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Na rua por saneamento, rios vivos e praias limpas

29 de fevereiro de 2016

A equipe da Fundação SOS Mata Atlântica foi nesta segunda-feira para a Avenida Paulista e arredores coletar assinaturas para a campanha Saneamento Já!

No total, foram obtidas 1.237 assinaturas em 2 horas para o abaixo-assinado que pede o fim dos “rios mortos”, a universalização do saneamento e água limpa nos rios e praias do Brasil.

Cerca de 40 colaboradores e voluntários participaram da mobilização, convidando os transeuntes e trabalhadores da mais conhecida avenida de São Paulo para aderir ao movimento.

Mais que a simples assinatura, o objetivo era tentar chamar a atenção das pessoas para a relevância da universalização da coleta e tratamento de esgoto. Isso porque 80% dos rios recebe esgotos, e cerca de 70% das doenças têm origem hídrica.

A petição pode ser assinada online. Quem quiser ajudar a coletar assinaturas, também pode imprimir a ficha que está neste link, onde também é possível obter mais informações sobre a campanha e como ajudar.

“Há um evidente descaso com a questão dos rios do país. E, neste momento de desmonte das conquistas socioambientais no Brasil, o Congresso tem feito manobras para atrasar legislações importantes, como a de resíduos em 8 anos e a dos planos municipais de saneamento em 4 anos”, afirma Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica.

O gerente de restauração florestal da Fundação, Rafael Bitante Fernandes, foi um dos que conseguiu maior número de assinaturas. “Em poucos segundos de conversa as pessoas conseguem contribuir para uma ação muito importante e acabam saindo com mais informação”, diz ele.

Para a voluntária Sonia Regina Rocha, muitos pararam para ouvir a explicação e ficaram sensibilizados. “A maioria quer saber mais do tema, são poucos que não assinam. E eu aproveitava para falar da relação entre rios limpos e abastecimento. Se tivéssemos mais rios com água de qualidade, teríamos mais opções e a chance de faltar água seria menor”, conta ela.

A coordenadora de Áreas Protegidas da SOS Mata Atlântica, Erika Guimarães, percebeu que as pessoas ficaram muito surpresas ao saber que apenas 40% das cidades possuem saneamento. “É uma informação que as pessoas ainda não têm”, diz. Para ela, muitos ficam incrédulos que os abaixo-assinados possam fazer a diferença. “Mas dessa forma estamos pressionando para alterar a realidade. Juntos somos mais fortes!”

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