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Fundação entrega no Congresso relatório sobre qualidade da água no Rio Doce

4 de fevereiro de 2016

No dia 3 de fevereiro, a Fundação SOS Mata Atlântica entregou o laudo técnico independente com os resultados da análise da água do Rio Doce ao presidente da Comissão Externa da Câmara dos Deputados que acompanha a tragédia causada pelo rompimento da barragem de mineração de Fundão, da empresa Samarco, em Mariana (MG), deputado Sarney Filho (PV-MA).  Realizaram a entrega e a apresentação da análise em Brasília o diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, e a Coordenadora da Rede das Águas da ONG, Malu Ribeiro.
Foto: Malu Ribeiro, Mario Mantovani e deputado Sarney Filho.

A água foi analisada em uma expedição pelo Rio Doce realizada de 6 a 12 de dezembro de 2015. Com o apoio da Ypê-Química Amparo,  grupos de especialistas voluntários e o eco esportista Dan Robson percorreram 650km de rios. Ao todo, foram analisados 18 pontos em campo, percorridos 29 municípios e coletados 29 amostras de lama e água para análise em laboratório. Desses 18 pontos, 16 apresentaram o IQA (Índice de Qualidade da Água) péssimo e 2 obtiveram índice regular.entrega laudo Rio Doce

Segundo Malu Ribeiro, que coordenou a pesquisa, a condição ambiental do Rio Doce é péssima. “Em todo o trecho percorrido e analisado por nossa equipe a água está imprópria para o consumo humano e de animais”, reforça. “Infelizmente, as chuvas arrastaram ainda mais lama para o leito do rio e a situação tende a ficar ainda mais complicada. A lama e os metais pesados não mascararam ou diminuíram as concentrações de poluentes provenientes de esgoto sem tratamento e de insumos agrícolas”, afirmou.

Os pesquisadores defenderam a realização de laudos independentes para acompanhar a situação do Rio Doce, e dar suporte às ações de recuperação de médio e longo prazo para a bacia. A Fundação SOS Mata Atlântica, que continua a acompanhar os trabalhos da comissão, vem cobrando uma atuação das autoridades no sentido de impedir o desmonte do Sistema de Meio Ambiente, a flexibilização das leis, como o Código de Mineração e o Licenciamento Ambiental brasileiro, que dão margem a tragédias como a ocorrida em Mariana.

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