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10 reservas particulares da Mata Atlântica que você pode visitar

Conhecidas como RPPNs, reservas particulares podem ser boa opção de passeio no verão

30 de janeiro de 2020

Nesta sexta-feira (31), é celebrado o Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Você sabia o que este é um tipo de Unidade de Conservação (UC) e que, além de protegerem o bioma, algumas delas oferecem vários opções de passeio e lazer?

Separamos uma lista com 10 reservas particulares da Mata Atlântica para você conhecer:

  1. RPPN Santuário do Caraça – Catas Altas – MG

 

1 | SOS Mata Atlântica

Foto-Miguel-Andrade

Criada em 1994 pela Província Brasileira da Congregação da Missão, a reserva possui mais de 10 mil hectares, dentro de uma área total de 11.233 hectares. Considerado um bem tombado pela União, o Santuário do Caraça recebe, em média, 70 mil visitantes por ano, dos quais pelo menos 17.500 são hóspedes em sua pousada. Além de ser uma das UCs mais visitadas de Minas Gerais, a reserva é uma das maiores  RPPNs com Mata Atlântica do estado. Clique aqui e saiba mais.

2. RPPN Vale das Pedras – Alfredo Wagner – SC

 

2 | SOS Mata Atlântica

 

A RPPN Vale das Pedras está localizada na capital catarinense das nascentes, o município de Alfredo Wagner. Situada em um dos afluente do Rio Itajaí, o Rio Jararaca, a área de mais de 30 hectares está coberta por cerca de 90% de mata nativa e há no local água em abundância com cachoeiras, cascatas, cânions, cavernas e trilhas ecológicas. A reserva foi criada com o objetivo de desenvolver a conservação da fauna e da flora, o turismo de contemplação, educação ambiental e pesquisas, havendo como suporte casa para hospedagem de pesquisadores e visitantes. Saiba mais.

  1. RPPN Bom Retiro – Casimiro de Abreu – RJ

 

3 | SOS Mata Atlântica

Foto-portal-rppnbomretiro.wixsite.com

Bom Retiro é uma Reserva Particular com mais de 500 hectares de florestas primárias e em regeneração. Localizada na divisa dos municípios Casimiro de Abreu e Silva Jardim, é a primeira RPPN do Rio de Janeiro, criada em 1993. Refúgio de espécies em risco e ameaçadas de extinção, como o mico-leão dourado, onça pintada, tamanduá-mirim, entre outros, oferece infraestrutura de hospedagem com capacidade para 59 leitos, cozinha coletiva, espaço de meditação, rios, lagos e piscinas naturais, entre outras atrações. Conheça mais.

4. RPPN do Caju – Itaporanga d’Ajuda – SE

 

4 | SOS Mata Atlântica

 

A reserva está localizada no campo experimental da Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Itaporanga d’Ajuda, à beira do rio Vaza-Barris. Ela faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) do Litoral Sul de Sergipe e é a primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) federal da Embrapa no Brasil, criada em 2011. A reserva possui uma área de aproximadamente 760 hectares – do total de 910 do campo experimental. Três trilhas ecológicas de extensões diferentes podem ser percorridas dentro da área da reserva. Para agendar uma visita é nececessário entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cidadão da Embrapa Tabuleiros Costeiros pelo telefone (79) 4009-1344 ou pelo e-mail tabuleiros-costeiros.eventos@embrapa.br.

  1. RPPN Parque do Zizo – São Miguel Arcanjo e Tapiraí – SP 

 

5 | SOS Mata Atlântica

Foto-Pprtal-parquedozizo.com.br

Localizado no alto da Serra de Paranapiacaba, entre os municípios de São Miguel Arcanjo e Tapiraí, o Parque do Zizo tem uma área superior a 300 hectares. Além de fauna e flora, o Parque é berçário de nascentes, inclusive a bacia do rio Assungui, que deságua no Rio Juquiá, e por sua vez alimenta o rio Ribeira de Iguape, importante manancial de água limpa, justo antes de chegar ao mar. O parque faz vizinhança com importantes unidades de conservção, como o Parque Estadual Carlos Botelho. A pousada está localizada em uma pequena clareira no meio da mata e possui três quartos. A comida é regional e a pousada ainda possui um jardim. Mais informações aqui.

  1. RPPN Feliciano Miguel Abdala – Caratinga – MG

 

6 | SOS Mata Atlântica

 Foto: portal-preservemuriqui.org.br

Localizada no município de Caratinga, à margem esquerda do Rio Manhuaçu, na Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais, a RPPN possui 957 hectares, correspondendo a 72% da Fazenda Montes Claros. Criada em 2001, é considerada uma das áreas prioritárias para conservação da biodiversidade na Mata Atlântica. Os altos níveis de biodiversidade encontrados na reserva constituem um importante atrativo para atividades de ecoturismo. A fauna, especialmente os primatas, está habituada à presença humana, tornando muito fácil avistar os animais. A presença do muriqui pode transformar Caratinga em algo parecido com as “montanhas dos gorilas” da América do Sul, o único lugar onde os visitantes podem certamente observar esta espécie altamente ameaçada em uma rápida visita. Mais informações no site da reserva.

