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Fundação SOS Mata Atlântica presta homenagem para pessoas que inspiram a luta pela conservação ambiental no Brasil

4 de junho de 2019

Neste Dia do Meio Ambiente (5/06), a Fundação SOS Mata Atlântica presta uma homenagem a pessoas que, diariamente, fazem a diferença para o meio ambiente e à população brasileira. São cidadãos engajados, pesquisadores e voluntários que inspiram a organização a partir de seu trabalho. Com um vídeo, a organização conta a história, trajetória e legado dessas pessoas que atuam pela restauração florestal, por água limpa e pela proteção do mar.

“Essa homenagem tem como objetivo reconhecer quem se dedica e mostrar como existem pessoas reais por trás das causas socioambientais. Apresentar uma boa história educa, envolve e desperta as pessoas para a ação“, afirma Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica.

A organização pretende conectar as histórias contadas nestes vídeos com a população brasileira, criando empatia, em um momento em que são colocadas em risco diversas conquistas da sociedade na área socioambiental, bem como os patrimônios naturais do Brasil.

Entre os homenageados estão Flávia e Ana Paula Balderi, da Associação Ambientalista Copaíba, que desenvolvem um trabalho fundamental para a restauração da Mata Atlântica e destacam a importância da mulher no mercado de recuperação da floresta. “É muito bom ver o gênero feminino nesta área. Estamos vivendo muitos desafios no momento, mas somos fortes se unidos“, destaca Ana Paula, que é coordenadora da Restauração e do Viveiro Florestal Copaíba.

Outra homenageada, Carolina de Moura, é jornalista, ambientalista e agricultora. Integrante do movimento Águas e Serras de Casa Branca, de Brumadinho (MG), ela é acionista crítica da Vale e tem atuado fortemente no movimento Mar de Lama Nunca Mais. “Essa homenagem é um bálsamo, pois vivemos o terrorismo das barragens em Minas Gerais, que não tem mineração no nome, mas sim as minas de água. Quero honrar os defensores da terra, do meio ambiente e dos direitos humanos“, destaca ela.

Já a professora Marta Marcondes, coordenadora do Laboratório de Poluição Hídrica da Universidade de São Caetano do Sul, é voluntária há 15 anos do projeto Observando os Rios da SOS Mata Atlântica. O voluntariado acabou mudando a trajetória de sua carreira, voltada hoje para a questão da água defesa dos rios. “Quero dar voz aos rios. A palavra que penso hoje é cumplicidade, acreditar nas mesmas coisas, mesmo atuando em áreas diferentes. A Academia e os movimentos socioambientais juntos podem mostrar que contra dados não há argumentos. Vamos montar uma onda de resistência“, afirma ela.

Outro homenageado é Clemente Coelho Junior, professor e pesquisador da Universidade Rural de Pernambuco, e fundador do Instituto Bioma Brasil, que realiza projetos de educação ambiental e sensibilização com educadores das escolas públicas dos municípios na Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais. É especialista em gestão costeira, ecologia de manguezais e atua também em questões que envolvem políticas públicas socioambientais. “Estou há muitos anos nessa área. Mas lutávamos em um campo democrático que, pela primeira vez, vejo ameaçado. O importante é unir nossos esforços neste momento delicado“, afirma ele.

Para Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, todas essas pessoas representam a cidadania necessária em tempos tão difíceis para o meio ambiente como o que estamos passando hoje. “A sociedade precisa ocupar todos os espaços que são seus de direito, de forma organizada. Precisamos mostrar o que é cidadania“, afirmou ele.

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