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Dê cartão vermelho aos parlamentares que querem piorar o Código Florestal

4 de julho de 2012

Campanha Floresta Faz a Diferença convoca sociedade a dar cartão vermelho a parlamentares que piorem o texto do Código Florestal. População deve pressionar parlamentares antes da votação da MP 571/12, Medida Provisória que altera o Código.

Manifestantes tomaram os corredores da Câmara dos Deputados na manhã desta quarta-feira para dar cartão vermelho aos parlamentares que apresentaram as piores emendas ao relatório da Medida Provisória 571/12, que altera o novo Código Florestal. O ato faz parte da nova fase da campanha do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável. O mote é “O Jogo Não Acabou, Vamos Apitar Esta Partida”.

A campanha está no ar no site www.florestafazadiferenca.org.br, onde pode ser vista a lista com os nomes dos 23 maiores “inimigos das florestas”. Na seção www.florestafazadiferenca.org.br/como-participar, os internautas também têm acesso a um formulário, onde podem enviar o cartão vermelho por email aos parlamentares. A intenção é mostrar que a sociedade civil está de olho no trabalho do Congresso. Além de dar cartão vermelho, os participantes lembram os parlamentares que as eleições estão chegando e que o Brasil não quer colocar em riscos as florestas elegendo um deles.

Desde a Rio+20 a ação marca presença nas ruas e na internet. Foi após a manifestação “Marcha Ré”, no dia 18/06, que o primeiro cartão vermelho foi mostrado a um parlamentar ruralista. A campanha nasceu com os apelos da sociedade para que a presidente Dilma Rousseff vetasse na íntegra a proposta que de alteração do Código Florestal. Porém, ignorado pela presidente, o público volta com mais ânimo para alertar para o fato de que o texto aprovado no dia 28 de maio aumenta o desmatamento e anistia quem cometeu crimes ambientais.

Para Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, “essa nova fase garante continuidade ao capital social da mobilização contra o Código Florestal”. Mantovani ressaltou também que o “governo tem colocado a sociedade civil à margem de qualquer negociação desde a Rio 92, abrindo espaço apenas para a bancada ruralista”.

O comitê, formado pelas 200 principais organizações da sociedade civil, avalia que o texto da medida provisória, já considerado muito ruim, pode piorar caso sejam aprovadas várias das 696 emendas propostas pelos parlamentares.

Pedro Gontijo, secretário executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB e integrante do Comitê, acredita que apesar da tentativa de parlamentares de tornar o texto ainda mais prejudicial à sociedade civil e às florestas brasileira “o bom senso da maioria não ruralista saberá interpretar a dicotomia entre preservação e produção, o que guiará o resultado da votação do relatório”.

A apresentação do relatório estava agendada para hoje (4), mas menos de 24 horas antes o Congresso anunciou o adiamento para segunda-feira (9), às 14h. Nesse caso, a votação, que já estava definida para acontecer no dia 10 de julho, poderá ser remarcada.

 

 

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