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Esclarecimento sobre “Diálogos Sustentáveis”

21 de maio de 2012

O governo brasileiro não tem dado prioridade à agenda ambiental e tenta reduzir sua importância até mesmo na Rio+20, ampliando o tema da reunião e tirando o foco do meio ambiente. Além disso, não criou nenhuma Unidade de Conservação no País recentemente e tem sido omisso no que se refere à aprovação de leis que prejudicam a preservação, deixando de lado estratégias importantes para que a conservação da natureza seja uma oportunidade de negócios e de desenvolvimento sustentável para o Brasil.

Em razão de tudo isso, especialmente em virtude desse retrocesso na legislação e na gestão ambiental que se observa no País, principalmente com relação às mudanças no Código Florestal, a Fundação avalia que não faz sentido neste momento participar dos “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”.

A consolidação da agenda socioambiental brasileira só é possível por meio do diálogo contínuo e constante entre os setores do governo e a sociedade civil organizada. Porém, a iniciativa do governo emerge como uma ação pontual; e sua construção, planejamento e metodologia não refletem princípios orgânicos de articulação e diálogo com as redes, movimentos e organizações da sociedade civil.

A SOS Mata Atlântica defende a formalização de instâncias de articulação e espaços decisórios e genuínos para a participação e diálogo efetivos e constantes com a sociedade civil, em que estejam claras as formas e regras de representação. E não acredita em iniciativas que não reflitam a real participação da sociedade civil e que possam porventura ser utilizadas para transmitir ideias equivocadas à opinião pública acerca dos diálogos sobre o tema desenvolvimento sustentável no Brasil.

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