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Comunidades extrativistas de Canavieiras combatem o novo coronavírus

8 de junho de 2020

As comunidades tradicionais da Reserva Extrativista (RESEX) de Canavieiras, na Bahia, criaram uma Vakinha online para combater os impactos do novo coronavírus. O recurso arrecadado será utilizado para a distribuição de cestas básicas e materiais de higiene pessoal para pescadores(as) artesanais. Criada em 2006, a RESEX Canavieiras tem como objetivo a defesa da natureza e das populações tradicionais em benefício da sociedade. Mais de 2.000 famílias vivem na área da reserva, tendo a pesca como principal atividade produtiva. Neste Dia Mundial dos Oceanos, aproveite para fazer sua doação para as comunidades tradicionais.

A realidade dessas comunidades têm sido totalmente alteradas desde outubro de 2019, quando o derramamento de óleo que afetou todo o nordeste brasileiro também atingiu a região. A partir daí, eles foram expostos a situações de insegurança alimentar e econômica, inviabilizando a comercialização de pescados e, consequentemente, prejudicando as condições de sustento. Mesmo assim, naquela ocasião trabalharam na linha de frente para retirar o lixo das praias.

Como citado pelas comunidades nesse vídeo, enquanto ainda se recuperavam do primeiro desastre venho o segundo: a pandemia do COVID-19, agravando a situação de vulnerabilidade das famílias. Nem todos pescadores e marisqueiras conseguiram acessar o auxílio emergencial do governo e por isso também “Aprendemos a lidar com as dificuldades que a natureza nos apresenta, pois aprendemos a lidar com ela de forma harmônica, mas essas situações diminuem nossa capacidade de reagir“, afirmam.

Por ser uma região paradisíaca, entre os municípios de Canavieiras, Una e Belmonte, no sul da Bahia, há grande potencial turístico na região. Por isso, a RESEX também já sofreu diversas ameaças nos últimos anos, como a mais recente tentativa de rebaixar a reserva para uma Área de Proteção Ambiental (APA), enfraquecendo regras ambientais, possibilitando a instalação de grandes empreendimentos imobiliários.

As comunidades tradicionais da região seguem resistindo, como sempre fizeram, mas precisam de ainda mais apoio da sociedade. Participe.

 

 

Crédito: Fundação SOS Mata Atlântica

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