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Aeroporto ameaça Parque Estadual do Rio Doce

17 de fevereiro de 2009

O projeto de construção de um aeroporto no interior de Minas Gerais pode colocar em risco a integridade do Parque Estadual do Rio Doce, uma unidade de conservação da Mata Atlântica, com 36 mil hectares. A obra ficaria na Zona de Amortecimento da reserva e teria capacidade para receber 360 mil passageiros por ano.

De acordo com os Estudos de Impactos Ambientais apresentados pela empresa USIMINAS, responsável pelo empreendimento, além da capacidade para passageiros, o mesmo terá uma função crucial para transporte de carga de produtos industriais, de modo a atender a demanda crescente do transporte aéreo de passageiros da USIMINAS e de outras empresas instaladas no Vale do Aço, além da comunidade em geral.

O aeroporto exigirá vias e meios de carregamento, escoamento, abertura de grandes vias de acesso em diversas direções, postos de combustíveis, galpões, áreas residenciais, áreas comerciais, linhas férreas, empresas de logística, segurança, saúde, dentre outros.

No contexto do Parque Estadual do Rio Doce, os impactos oriundos de todas estas atividades em uma escala de médio e longo prazo, são considerados gravíssimos, levando à degradação ambiental pela perda das funções ecológicas de todo o complexo florestal e aqüífero existente no Parque e seu entorno, em particular, relacionado à sua conectividade com demais áreas vizinhas e outras Unidades de Conservação. O Parque é uma área considerada de importância biológica extremamente alta pelo Ministério do Meio Ambiente.

Para evitar que o aeroporto interfira tão negativamente na fauna e flora do maior fragmento florestal contínuo de Mata Atlântica em Minas Gerais, seria necessário que o aeroporto fosse instalado a 4 km desta área. O Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica aprovou Moção de Repudio a criação do Novo Aeroporto em Bom Jesus do Galho recomendando que os estudos de impacto ambiental sejam reanalisados.

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