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Fundação SOS Mata Atlântica realiza webinar sobre 2 anos do crime de Brumadinho

Evento será na quarta (20), às 18h30, nas redes sociais da organização

19 de janeiro de 2021

No dia 25 janeiro de 2019, por volta de meio-dia, rompia a barragem de Córrego do Feijão da mineradora Vale, em Brumadinho (MG). Uma onda com mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos atingiu o refeitório dos funcionários – naquele horário com centenas de trabalhadores –, a cidade de Brumadinho, chegando até o rio Paraopeba.

Dois anos depois de um dos maiores crimes socioambientais do Brasil, a comunidade da região ainda sofre com os impactos da tragédia, com as 270 vidas perdidas, entre elas 11 ainda desaparecidas, o aguardo da reparação de famílias, o prejuízo à qualidade da água do rio Paraopeba, entre outros.

Para falar sobre isso, a Fundação SOS Mata Atlântica realiza na próxima quarta (20), às 18h30, seu primeiro webinar de 2021 como parte da série “Mata Atlântica em Debate“. Ao falar dos 2 anos do crime de Brumadinho a organização pretende ouvir especialistas sobre o rio Paraopeba e a comunidade da região afetada pela tragédia.

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O evento será transmitido pelo Facebook e Youtubeda Fundação e será moderado pela jornalista Cristina Serra. Ela é autora do livro que fala sobre outro crime socioambiental, “Tragédia em Mariana: A história do maior desastre ambiental do Brasil“ (2018), escrito após ter feito a cobertura do fato em 2015,  quando era repórter do Fantástico, da TV Globo. É autora também do livro “A Mata Atlântica e o Mico-Leão-Dourado“, colunista da Folha de S. Paulo e colaboradora do site Metrópoles.

Entre os especialistas participantes estará o promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador da área de Meio Ambiente do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG). Em 2015, ele foi responsável pelas investigações do caso de Mariana, na época como coordenador do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais (Nucam), também do MPMG. Após passar quatro anos na Promotoria de Direitos Humanos, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, voltou em 2021 para a área de Meio Ambiente.

A coordenadora de Projetos para as comunidades atingidas pelo crime da Vale em Brumadinho, pela Arquidiocese de Belo Horizonte, Marina Oliveira, é outra participante. Moradora de Brumadinho, ela é mestranda do Programa de Pós Graduação em Relações Internacionais da PUC-Minas e graduada em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Na época do desastre, a Fundação SOS Mata Atlântica realizou duas expedições pelo rio Paraopeba, que confirmaram a contaminação pelos rejeitos da Vale, deixando mais de 300 km do rio impróprios para qualquer tipo de uso. Na segunda expedição, a organização confirmou contaminação também do Alto São Francisco, no trecho entre os municípios de Felixlândia e Pompéu até o Reservatório de Três Marias.

No início de 2020, a Fundação retornou ao local para verificar que a água continuava com a qualidade péssima. A expedição foi realizada em parceria com Laboratório de Análise Ambiental do Projeto Índice de Poluentes Hídricos (IPH), da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), que estará representado no evento pela professora Marta Marcondes, participante das expedições ao rio Paraopeba.

”Devido à pandemia do novo coronavirus acabamos não voltando agora em 2021 para analisar o rio, mas queremos mostrar à sociedade que este tema precisa estar presente no debate. No último mês de dezembro, um trabalhador terceirizado da empresa morreu após queda de um talude na mesma mina, justamente algo que deveria estar em plenas condições para garantir a estabilidade do terreno. Isso é inaceitável”, afirma Malu Ribeiro, diretora da Fundação SOS Mata Atlântica, que fará a abertura do evento. Após este último acidente, a prefeitura de Brumadinho suspendeu o alvará para o funcionamento da Vale na região até a devida apuração dos fatos.

Crédito: Fundação SOS Mata Atlântica

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