 7. RPPN Pedra D’anta – Lagoa dos Gatos – PE

 

7 | SOS Mata Atlântica

Foto-Karliane-Silva

A RPPN Pedra D’Anta está localizada na Serra do Urubu e é um destino muito especial para a prática de Observação de Aves, pois abriga 280 espécies de aves. A reserva conta com um conjunto de espécies ameaçadas de extinção e endêmicas. No local, podem ser realizadas trilhas interpretativas que levam as pessoas a uma experiência de contato com a natureza. Localizada a 185 km de Recife, a reserva foi criada pela SAVE Brasil em 2004 e possui 360 hectares. A reserva ainda conta com o Jardim dos Beija-flores, que proporciona uma experiência inspiradora aos visitantes, que podem observar 21 espécies de aves. Clique aqui para saber mais.

  1. RPPN Mata do Passarinho – Bandeira – MG

 

8 | SOS Mata Atlântica

Foto-Ciro-Albano

Situada entre os municípios de Bandeira e Jordânia (MG) e Macarani (BA), a Mata do Passarinho tem aproximadamente 650 hectares. Um dos principais motivos da criação da Reserva foi a redescoberta de uma espécie de ave considerada quase extinta pela ciência: o entufado baiano, cujo nome científico é Merulaxis Stresemanni. Criada em 2007 pela Fundação Biodiversitas, a Mata do Passarinho promove a conservação de outras 37 espécies de aves ameaçadas de extinção, além do macaco-prego-de-peito-amarelo, primata que também está ameaçado. A Mata do Passarinho tem chamado a atenção de observadores de aves tanto do Brasil quanto do exterior. No local, há um Centro de Visitantes e alojamentos com energia fotovoltaica. Clique aqui para saber mais.

  1. RPPN Alto Montana – Itamonte – MG

 

9 | SOS Mata Atlântica

Foto-Booking.com

Localizada na Serra da Mantiqueira, no município de Itamonte (MG), a RPPN está inserida na Fazenda Pinhão Assado, composta por uma área de mais de 1.000 hectares. Criada em 2012, a área realiza atividades, entre outras coisas, de pesquisa e educação, turismo e esporte de montanha. A reserva protege um importante remanescente florestal, em área prioritária para a conservação da biodiversidade, abrigando inúmeras espécies da fauna e flora endêmicas e ameaçadas de extinção. Auxilia no amortecimento do Parque Nacional do Itatiaia e é responsável pela proteção de mais de 17 nascentes que abastecem a Bacia Hidrográfica do Rio Verde. Entre as iniciativas que podem ser realizadas na área estão observação de aves, caminhadas e travessias e day-use. Clique aqui para mais informações.

  1. RPPN Pedra do Sabiá – Itacaré – BA

 

10 | SOS Mata Atlântica

Foto: portal-pedradosabia.com

A Pedra do Sabiá está localizada em plena Mata Atlântica, nas margens do Rio de Contas, a 18 km de Itacaré – sul da Bahia. É uma fazenda de produção agroflorestal de cacau orgânico e conta com uma excepcional biodiversidade. Um local ideal para descanso, relaxamento, práticas meditativas, terapêuticas, educativas, corporais e artísticas ajudando o nosso corpo, mente e espirito a se conectar com sua parte mais essencial. O propósito é de ser um espaço sustentável, de viver em harmonia com os ciclos naturais, produzir alimentos de qualidade, viver com simplicidade e consciência e acolher visitantes que simpatizam com esta proposta. Mais informações no site.

Mas afinal, o que é uma RPPN?

É a única categoria de Unidade de Conservação criada e mantida por proprietários particulares, sem recursos do governo. Na prática, o proprietário decide transformar sua terra ou parte dela em uma reserva, assumindo o compromisso perpétuo com a conservação da natureza.

Após 30 anos desde a criação da primeira reserva, elas já são mais de 1.500 reservas, protegendo aproximadamente um milhão de hectares, segundo a Confederação Nacional de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (CNRPPN). A Mata Atlântica é o bioma com o maior número de reservas particulares (1.144), aproximadamente 70% do total, protegendo cerca de 330 mil hectares. A CNRPPN mantém o número de reservas particulares atualizado no Painel de Indicadores de RPPNs.

“A Mata Atlântica conseguiu uma grande rede de apoio para sua proteção a partir dos proprietários de terra. Estima-se que 80% da área da Mata Atlântica esteja em áreas particulares, daí o papel fundamental destas áreas para a conservação do bioma“, afirma Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica. Ao longo de sua história, a ONG já apoiou a criação de mais de 300 reservas particulares, que protegem uma área de aproximadamente 60 mil hectares. Ao todo, mais de R$ 6 milhões foram investidos para apoiar criação e gestão de reservas particulares.

Além da criação, a visibilidade e o estímulo à visitação, são mecanismos importantes para aumentar e consolidar as Unidades de Conservação no Brasil. No caso das RPPNs, é fundamental ampliar o protagonismo dos proprietários privados por meio de políticas públicas de pagamento por serviço ambiental, programas de turismo, entre outros.

Conheça mais o nosso trabalho em Valorização de Parques e Reservas.

Crédito: Fundação SOS Mata Atlântica

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