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Pernambuco ganha nova RPPN para proteger a Mata Atlântica

30 de junho de 2014

O Estado de Pernambuco ganhou uma nova reserva particular para proteção da Mata Atlântica. A 12ª Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Estado, a RPPN do Benedito, está situada no município de Gravatá, agreste de Pernambuco. A criação da RPPN foi apoiada pelo Edital XII do Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural da Mata Atlântica, coordenado pelas ONGs Conservação Internacional (CI-Brasil) e Fundação SOS Mata Atlântica e patrocinado pelo Bradesco Capitalização e Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo. É a primeira RPPN deste edital a ser oficialmente reconhecida.

A propriedade onde está inserida a RPPN tem uma área total de 55,5 hectares, sendo com 18,6 hectares de mata preservada. A área faz parte de um corredor de matas contínuas com aproximadamente 211 hectares na região. A região é de Mata Atlântica de Brejo de Altitude – encraves da Mata Atlântica dentro do bioma Caatinga situado em serras e planaltos da região e que estão bastante ameaçados.

A criação da RPPN vai contribuir para a proteção da flora, fauna, mananciais, clima e ecossistema local, o desenvolvimento de atividades de educação ambiental que ampliem o conhecimento sobre o ecossistema do Brejo de Altitude; e promoção e interação entre as pessoas e o meio ambiente com incentivo à criação de outras reservas na região.

Além disso, pesquisa realizada na região em 2005, pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), registrou a presença de 104 espécies de aves pertencentes a 32 famílias. Dentre elas, dez estão incluídas na nova lista de animais ameaçados do Brasil, a exemplo da Myrmotherula snowi, Synallaxis infuscata e Hemitriccus mirandae. Quatro são restritas à Floresta Atlântica e nove são endêmicas ao centro de Pernambuco.

No Estado de Pernambuco restam apenas 2,5% da cobertura original do bioma Mata Atlântica e do ecossistema Brejo de Altitude, restam menos de 2%, segundo dados do Núcleo de biodiversidade da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

“A RPPN do Benedito pretende promover não apenas a proteção do ecossistema local, mas sim, servir como instrumento motivador para fomentar outras ações conservacionistas na região. Desta forma, através do envolvimento comunitário, da troca de experiências e da aplicação de novos saberes, a RPPN do Benedito multiplicará para outros proprietários de florestas e para as comunidades da região de Brejo de Altitude, a possibilidade real da mudança no intuito de preservar, gerar renda e encontrar novas formas de convivência do homem com o seu meio”, enfatizou o proprietário e engenheiro agrônomo, Aarão Lins de Andrade Netto, à Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco.

– Com informações do Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco.

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