ACESSE SUA CONTA

Esqueci minha senha

NÃO POSSUI CADASTRO

Fazendo seu cadastro, você:

marco tanaka
  j \d\e F \d\e Y  

Empresas se unem em projetos de restauração florestal para transformar paisagens de Mata Atlântica

Iniciativas da Fundação SOS Mata Atlântica com empresas de diversos segmentos já promoveram o plantio de aproximadamente 2 milhões de árvores nativas do bioma

4 de junho de 2020

A Fundação SOS Mata Atlântica apresenta importantes resultados de três grandes projetos de restauração florestal que contribuem para diversos serviços ambientais para a sociedade, provenientes de áreas recuperadas em propriedades rurais. A partir destas iniciativas, diversas empresas recuperam uma mesma área degradada, fazendo com que a paisagem local possa ser transformada, diferente do que aconteceria se cada uma delas fizesse projetos isolados.

A restauração florestal é uma prática que impacta, direta e indiretamente, 13 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), se forem analisados a relação entre suas ações e objetivos. Entre as metas globais beneficiadas é possível citar: fome zero e agricultura sustentável (ODS 2); água potável e saneamento (ODS 6); ação contra a mudança global do clima (ODS 13); vida terrestre (ODS 15); entre outros. Estas metas devem ser alcançadas até 2030 e têm sido uma importante estratégia de atuação para as empresas que buscam contribuir para o desenvolvimento sustentável, uma vez que elas têm papel fundamental neste processo. Sendo assim, apoiar projetos de restauração florestal pode ser uma forma de apoio ainda mais impactante.

A Mata Atlântica, como um dos biomas mais degradados do Brasil está entre os biomas que mais podem colaborar para as metas nacionais e globais pelo clima. Segundo o estudo Global restoration opportunities in tropical rainforest landscapes, o Brasil, em especial a Mata Atlântica, está entre as áreas que apresentam as oportunidades mais convincentes de restauração para mitigar as mudanças climáticas, escassez de água e a extinção da vida vegetal e animal. A Mata Atlântica têm a maior área acumulada de áreas prioritárias para restauração, destacando a grande oportunidade que este bioma apresenta para receber investimentos. Neste trabalho foram analisados mais de 100 milhões de hectares onde florestas tropicais foram desmatadas na América Central e do Sul, África e sudeste da Ásia.

Entre os projetos da SOS Mata Atlântica, uma iniciativa em parceria com a AES Tietê, teve início em 2015 no Reservatório da Usina Hidrelétrica de Promissão, no rio Tietê. Outra, lançada em 2016, consiste em promover a restauração florestal em propriedades do Santuário Nossa Senhora Aparecida, nos municípios de Aparecida e Taubaté. Juntas, essas parcerias possibilitaram neste período o plantio de mais de 2,24 milhões de árvores nativas da Mata Atlântica em 896 hectares, o equivalente a mais de mil campos de futebol. A parceria mais recente que entrou para este modelo é com a Nespresso e tem como foco a mudança de paisagem O projeto realizará a restauração florestal da região da bacia do Rio Pardo, no município de São Sebastião da Grama (SP). A previsão é que, em quatro anos, seja feita a restauração de 277 hectares de Mata Atlântica. Neste projeto, para cada muda patrocinada pela Nespresso, a SOS Mata Atlântica doa outra muda, que será investida por outras empresas.

O projeto em Promissão tem como objetivo restaurar 1.200 hectares de Mata Atlântica ao longo de oito anos, beneficiando 22 municípios com o plantio de 3 milhões de mudas nativas. Até o momento, foram plantadas mais de 1,88 milhão, totalizando aproximadamente 754 hectares. Ou seja, o projeto com término previsto para 2022 já tem  62% de sua meta atingida. A área destinada para o projeto desempenha função crucial para a população paulista, pois neste reservatório é gerada parte da energia que abastece o estado. Até o término do projeto, serão investidos cerca de R$ 39 milhões.

Já a iniciativa com o Santuário Nossa Senhora Aparecida visa a restauração florestal de mais de 248 hectares em quatro propriedades localizadas nos municípios de Aparecida e Taubaté. Ao todo, serão 621 mil mudas de árvores nativas de Mata Atlântica plantadas até 2021. Até agora, praticamente metade do projeto já foi concluído, com o plantio de aproximadamente 359 mil mudas em 143 hectares. As áreas escolhidas para a restauração fazem parte de importantes regiões de Mata Atlântica, mas que infelizmente possuem poucos remanescentes florestais – são apenas 4% em Aparecida e 6% em Taubaté. As propriedades também estão localizadas em mananciais de abastecimento do Santuário, por onde passam anualmente 13 milhões de pessoas por ano, e têm alta vulnerabilidade de aquíferos. Até 2021, R$ 10 milhões serão investidos no projeto.

