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Projetos ambientais contribuem para aproximar o público das áreas protegidas

Apoiadas por edital, organizações fortalecem a visitação em Unidades de Conservação (UCs)

3 de fevereiro de 2020

Em 2019, projetos apoiados por edital da Fundação SOS Mata Atlântica e Repsol Sinopec Brasil foram executados para colaborar com o aumento do engajamento e presença da sociedade em Unidades de Conservação (UCs) públicas e privadas da Mata Atlântica e seus ambientes marinhos. As iniciativas selecionadas receberam, ao todo, R$ 300 mil, e realizaram atividades de pesquisa, voluntariado, qualificação de jovens, protagonismo feminino, observação de aves, ciência cidadã, entre outras. 10 iniciativas foram apoiadas, duas delas ainda estão em andamento.

Entre as áreas protegidas que receberam projetos com foco no uso público em 2019 estão áreas mais famosas, como o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes (SP) e o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE). Também áreas menos conhecidas, como o Parque Nacional da Serra da Bodoquena (MS), as Florestas Nacionais (FLONA) de Ipanema (SP) e Assungui (PR), a Área de Proteção Ambiental (APA) Federal do Delta do Parnaíba (PI) e a Estadual Bonfim-Guaraíra (RN), o Parque Estadual de Itapeva (RS), as Unidades de Conservação municipais de Araranguá (SC) e a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Pedra D’Anta (PE).

Entre as ações de destaque está o uso da observação de aves nos projetos pernambucanos para sensibilização na RPPN Pedra D’Anta e no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Pensando no público jovem, os projetos da região sul, na FLONA Assungui e no Parque Estadual Itapeva, desenvolveram ações para envolvê-los no turismo de base comunitária.

Já em Ilha Grande (PI), na APA Delta do Parnaíba, foi feita uma articulação das mulheres marsiqueiras para iniciar o monitoramento participativo da coleta do marisco, a fim de obter dados sobre o preço de venda, quantidades coletadas e várias informações sobre o perfil das marisqueiras, evidenciando a necessidade de melhor organização da cadeia para aumentar os rendimentos.

No município de Nísia floresta (RN), o projeto Águas da Mata Atlântica buscou aproximar a população da Área de Proteção Ambiental (APA) Bonfim-Guraíra por meio das escolas da região. Professores foram capacitados sobre o tema água e mais de 150 pessoas passaram a realizar o monitoramento da qualidade da água da lagoa da APA no projeto Observando os Rios da SOS Mata Atlântica. A APA protege ecossistemas e recursos hídricos que são importantes para a população local e também para o abastecimento de outros 32 municípios.

O esporte também foi abordado pelos projetos apoiados neste edital. Na FLONA de Ipanema (SP), foram implantadas cinco vias para escalada em rocha, passando a ser um dos locais mais próximos da capital, São Paulo, para a prática desta modalidade olímpica. O projeto respeitou os espaços de ocorrência de espécies importantes, como o urubu-rei (Sarcoramphus papa), para que o esporte não degrade áreas naturais.

Já no litoral norte de São Paulo, o projeto apoiado para o Refúgio de Alcatrazes, que recebe turismo de mergulho desde o final do ano 2018, analisou informações como o perfil socioeconômico e a experiência dos visitantes ao longo do primeiro ano de operações. Os dados são utilizados pela gestão da UC para ajustes nas normativas e acordos com as empresas e profissionais autorizados. No geral, as notas médias de satisfação global do público foram consideradas altas – estão acima de 8, em uma escala de 0 a 10, e o motivo mais citado para mergulhar no arquipélago é “encontrar um local onde a natureza é preservada”.

A importância das áreas protegidas

As UCs, como os parques e reservas, são espaços especialmente protegidos, criados por lei ou decreto, para a conservação da biodiversidade e para resguardar os serviços prestados pela natureza, como produção de água e melhoria da qualidade do ar.

Na Mata Atlântica existem 2.595 UCs, protegendo 17,3 milhões de hectares, segundo conclusões do estudo “ICMS Ecológico e as Unidades de Conservação Municipais da Mata Atlântica“, elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica. No bioma, elas desempenham papel ainda mais fundamental, pois protegem áreas sob influência dos centros urbanos e próximos das pessoas – mais de 70% da população brasileira vive na Mata Atlântica, incluindo as principais cidades do País.

Para não distanciar e excluir as pessoas do convívio com as áreas protegidas, oferecer espaços de lazer e recreação nestes locais é outra estratégia para atrair novos aliados para a causa. Ao visitar um parque ou reserva, além de desfrutar de uma experiência de qualidade, o público passa a entender a importância de manter aqueles ecosssitemas seguros e conservados.

“As Unidades de Conservação são um dos meios mais efetivos para a proteção e uso sustentável da natureza. O apoio da sociedade é fundamental para assegurar a existência e o sucesso dessa estratégia. Por isso, trabalhamos para apoiar projetos que valorizem a presença e o engajamento da sociedade, seja por meio de projetos de pesquisa, educação ambiental, visitação, e outras ações que  fortaleçam a gestão dessas áreas“, afirma Diego Igawa Martinez, biólogo na SOS Mata Atlântica.

Crédito: Fundação SOS Mata Atlântica

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