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Impactos do Código Florestal são analisados na revista Science

6 de maio de 2014

Com informações da UFMG – O artigo Cracking Brazil’s Forest Code, publicado no fim de abril na revista Science, analisou os impactos gerados pelo novo Código Florestal aprovado em maio de 2012. Entre os pontos-chave abordados estão os prejuízos trazidos pela anistia dada aos proprietários rurais que desmataram áreas protegidas até o ano de 2008 e a ideia infundada de que a conservação ambiental prejudica a agricultura. O artigo original pode ser acessado neste link e tem entre os seus autores os professores Britaldo Soares Filho, do Instituto de Geociências, e Raoni Rajão, da Escola de Engenharia da UFMG.

Com a nova Lei, a área desmatada ilegalmente e que deveria ser restaurada caiu de 50 para 21 milhões de hectares, sendo 78% em reservas legais e 22% em áreas de preservação permanente que circundam as regiões de rios. O que representa uma redução drástica, de 58%, no passivo ambiental brasileiro – áreas de preservação florestal exploradas pela atividade agrícola e que precisam ser recuperadas.  Segundo Raoni Rajão, as reduções do passivo ambiental afetam programas de conservação ambiental, principalmente nas regiões da Amazônia e da Mata Atlântica. Esta última, com apenas 12% de floresta nativa, é vital para a existência de serviços como o fornecimento de água.

“A redução da exigência de que uma área seja recuperada ambientalmente tem alguns reflexos importantes na vida das pessoas. No caso da Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, estamos assistindo à falta de água causada pelo assoreamento dos rios localizados em áreas desmatadas e que agora não precisarão mais ser recuperadas”, alerta o professor da Escola de Engenharia.

A metodologia do trabalho baseou-se na coleta e análise comparativa de dados fornecidos por censos agropecuários do IBGE e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre outras fontes. Eles foram então analisados sob a ótica do antigo e do novo Código Florestal por meio do programa Dinamica EGO, software desenvolvido pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto de Geociências que permitiu a análise comparativa entre as duas regulamentações.

Outra constatação feita no artigo diz respeito à relação conflituosa entre a preservação ambiental e o desenvolvimento agrícola brasileiro. Para os autores do estudo, é infundada a afirmação de que a conservação ambiental pode barrar a economia agrícola do país, uma vez que o novo Código Florestal fornece alternativas para que os agricultores cumpram a lei e recuperem as áreas devastadas, como a compra de Cotas de Reservas Ambientais (CRAs).

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