ACESSE SUA CONTA

Esqueci minha senha

NÃO POSSUI CADASTRO

Fazendo seu cadastro, você:

marco tanaka
  j \d\e F \d\e Y  

Resultados do Viva A Mata 2011

1 de junho de 2011

Viva a Mata comemorou os 25 anos da Fundação SOS Mata Atlântica com mais de 90 mil visitantes, em São Paulo

Sétima edição do maior evento ambiental em prol da Mata Atlântica aconteceu no último final de semana no Parque Ibirapuera

A sétima edição do Viva a Mata – mostra de iniciativas e projetos em prol da Mata Atlântica –reuniu no final de semana de 20 a 22/05, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, cerca de 90 mil pessoas para comemorar os 25 anos da Fundação SOS Mata Atlântica, organizadora do evento. Com centenas de atrações gratuitas, a exposição comemorou também o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio). A iniciativa teve patrocínio do Bradesco e da Natura.

A abertura oficial do evento aconteceu um dia antes (19), no Porão das Artes do Prédio da Bienal, numa solenidade que reuniu diversas personalidades engajadas com a proteção do Bioma Mata Atlântica. A festa, cujo tema foi o 25º aniversário da ONG, teve como mestre de cerimônias voluntário o apresentador Carlos Tramontina e contou com a presença do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; da apresentadora Regina Casé; do diretor de TV, Estevão Ciavatta e do sambista Arlindo Cruz. O parabéns ficou por conta da cantora Wanessa, embaixadora da Fundação.

Na comemoração, a SOS Mata Atlântica prestou sua homenagem a alguns representantes do poder público, da iniciativa privada, da área acadêmica, do meio ambiental e da imprensa, que de alguma forma contribuíram para a trajetória de 25 anos de luta pela conservação do Bioma. Foram homenageados a ex-senadora Marina Silva e os deputados Sarney Filho, Ivan Valente, Ricardo Tripoli, Jorge Khoury, Edson Duarte e Arnaldo Jardim; o professor Paulo Nogueira Neto; os empresários Marcelo Noronha, diretor da Bradesco Cartões; Waldir Beira Júnior, vice-presidente da Ypê; e Guilherme Leal, fundador da Natura, entre outros.

Código Florestal

Na manhã do último dia do evento (domingo, 22/5), cerca de 1.500 manifestantes se reuniram no Monumento às Bandeiras, em frente ao Parque Ibirapuera, para protestar contra as alterações no Código Florestal propostas por projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB – SP), que deve ser votado pela Câmara na próxima terça-feira (24/5). A manifestação foi organizada pelo SOS Florestas (www.sosflorestas.com.br), movimento formado por ONGs e entidades contrárias às alterações à legislação ambiental, que ameaçam não só florestas e ecossistemas naturais, mas também populações que vivem em áreas inapropriadas ou de risco nas grandes cidades. Participaram da mobilização dezenas de ONGs, como WWF Brasil, Greenpeace, Pau Brasil, Ecosurf, Reserva da Biosfera, Amigos do Futuro e Instituto Anendeporâ, entre outros.

O ponto de encontro da mobilização foi em frente ao caminhão itinerante, no Viva a Mata. Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da ONG, abriu o ato explicando que a maioria dos deputados não conhecia o texto que havia sido colocado para votação na última quarta-feira (18/5). “Não somos contra a alteração da legislação. Somos a favor das mudanças no Código desde que essa seja uma ação democrática e participativa, e não o golpe que está sendo montado por alguns grupos de interesse.”

Do Viva a Mata, os manifestantes partiram para o Monumento às Bandeiras, onde já estavam mais de 900 pessoas, vindas de diversas cidades do interior de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. No local, alguns políticos, contrários às alterações, manifestaram sua opinião sobre o projeto de Aldo Rebelo. Discursaram a ex-senadora Marina Silva (PV) e o ex-deputado federal Fábio Feldmann (PV), além dos deputados federais Ricardo Tripoli (PSDB), Paulinho Teixeira (PT), Ivan Valente (PSOL) e Alfredo Sirkis (PV), entre outros.

Marina Silva afirmou durante a mobilização que um grupo de ex-ministros, de diversos partidos, incluindo Carlos Minc, Sarney Filho, Rubens Ricupero, Paulo Nogueira Neto, Coutinho Jorge, o professor Paulo Henrique Brandão e José Carlos Carvalho, assinará nesta semana uma carta em legítima defesa da legislação ambiental brasileira e dos avanços conquistados nos últimos 30 anos, que será a entregue a presidente Dilma Rousseff. “A presidente Dilma se comprometeu, durante o segundo turno das eleições, que vetaria qualquer lei que ampliasse o desmatamento. Esperamos, então, que ela não permita que esse projeto seja aprovado”, disse.

