ACESSE SUA CONTA

Esqueci minha senha

NÃO POSSUI CADASTRO

Fazendo seu cadastro, você:

marco tanaka
  j \d\e F \d\e Y  

Encontro de gerações pelo mesmo objetivo marca ação voluntária em Itu

31 de maio de 2019

Na manhã chuvosa de sábado (18/05), mais de 100 pessoas foram ao Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – HEINEKEN Brasil, em Itu, para participar de uma ação do Viva a Mata 2019. Além de conhecerem a base de restauração florestal da Fundação SOS Mata Atlântica, os voluntários puderam realizar atividades que contribuirão para a recuperação da Mata Atlântica, conhecendo desde o processo de produção de mudas até a manutenção das áreas.

Veja as fotos do evento

Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, fez questão de comentar a diversidade de pessoas e as diferentes gerações no evento. “Assim como vocês, cada árvore tem um história por trás. Estamos honrados com vocês aqui, pois cada um na sua idade já demonstra como têm isso como compromisso de vida“, comemorou ele.

Durante o evento, o público pôde aprender o passo a passo do processo de produção e plantar um total de 1.000 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, de aproximadamente 60 espécies diferentes – como embaúba, ipe-branco, jatobá, pitanga e uvaia. Eles prepararam as mudas nos chamados “rocamboles“ – como o próprio nome diz, são enroladas aproximadamente 10 mudas para levá-las à área de plantio. Também cavaram os berços das árvores e depois plantaram, não esquecendo de usar o curioso “xuxo“ – pedaço de bambu usado para marcar o berço no exato tamanho necessário para o plantio da muda.

Quem fez questão de contar todo este processo foi Gabriel Caetano Alves, de 8 anos, que já tinha ido ao Centro de Experimentos Florestais há quatro anos com sua escola, mas queria que sua mãe conhecesse o local. “Primeiro eu cuidei do hidrogel, depois usei o ‘xuxo‘ para amassar a terra e depois plantar e tampar tudo com a palha. Foi muito legal, gostei muito, é divertido porque isso faz crescer a natureza“, disse ele com o sorriso no rosto, o mesmo da mãe Cintia Cardoso Caetano. Ela, orgulhosa, contou como as crianças já se desenvolvem com muita consciência. “Se a geração dele crescer com isso, não será mais necessário fazer plantio, pois a sociedade não vai mais desmatar. Trouxe ele aqui para continuar preservando essa semente nele“, disse ela.

Alguns adultos participantes deste evento também eram pessoas engajadas que vinham de diversas outras ações com a SOS Mata Atlântica ao longo do mês de maio. Entre eles, William Gonçalves e Douglas Cabral, que se sentiram motivados a participar do máximo possível de ações do Viva a Mata 2019.

“Eu encontrei nessas ações o que eu gosto. Quero sempre estar junto. Sou do interior de São Paulo, de Salesópolis, onde fica a nascente do rio Tietê. Então, a questão ambiental sempre esteve na minha vida. Obtive muito aprendizado em todos os eventos (ele também participou da ação voluntária no parque Trianon e do painel Saúde e Mata Atlântica). Quem participa do evento se sente parte dele e passa a multiplicar a causa“.

Douglas Cabral é um exemplo de multiplicador. Ao saber do Viva a Mata 2019, ele levou a informação para toda a sua família, que participou de diversos eventos. Ele esteve em todas as ações voluntárias realizadas. Desde a infância é uma pessoa engajada em temas ambientais, mas só agora, depois de se formar em design de jogos e ter estudado engenharia mecânica, que decidiu cursar biologia. “Sempre participei de projetos voluntários, mas não quero estar sozinho, por isso chamei todo mundo. Ao contar para algumas pessoas o que tinha acontecido, é legal ver a reação delas, pois estamos trabalhando por um bem maior, não é uma coisa egoísta. Quando a gente preza pelo meio ambiente, você se sente realizado“, afirma ele.

Para Rafael Fernandes, gerente de Restauração Florestal da Fundação SOS Mata Atlântica, a atividade fortalece o trabalho de todos que estão no campo. “Ver uma árvore derrubada é muito triste. Derrubar é muito fácil, recuperar o prejuízo não. Com certeza, todos nós saímos daqui com outra energia, muito melhor do que chegamos“, finalizou.

Ao término do evento, os participantes tiveram a oportunidade de ver o quanto é trabalhoso o processo de preparação das mudas que foram plantadas, desde a coleta de sementes na floresta, o respeito à característica de cada semente e o cuidado das viveiristas da ONG, que desempenham papel crucial para que as sementes consigam crescer até se tornarem mudas fortes e prontas para ir à terra.

COMPARTILHE

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

NOTÍCIAS RELACIONADAS