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Parceria destinará R$ 135 mil para projetos de conservação no Nordeste

11 de setembro de 2013

O Projeto Toyota APA Costa dos Corais, uma parceria entre Fundação SOS Mata Atlântica, Fundação Toyota do Brasil e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) investirá, por meio de edital recém-lançado,  R$ 135 mil em projetos que desenvolvam atividades de proteção, gestão e sustentabilidade na Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais.

Os projetos interessados devem ter prazo máximo de 12 meses para sua execução, contados a partir da data de assinatura do contrato. As propostas e os documentos devem ser encaminhados até 31 de outubro de 2013, pelo site http://gerencia.sosma.org.br/costa.

A área se estende do município de Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco, ao norte do município de Maceió, em Alagoas. Com mais de 400 mil hectares (ha) de área e cerca de 120 km de praia e manguezais, esta é a maior Unidade de Conservação (UC) federal marinha no Brasil.

O Projeto Toyota APA Costa dos Corais, criado pelas organizações em 2011, constitui-se num fundo de perpetuidade que destina recursos para a área, contribuindo para a gestão e para o desenvolvimento de ações de monitoramento e fiscalização ambiental. Na SOS Mata Atlântica, o projeto é desenvolvido pelo Programa Costa Atlântica, que atua na conservação das zonas costeira e marinha sob influência do Bioma Mata Atlântica.

A APA Costa dos Corais foi criada por Decreto Federal em 23 de outubro de 1997. Um dos principais atributos desta Unidade de Conservação é estar localizada, em grande parte, na plataforma continental do litoral nordestino, onde se encontram as maiores extensões de recifes de coral costeiro do país. A presença desse ambiente propicia a ocorrência de uma grande diversidade biológica representada por algas, corais, peixes, crustáceos e moluscos,  além do peixe-boi marinho, ameaçado de extinção.

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Peixes na região de Tamandaré

A APA conta também com uma área fechada (reserva marinha) na cidade de Tamandaré (PE), onde atividades como pesca e turismo são proibidos, o que garante a conservação da biodiversidade e a tornou um exemplo para a conservação dos recifes brasileiros.

Isolada há 13 anos, esta área de 400 ha, o equivalente a 0,1% da área total da APA, tem sido, desde então, diariamente monitorada junto a áreas de recifes adjacentes, apresentando surpreendentes resultados em conservação de corais e em estoque de biodiversidade, e favorecendo, inclusive, na reprodução dos peixes no entorno da área, com benefícios diretos para a pesca e o turismo da cidade. A área fechada pode ser comparada a uma poupança biológica da sociedade.

Resultados de pesquisas que comparam a área fechada (sem a pressão da sobrepesca) com áreas liberadas aos pescadores são animadores. Estudos realizados pelo Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco, ao longo de mais de 10 anos, diagnosticaram que algumas espécies de peixes importantes comercialmente, como as ciobas e as guaíbas, aumentaram 13 vezes em relação às áreas abertas e a população de lagostas na área fechada é cinco vezes maior.

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Peixe-boi na APA Costa dos Corais

Fotos: Wander Roberto/Inovafoto

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