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Parques da Mata Atlântica oferecem ótima oportunidade de passeio nos extremos de São Pauo

31 de maio de 2019

“Na ZL tem mata, tem água limpa e tem trilha“, foi assim que Helen Evelin de Souza, gestora do Parque Natural Municipal Fazenda do Carmo, iniciou as atividades do “Descubra a Mata Atlântica de São Paulo“, evento do Viva a Mata 2019 realizado às vésperas do Dia da Mata Atlântica, levando o público para a zona leste de São Paulo. O objetivo foi mostrar outras oportunidades de passeio e contato com a natureza, ainda pouco conhecidas pela população. Outro parque que recebeu a atividade foi o Parque Natural Municipal Itaim, na zona sul. Ao todo, mais de 80 pessoas participaram da ação, que contou com atividades, como trilha, contação de histórias, oficinas, entre outras atividades.

Para Luccas Longo, gestor do parque Itaim, a iniciativa possibilitou uma importante mobilização da comunidade local em torno de uma ação que integrou toda cidade. “Muito gratificante a inclusão dos Parques Naturais Municipais no Viva a Mata. Para mim, e acredito que para todos, foi uma experiência importante para nos prepararmos para a visitação pública“, afirmou ele.

A mobilização social também foi destaque no parque da zona leste. A gestora do parque Fazendo do Carmo destacou como a área protegida é fruto da mobilização social. “Aqui é protegido graças a uma mobilização social. No dia 12 de junho, completamos 15 anos e essa história foi construída com muita gente“, comemora Helen.

Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, destaca que Dia da Mata Atlântica tbm foi resultado de mobilização da sociedade e que, se hoje a Mata Atlântica está na constituição também por pressão da sociedade. “Com tudo isso, as pessoas precisam se apropriar destes equipamentos públicos. Elas precisam dizer que isso aqui é o meu quintal. Quando você abraça o meio ambiente está abraçando o coletivo“, afirmou ele.

A pressão da expansão urbana nas áreas de Mata Atlântica nessas regiões confirmam a importância das áreas protegidas para a biodiversidade. No parque Fazendo do Carmo, por exemplo, são mais de 500 hectares protegidos na região mais adensada da cidade de São Paulo. “Aqui temos o maior índice de ocorrência de bicho-preguiça em São Paulo e mais de 50 nascentes são protegidas por essas florestas. Isso é um patrimônio da zona leste e de São Paulo e nós somos tudo isso“, afirmou Helen, gestora do parque Fazenda do Carmo.

Em uma trilha de educação ambiental, com aproximadamente 2 km, onde o público na zona leste pôde caminhar, era possível entender toda a relação do parque com o entorno. Ela passa por áreas de conflito e por áreas mais preservadas, fazendo com que seja possível notar a diferença de temperatura, facilidade para respirar, entre um pouco e outro.

Pedro Anselmo Bonafé, aposentado pelo corpo de Bombeiros e morador da zona leste participou da ação e conhece bem a realidade local onde já trabalhou para combater incêndios ou ajudar animais. “Eu conheci um pouco mais do que sabia. Mas, foi interessante ver o que acontece ao nosso redor. Pois, as vezes a gente vai aos parques e fecha os olhos para o que realmente está ali. Então, poder fazer a coleta de lixo, plantar e entender o que acontece nos nossos parques, foi muito importante“, destacou ele que esteve em diversas ações do Viva a Mata 2019.

Clique aqui e veja as galerias com as imagens dos eventos

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