Durante os três dias do Viva a Mata, a SOS Mata Atlântica recolheu 4.500 assinaturas num abaixo-assinado contra mudanças no Código Florestal. O documento será entregue no Congresso Nacional ainda esta semana.

Quem chega primeiro?

A programação do Viva a Mata 2011 começou às 9h do dia 20. No entanto, meia-hora antes, a SOS Mata Atlântica deu início ao desafio “Quem chega primeiro” com o objetivo de promover um debate sobre as dificuldades da mobilidade em grandes centros urbanos. Quatro participantes, em diferentes meios de transporte, partiram do mesmo ponto de chegada, no Shopping Metro Tatuapé (zona leste), em direção ao Parque Ibirapuera (zona sul).

O vencedor do desafio foi o motociclista Eduardo Félix, que completou o trajeto, de cerca de 15km, em 35 minutos. Em segundo lugar ficou o ciclista Lemuel Santos, com 46 minutos. A usuária de transporte público Adriana Kfouri, que fez o trajeto de metrô e ônibus, completou a prova em 1 hora e 13 minutos. Em último lugar ficou a motorista Romilda Roncatti, com 1 hora e 26 minutos.

Sua Mata Atlântica
Um dos principais objetivos da Fundação SOS Mata Atlântica é a mobilização de pessoas e articulação de ações para a proteção da Mata Atlântica, Bioma que compõe todo o ambiente ao nosso redor, seja ele formado por florestas ou urbano. E foi este o tom que norteou as principais atividades do Viva a Mata 2011, que apresentou aos visitantes como todos são agentes transformadores e estão aptos a colaborar com a conservação do Bioma, ou, em outras palavras, com a proteção do meio ambiente em que vivem.

No auditório principal do evento, às 9h, a diretora de Gestão do Conhecimento da SOS Mata Atlântica Marcia Hirota, junto a Marcos Rosa, da ArcPlan, abriu o Viva a Mata com o painel “25 anos de Olho na Mata Atlântica”, que abordou o histórico, metodologias, tecnologias e desafios do monitoramento da floresta mais ameaçada do país. É este o estudo que origina o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, iniciativa da SOS Mata Atlântica e do Instituto de Pesquisas Espaciais – INPE, que desde 1990 apresenta periodicamente dados sobre o Bioma. Os dados atualizados do Atlas, com a situação de 14 estados no período de 2008 a 2010, serão divulgados no próximo dia 26, véspera do Dia Nacional da Mata Atlântica, em coletiva para a imprensa.

Também no auditório, ainda no primeiro dia do evento, aconteceram os painéis “Mosaicos de conservação”, às 10h30; “Incentivos econômicos para quem protege a natureza”, às 12h; “Pacto pela Restauração da Mata Atlântica”, às 13h; “Estudos e Pesquisas nos esforços de restauração”, às 14h; “Comércio ilegal de animais silvestres”, às 15h e “Turismo comunitário na Mata Atlântica”, às 16h30.

No sábado, dia 21 de maio, foram realizados os debates “O Código Florestal e a vida nas cidades”, às 9h; “Planos Municipais de Mata Atlântica”, às 10h30; “Acessibilidade em áreas verdes”, às 12h; “O que vem com os portos na Mata Atlântica?”, às 13h30 e “Quem está invadindo a sua praia?”, às 15h; além da roda de conversa “Mobilização – espaço de articulação e cidadania”, às 16h30.

O último dia de evento foi iniciado com o debate “Tragédias naturais e Mata Atlântica”, às 9h; seguido por “Saúde e Meio Ambiente”, às 12h; “Gestão da água na legislação ambiental”, às 13h30; “Emissões de CO2, como medir e compensar”, às 15h. As atividades do auditório foram encerradas, às 16h30, com a palestra “Preparativos para a Rio+20”.

Palco do Caminhão
Uma das principais plataformas para as atividades do Viva a Mata 2011 é o palco do caminhão itinerante da SOS Mata Atlântica, que foi totalmente reformulado para esta edição do evento. Durante os três dias da exposição, o caminhão se transformou em uma arena para debates, palestras, oficinas e entrevistas com celebridades, esta última promovida pelo programa Planeta Eldorado, da Rádio Eldorado Brasil 3000, que no sábado entrevistou Maurício de Souza.

Entre as palestras realizadas, os papos de almoço sobre alimentação saudável e vegetarianismo (na sexta-feira, 20/5, 12h e no domingo, 22/5, 12h), abordaram a questão da alimentação sob o aspecto do bem-estar e dos impactos da indústria produtora de alimentos. Ainda sobre o assunto, na sexta-feira, dia 20/5, às 13h, foi realizado o CineMata, com a exibição do documentário “A carne é fraca” (Instituto Nina Rosa, 2005), que apresenta a realidade dos abatedouros do Brasil.

