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Fundação SOS Mata Atlântica participa da Semana do Clima da América Latina e Caribe 2019, em Salvador

22 de agosto de 2019

Restauração da Mata Atlântica pode contribuir significativamente para o cumprimento da meta brasileira para o clima

Dois estudos recém lançados por pesquisadores brasileiros e internacionais comprovaram cientificamente a contribuição da Mata Atlântica para o combate à crise climática. Nesta quinta-feira (22), às 13h30, Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, participa de evento paralelo da Semana do Clima da América Latina e Caribe 2019, em Salvador. Além de destacar essa relação estratégica do bioma com o clima, ele apresentará a experiência de mais de três décadas da ONG pela conservação e restauração do bioma.

O evento Euroclima+ apoia políticas climáticas e mostrará como o principal programa da União Europeia para emergência climática vem promovendo projetos de apoio às políticas climáticas na América Latina. Entre essas ações será apresentado o projeto Anamma Pronatura, que conta com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica. A iniciativa visa atender a agenda global a partir de uma ação local, enxergando a Mata Atlântica como importante ecossistema para o alcance de metas climáticas.

Esta valorização da Mata Atlântica é fundamental, pois trata-se de uma floresta presente em 61% (3.429) dos municípios brasileiros e com apenas 12,4% (fragmentos com mais de 3 hectares) de sua área original preservada. Portanto, é um dos biomas brasileiros que mais pode beneficiar as metas do clima, garantindo segurança hídrica e a qualidade de vida da população a partir de uma estratégia de restauração florestal, conservação em áreas protegidas públicas e privadas e soluções baseadas na natureza.

“O enfrentamento à crise climática depende da restauração florestal da Mata Atlântica, agregando ainda benefícios socioeconômicos, gerando emprego e renda e podendo consolidar e abrir novos mercados para produtos desta região. Para que isso aconteça também precisamos que as leis sejam cumpridas e os governos caminhem nesta direção. Queremos o Brasil Legal”, afirma Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica.

O estudo “Global restoration opportunities in tropical rainforest landscapes”, divulgado pela revista Science Advances, comprovou como a restauração da Mata Atlântica pode ser eficaz. O estudo aponta o Brasil – em especial a Mata Atlântica – com a maior área prioritária para a restauração florestal em nível global. Uma equipe internacional de pesquisadores identificou mais de 100 milhões de hectares onde florestas tropicais foram desmatadas na América Central e do Sul, África e sudeste da Ásia, que apresentam as oportunidades mais convincentes de restauração para mitigar as mudanças climáticas, a escassez de água e a extinção da vida vegetal e animal.

Já a pesquisa “There is hope for achieving ambitious Atlantic Forest restoration commitments”, do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, mostra como esta restauração em larga escala já acontece no bioma. Ao estimar qual é o atual estágio da restauração de florestas nativas na Mata Atlântica, o estudo publicado na revista científica Perspectives in Ecology and Conservation identificou a recuperação de aproximadamente 740 mil hectares de florestas entre 2011 e 2015 no bioma.

A própria Fundação SOS Mata Atlântica contribuiu para isso ao longo de sua história. A ONG já plantou mais de 40 milhões de árvores nativas da Mata Atlântica, ajudando a remover 6,5 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera e restaurando uma área de 23 mil hectares, equivalente ao município de Recife.

Para potencializar seus resultados, o projeto da Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma) terá no Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA) seu principal componente. Na prática, o PMMA é o instrumento que mais contribui para a conservação da Mata Atlântica nas cidades, pois a partir dele os municípios podem identificar suas áreas do bioma e definir ações para conservação e recuperação.

Ao contribuir para a meta do clima, as ações de restauração da Mata Atlântica beneficiam diretamente a vida dos brasileiros. Mais de 145 milhões de pessoas – 72% da população – vivem na Mata Atlântica. O bioma está presente na maioria das capitais e centros urbanos brasileiros. Portanto, mesmo sem saber ou ver grandes áreas florestadas, a população é beneficiada pelo bioma, como a água que bebe e o ar que respira.


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