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Projeto socioambiental no Piauí fortalece participação feminina na gestão socioambiental e conservação da Mata Atlântica local

Iniciativa capacita mulheres e realiza ações sustentáveis na Associação dos Catadores de Marisco de Ilha Grande

10 de setembro de 2020

A Fundação SOS Mata Atlântica e a Repsol Sinopec Brasil apresentam os resultados dos projetos apoiados por edital de 2019, que teve como objetivo colaborar com o aumento do engajamento e presença da sociedade em Unidades de Conservação (UCs) públicas e privadas da Mata Atlântica e seus ambientes marinhos. As iniciativas selecionadas receberam, ao todo, R$ 300 mil, e realizaram atividades de pesquisa, voluntariado, qualificação de jovens, protagonismo feminino, observação de aves, ciência cidadã, entre outras. Foram 10 iniciativas apoiadas, entre elas o projeto Articulação de Mulheres Empoderadas em Atividades Sustentáveis (AMEAS), de Ilha Grande (PI).

O projeto teve como objetivo desenvolver ações sustentáveis na Associação dos Catadores de Marisco de Ilha Grande, visando a capacitação das mulheres como articuladoras locais essenciais na mobilização social, no fortalecimento da cidadania e no cuidado com os bens naturais. Entre as principais conquistas do projeto, além da proteção e cuidado dos ecossistemas locais, a  inserção das mulheres no processo de atuação participativa nas ações relacionadas à gestão socioambiental na região. As mulheres estão sempre presentes na luta pela proteção do ecossistema de seu trabalho e engajadas na luta das pescadoras (es) por melhores condições de vida.

O projeto acontece na Área de Proteção Ambiental (APA) do Delta do Parnaíba, onde também está localizado o rio Parnaíba, que banha os estados do Maranhão e do Piauí. Definido como único delta em mar aberto das Américas, o rio passa por mais de 75 ilhas e serve como santuário  de  reprodução  e  alimentação  de  diversas  espécies  de  aves,  tartarugas marinhas, peixes, caranguejos, lagostas e camarões. Na região, são mais de 10 mil hectares de manguezais.

Um dos mecanismos mais efetivos para garantir a continuidade desses benefícios é a criação, manutenção e gestão das Unidades de Conservação (UCs) terrestres ou marinhas e públicas ou privadas. Porém, para garantir a conservação dessas áreas também é importante valorizar a presença nesses espaços e engajar a sociedade, seja pela participação nos conselhos ou em projetos de pesquisa, educação ambiental ou visitação.

Com  os  atrativos  naturais da região de Ilha Grande, nos últimos anos houve um aumento  do  fluxo  turístico, que fez as comunidades tradicionais terem que conviver com um cenário de maior especulação, causando  assim diminuição das áreas protegidas. Sendo assim, o projeto foi realizado para fortalecer as mulheres, uma vez que a atividade desenvolvida pelas catadoras de marisco é o produto principal de sua renda e que os entraves na comercialização e na organização social impossibilitam o seu crescimento e sua cidadania. Vale ressaltar, a trilha socioambiental, feira solidária onde as Marisqueiras têm a oportunidade de apresentar aos turistas a biodiversidade local, principalmente onde realizam o extrativismo da flora e da fauna. E outro resultado importante é o fortalecimento do grupo dos Protetores Mirins.

Na etapa de monitoramento participativo da coleta do marisco para análise da atividade realizada pelas mulheres, o projeto constatou, entre outras coisas, que as mulheres realizam este trabalho motivadas pela venda a um atravessador que paga o valor que ele considera justo – desde 2018  o preço é estipulado em R$ 4,00 por quilo. Já na feira ou na porta de suas casas elas conseguem vender a R$ 7,00. Além disso, foi possível verificar o potencial do extrativismo do marisco, pois há meses que eram extraídas até duas tonedas de marisco, mas sempre selecionando os maiores para que sempre tenha produção. Por outro lado, as mulheres descobriram as melhorias a serem feitas, como a irregularidade da extração, principalmente por falta de compradores que, quando surgem, acabam reduzindo o preço pela metade.

“O impacto que o apoio do edital realizou foi de nos possibilitar autonomia para realizar mais ações do que as planejadas, pois com ele temos a possibilidade de oferecer uma contra-partida de alimentos, combustível e material didatico. Além disso, a divulgação e venda do pó do marisco será o ponto forte da melhoria da cadeia produtiva“, afirma Joelma Santos, presidente da Associação de Catadores de Marisco.

O projeto ainda contou com atividades educativas para a proteção da biodiversidade, como 10 oficinas audiovisuais que promoveram a sensibilização coletiva do espaço de vivência. Como resultado, quatro documentários foram produzidos: Dunas Belas e Ameaçadoras; História de Mulheres Guerreiras; Raizes da Maré; e SOS Dunas. Em cada filme produzido foi verificado a preocupação com o ambiente e a potencialidade da beleza natural presente em Ilha Grande.

Crédito: Fundação SOS Mata Atlântica

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