e Gabriel Nascimbeni

Platô: Digo Castelo Branco


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