As rodas de conversas tiveram os temas “A Mata Atlântica é aqui” (sexta-feira, 20/5, 11h), “A Mata Atlântica nas escolas” (sexta-feira, 20/5, 14h) e “Surf, sustentabilidade e gestão costeira” (sábado, 21/5, 11h). Outro destaque foi o debate “A Mata Atlântica menos conhecida” (sábado, 21/5, 10h), que apresentou dados sobre o Nordeste e o Norte do país, região onde alguns estados são formados por uma pequena e pouco reconhecida área de Mata Atlântica, predominando outros biomas.

No palco do caminhão também ocorreu o espetáculo teatral “Água”, da Cia Bicicletas Voadoras (domingo, 22/5, 15h). Sobre consumo e descarte conscientes, a programação do caminhão trouxe a oficina “Consumo crítico sustentável” (domingo, 22/5, 13h30) e a demonstração “Compostagem urbana” (sexta-feira, 20/5, 13h), com muitas dicas para serem aplicadas no dia a dia.

No sábado, dia 21, aconteceu, das 12h30 às 15h30, a primeira edição do TEDxMataAtlântica, movimento social que gera intercâmbio de conhecimentos e é licenciado pelo TED Conferences. Promovido pela Educartis, o TEDxMataAtlântica contou com a participação de Cristiana Randow, jornalista da Rede Globo e coordenadora do projeto RespirAR; Fabio Feldmann, fundador da SOS Mata Atlântica, criador da Lei da Mata Atlântica e ex-deputado federal; Giuliana Capello, jornalista ambiental, blogueira do movimento Planeta Sustentável, permacultora e futura moradora da Ecovila Clareando; Kaká Werá Jecupé, índio de origem tapuia, escritor, ambientalista e fundador do Instituto Arapoty; Regina Casé, atriz, apresentadora e idealizadora do programa “Um Pé de Quê?; e Simone Bazarian, doutora em ecologia e sócia-fundadora da Associação ProScience.

A última atividade do caminhão, às 18h do domingo, foi a apresentação da “Orquestra de Sucata”, composta por crianças e jovens que constroem seus próprios instrumentos musicais a partir de sucata. O show encerrou o Viva a Mata 2011.

Exposição Itinerante
O caminhão da SOS Mata Atlântica compõe o projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante”, que tem como objetivo levar informações sobre a Mata Atlântica a todas as regiões onde ela ocorre. Lançado no Viva a Mata 2009, o caminhão, com uma equipe de biólogos e educadores ambientais, já visitou 80 cidades, do Rio Grande do Sul ao Piauí, atendendo um público aproximado de 290 mil pessoas.

O terceiro ciclo do projeto itinerante foi inaugurado no Viva a Mata, com cenografia e atividades completamente renovadas. Do evento, o caminhão partiu para Jacareí, onde fica, de 25 a 29 de maio, no Parque da Cidade (Avenida Engenheiro Davi Monteiro Lino). A segunda cidade será Taubaté, onde o caminhão estaciona de 1º e 5 de junho, na Praça Santa Teresinha. Ao todo, serão percorridas 43 cidades das regiões sul, sudeste e centro-oeste do país.

RespirAR
Uma das atividades que mais chamaram a atenção dos visitantes no Viva a Mata foi a distribuição dos lençóis do RespirAR, projeto da TV Globo em parceria com a SOS Mata Atlântica. A ideia é que as pessoas coloquem o pano na janela para medir a poluição em diversas regiões da cidade, já que a qualidade do ar piora nesta época do ano. Nos três dias de evento, foram distribuídos 600 lençóis.

Atividades interativas
Cerca de 100 projetos que apresentam os exemplos de conservação, educação e sustentabilidade da Mata Atlântica, realizados pela própria Fundação e por ONGs que atuam em todo o Brasil, foram apresentados em estandes temáticos.

Nos estandes aconteceram diversas apresentações, oficinas e jogos interativos, com destaque para as atividades direcionadas as crianças, como telas para desenhos, maquetes, oficinas de reciclagem, réplicas de animais, apitos que simulam sons de aves, peças interativas, experimentos e muitas brincadeiras.

As atividades promovidas pela ONG Virando do Avesso, que ensinou como os visitantes podem reutilizar embalagens vazias com a técnica de virar do avesso, foi um dos destaques da exposição, reunindo centenas de pessoas que criaram sacolas e caixas para presentes a partir de embalagens reutilizadas de gelatina e pasta de dente, entre outros materiais. Outros destaques foram as oficinas para produção de vasos e diversos outros objetos a partir de jornal, da ONG Aldeia do Futuro, e as oficinas para produção de composteiras domésticas, da ONG Morada da Floresta.

Outra ação de interatividade com o público foi a pesquisa realizada pela Educartis com IPads que mediram a atitude do público em relação ao Ambiente, a Água, o Ar e as Árvores.

COMPARTILHE

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

NOTÍCIAS RELACIONADAS