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Monitoramentos revelam que qualidade da água de 30 rios é ruim ou regular

21 de março de 2013

Para levar um pouco mais de conhecimento sobre a Mata Atlântica e sua importância, o projeto “A Mata Atlântica é aqui: exposição itinerante do cidadão atuante” da Fundação SOS Mata Atlântica, viajou por 21 cidades das regiões Sudeste e Nordeste em 2012, realizando atividades de educação ambiental. Entre essas ações, está a análise da qualidade da água de um rio, córrego ou lago de cada cidade. Agora, próximo às comemorações do Dia Mundial da Água (22/03), a ONG apresenta os resultados dessas atividades.

Entre janeiro e dezembro de 2012, foram analisados 30 rios de 9 Estados brasileiros. Entre os rios avaliados, nenhum obteve resultado satisfatório. Desse total, 26 foram analisados pela primeira vez. Entre os rios já analisados em outros anos, três pioraram seus índices e um se manteve na mesma classificação.

“A iniciativa tem o papel de provocar uma reflexão sobre a importância do cuidado com a água nas cidades brasileiras e mostrar como as ações cotidianas podem impactar a qualidade da água que bebemos”, afirma Romilda Roncatti, coordenadora da exposição itinerante da Fundação SOS Mata Atlântica.

Para o monitoramento, é realizada a coleta de água usando um kit desenvolvido pelo programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica, que possibilita uma análise que engloba 14 parâmetros físico-químicos, entre eles transparência da água, lixo, odor, entre outros. O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos). “Esse monitoramento tem caráter educativo e não tem valor pericial, pois a proposta é apresentar uma percepção ambiental sobre a região analisada”, esclarece Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica.

Dos 30 corpos d’água monitorados, 70% foram classificados como “regular” e 30% no nível “ruim”. Nenhum dos pontos de coleta conseguiu a soma necessária para alcançar os níveis “bom” ou “ótimo”. As análises que tiveram o melhor resultado foram as do Rio Vaza-Barris, em Aracajú (SE), com 34 pontos; e do Rio Pratagy, em Maceió (AL), com 33 pontos.

Uma curiosidade em relação a Maceió é que, ao mesmo tempo em que a cidade teve o segundo melhor índice, também teve um dos piores, dessa vez com o Rio Salgadinho, com 23 pontos. Rio que inclusive já havia sido analisado em setembro de 2010 e agora, dois anos após, continua com a mesma classificação.

Outro com classificação negativa foi o Rio Bussocaba, de Osasco (SP), que também teve 23 pontos. Essa é a segunda vez que o rio é analisado. Em abril de 2010, sua nascente havia sido considerada “regular”, com 29 pontos.

Outros dois rios que pioram sua situação foram Paquequer, de Teresópolis (RJ), classificado como “ruim”, com 26 pontos – em janeiro de 2010 sua classificação era regular, com 30 pontos – e o rio Capibaribe, de Recife (PE), considerado “ruim”, também com 26 pontos e que, em 2010, havia sido considerado “regular”, com 28 pontos.

“Infelizmente, os monitoramentos indicam que os rios de nossas cidades estão, de maneira geral, com qualidade bem longe do ideal, um alerta para que as pessoas fiquem atentas e cobrem do poder público ações para transformar essa realidade”, conclui Malu.

Confira ao boletim de rádio sobre o assunto:

Confira abaixo os rios avaliados e seus resultados:

11 a 15/01/12

Itanhaém – SP

Rio Itanhaém

32 pts. – Regular

18 a 22/01/12

Guarujá – SP

Rio Santo Amaro

32 pts. – Regular

01 a 05/02/12

São Sebastião – SP

Córrego Outeiro

25 pts. – Ruim

08 a 12/02/12

Cabo Frio – RJ

Rio Una

28 pts. – Regular

15 a 18/02/12

Silva Jardim – RJ

Rio Capivari

30 pts. – Regular

29/02 a 04/03/12

Nova Friburgo – RJ

Rio Bengalas

27 pts. – Regular

07 a 11/03/12

Teresópolis – RJ

Rio Paquequer

26 pts. – Ruim

14 e 15/03/12

Rio de Janeiro – RJ

Rio Grande

23 pts. – Ruim

16 a 18/03/12

Rio de Janeiro – RJ

Rio dos Macacos

32 pts. – Regular

21 a 25/03/12

Volta Redonda – RJ

Rio Paraíba do Sul

26 pts. – Ruim

28/03 a 01/04/12

Cubatão – SP

Rio Cubatão

27 pts. – Ruim

04 a 08/04/2012

Guarulhos – SP

Córrego dos Cubas

27 pts. – Regular

11 a 15/04/2012

Osasco – SP

Rio Bussocaba

23 pts. – Ruim

14 a 24/06/12

Rio de Janeiro – RJ

Rio dos Macacos

29pts. Regular

03/07 a 15/7/2012

Fortaleza – CE

Rio Cocó

30 pts. – Regular

03/07 a 15/7/2012

Fortaleza – CE

Rio Maranguapinho

26 pts.- Regular

23/07 a 05/08/12

Natal – RN

Rio Potengi

30 pts.- Regular

23/07 a 05/08/12

Natal – RN

Rio Pitimbu

28 pts. – Ruim

13 a 26/08/12

João Pessoa – PB

Rio Sanhauá

31 pts. – Regular

13 a 26/08/12

João Pessoa – PB

Rio Cuiá

32 pts. – Regular

03/09 a 23/9/2012

Recife – PE

Rio Capibaribe

26 pts. – Ruim

03/09 a 23/9/2012

Recife – PE

Açude do Prata

31pts. – Regular

01/10 a 14/10/12

Maceió – AL

Rio Salgadinho

23 pts. – Ruim

01/10 a 14/10/13

Maceió – AL

Rio Pratagy

33pts. – Regular

22/10 a 04/11/12

Aracaju – SE

Rio Poxim

30pts. – Regular

22/10 a 04/11/13

Aracaju – SE

Rio Vaza-Barris

34pts. – Regular

12/11 a 25/11/12

Porto Seguro – BA

Rio Buranhém

30pts. – Regular

12/11 a 25/11/12

Porto Seguro – BA

Rio da Vila

29pts. – Regular

29/11 a 13/12/12

Salvador – BA

Rio Jaguaribe

27pts. – Regular

29/11 a 13/12/12

Salvador – BA

Rio Pituaçu

32pts. – Regular

Bom exemplo

Monitoramentos realizados pela SOS Mata Atlântica em corpos d’água no interior de São Paulo mostram que ações de recuperação, conservação, preservação e gestão integrada da água podem resultar na melhoria efetiva na qualidade dos rios brasileiros.

Na região da bacia dos Rios Piracicaba/ Capivari/ Jundiaí, a Fundação SOS Mata Atlântica executa, desde 2010, o projeto “Água das Florestas”, desenvolvido pelo Instituto Coca-Cola Brasil (ICCB). Lá, o envolvimento da comunidade local na gestão participativa da bacia e a restauração de 217 hectares de Áreas de Proteção Ambiental (APPs) transformaram os indicadores de qualidade de água dos pontos analisados.

Nas 13 propriedades inseridas no projeto, foram selecionados 28 pontos de coleta de água distribuídos entre os principais rios e córregos da bacia.

No início das atividades, 14 dos 28 pontos apresentavam qualidade ruim, enquanto os outros 14 eram classificados como regular. Após três anos de projeto, apenas 1 ponto continua com o indicador ruim, 21 pontos com qualidade regular, próxima a bom, e 2 pontos classificados como bom.

 

 

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