No projeto com o Santuário a empresa com maior investimento foi a Scania em conjunto com a Consórcio Scania e o Scania Banco. Em menos de dois anos, o grupo já plantou 50 mil mudas nativas da Mata Atlântica com perspectiva de mais 25 mil para os próximos. Além disso, ao entender seu papel no setor que atua, a empresa já incluiu novos parceiros de sua cadeia de valor, como a Associação Brasileira dos Concessionários Scania e a transportadora Transmaroni. Outras empresas de destaque no projeto são a Colgate-Palmolive com 30 mil mudas pelo produto Natural Extracts e a Repsol Sinopec com 15 mil mudas.

Todos os recursos dos projetos são captados com outros patrocinadores e apoiadores da Fundação SOS Mata Atlântica, dos parceiros principais de cada iniciativa, entre outras instituições.

O diferencial destes projetos é que, além das duas instituições idealizadoras do projeto com a ONG, eles reúnem diversas outras companhias para que, todas juntas, possam de fato promover uma transformação da paisagem da Mata Atlântica local. Entre as empresas participantes estão Aché Laboratórios, Associação Bancorbrás de Responsabilidade Social, Bradesco Capitalização, BrasilCAP, Brscan, Movida, Oscar Ono Brasil, Rakuten, Sunew, Via Fácil Sem Parar, Vivo, entre outras.

Para Olavo Garrido, diretor de Finanças e Mobilização de Recursos da Fundação SOS Mata Atlântica, estes projetos em grande escala são possíveis graças à capacidade de mobilização e articulação da Fundação. A partir do comprometimento de um grande parceiro, a Fundação, através de sua equipe de negócios, desenvolve estratégias de captação que visam o engajamento de outros apoiadores para um único projeto.

“Desta forma, o investimento na restauração de grandes áreas é diluído entre diversos patrocinadores. Com isso, todos ganham, o município, os proprietários de terra que recebem as mudas, os patrocinadores e, principalmente o meio ambiente, visto podermos levar maior número de componentes, como água, floresta, serviços ecossistêmicos e clima. Uma empresa sozinha talvez não conseguiria fazer diferença para o meio ambiente local, mas ao participar de um grande projeto sim“, afirma ele.

Além disso, em cada uma dessas iniciativas estima-se a geração de emprego para, aproximadamente, 160 pessoas, entre técnicos de restauração florestal, viveiristas, etc. Relatório da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) estima que para cada 1.000 hectares restaurados, são gerados 200 empregos diretos.

“Esses projetos desempenham papeis fundamentais para a conservação ambiental no estado de São Paulo. No caso do Santuário, por exemplo, estamos falando de uma cidade, como Aparecida, que recebe milhões de visitantes ao ano. Cuidar do meio ambiente da região é oferecer melhor qualidade de vida aos moradores e manter o fornecimento de água para quem lá vive e frequenta o local. Já em Promissão, é um exemplo de como estamos contribuindo para a vida do povo paulista, que terá a certeza do acesso a energia garantido por muitos anos“, destaca Rafael Bitante Fernandes, gerente de Restauração Florestal da Fundação SOS Mata Atlântica.

O Grupo HEINEKEN no Brasil é outro exemplo marcante para a organização. A empresa é proprietária da área cedida em comodato para a SOS Mata Atlântica, o Cento de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – HEINEKEN Brasil. O local é a base dos projetos de restauração da ONG onde são produzidas 700 mil mudas por ano e que são levados aos projetos da ONG em um raio de 200 km. Para iniciativas mais distantes, viveiros parceiros fornecem a muda para o plantio.

Quando a SOS Mata Atlântica chegou na propriedade de mais de 500 hectares, recuperou mais da metade de sua área com o plantio de árvores nativas da Mata Atlântica. Hoje, 12 anos depois, já é possível ver um cenário bem diferente, com árvores que já alcançam 10 metros de altura. Os projetos de pesquisas realizados em parcerias com universidades no local já confirmam o espaço como um refúgio para a biodiversidade, incluindo mais de 200 espécies de aves identificadas. Mais de 40 pesquisas já foram realizadas na fazenda. Além disso, o Centro de Experimentos Florestais já recebeu mais de 48 mil visitantes em ações de educação ambiental, mobilização, cursos e capacitações.

Somando todos seus projetos de restauração florestal, a Fundação SOS Mata Atlântica já plantou mais de 40,5 milhões de árvores nativas em 23 mil hectares, o equivalente ao tamanho de Recife.

Crédito: Fundação SOS Mata Atlântica

COMPARTILHE