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Sete espécies de mini sapos são descobertas na Mata Atlântica

9 de junho de 2015

Pertencentes ao gênero Brachycephalus, elas foram encontradas na Serra do Mar, entre o Paraná e Santa Catarina.

Pesquisadores do Sul do Brasil acabam de descobrir sete novas espécies de sapos, com tamanhos que variam de 0,6 mm a um centímetro. Os anfíbios descobertos são endêmicos da Mata Atlântica e foram encontrados no alto das montanhas da Serra do Mar, entre o Paraná e Santa Catarina. Altamente sensíveis às mudanças climáticas, os minúsculos sapos já são considerados ameaçados de extinção.

A oficialização das descobertas aconteceu durante a Semana do Meio Ambiente, na quinta-feira (4), com a publicação de um artigo na revista científica PeerJ (https://peerj.com/articles/1011/), resultante da parceria entre três instituições responsáveis pelo projeto de estudo destes anfíbios anuros: a ONG Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais (proponente), a Universidade Federal do Paraná – UFPR, e a Fundação Grupo Boticário, patrocinadora.

Das sete novas espécies, uma foi encontrada no Paraná – Brachycephalus leopardus – no alto da Serra de Araçatuba, município de Tijucas do Sul. As demais foram encontradas em Serras nos municípios de Garuva, Joinville, Ilhota e Blumenau, em Santa Catarina.

As novas espécies fazem parte do gênero Brachycephalus, comum em regiões de floresta densa da Mata Atlântica, no alto das montanhas (florestas nebulares). O fato de viverem no topo dos morros, somado à sensibilidade dos anfíbios às mudanças climáticas, torna as novas espécies potencialmente ameaçadas de extinção. Os sapinhos descobertos têm tamanho variado, com as fêmeas sendo um pouco maiores que os machos. Apesar de os seus cantos serem facilmente reconhecidos, os exemplares das novas espécies não são vistos com facilidade, pois vivem escondidos sob as folhas acumulados no solo da floresta.

Comemoração e preocupação

“A revelação das novas espécies é o melhor presente que poderíamos receber no dia dedicado ao Meio Ambiente”, comemora Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, ONG que financiou o projeto e que foi homenageada no nome de uma das espécies descobertas, a Brachycephalus boticario.

Ela ressalta ainda que essas descobertas constituem um passo importante para a ciência. “Um novo registro permite a implementação de medidas de conservação para um novo animal até então desconhecido e, por isso mesmo, não priorizado em políticas públicas de conservação”, completa.

No caso das novas espécies, por conta da situação delicada em que se encontram, elas já estão incluídas no Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Anfíbios e Répteis Ameaçados da Região Sul do Brasil – PAN Anfíbios do Sul. O documento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) inclui ações prioritárias de conservação. Das espécies descobertas, apenas uma ocorre em área protegida por uma unidade de conservação.

Apesar das preocupações, os cientistas responsáveis pelas descobertas também comemoram e indicam a possibilidade de novas espécies serem registradas. “Essas descobertas revelam que ainda conhecemos muito pouco da biodiversidade brasileira e que o conjunto de montanhas da Serra do Mar é um verdadeiro laboratório de formação de novas espécies”, comemora o pesquisador Marcos Bornschein, estudioso do gênero Brachycephalus desde a década de 1990 e vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador associado ao Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais. Ao lado dele, também participaram do desenvolvimento da pesquisa os biólogos Márcio Pie, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Luiz Fernando Ribeiro, igualmente pesquisador associado ao Mater Natura e professor da Faculdade Dom Bosco.

Homenagem

Além do anfíbio Brachycephalus boticario, cujo nome faz menção à instituição apoiadora do projeto executado pelo Mater Natura que viabilizou sua descoberta, outra espécie também presta uma homenagem. É Brachycephalus mariaeterezae, batizada em homenagem à conservacionista brasileira Maria Tereza Jorge Pádua, que também é conselheira da Fundação Grupo Boticário.

As outras cinco espécies descobertas são: Brachycephalus olivaceus, Brachycephalus auroguttatus, Brachycephalus verrucosus, Brachycephalus fuscolineatus e Brachycephalus leopardus.

– Com informações do Mater Natura e Fundação Grupo Boticário.

Sobre a Fundação Grupo Boticário: a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.436 projetos de 482 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país.  Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis. Na internet: www.fundacaogrupoboticario.org.brwww.twitter.com/fund_boticario e www.facebook.com/fundacaogrupoboticario.

Sobre o Mater Natura: O Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais é uma associação civil ambientalista, sem fins lucrativos, de caráter científico, educacional e cultural. Com uma história que se iniciou em 1983, sua missão é contribuir para a conservação da diversidade biológica e cultural, visando à melhoria da qualidade da vida. O Mater Natura tem a finalidade de atuar pela preservação, conservação, recuperação e manejo sustentável do meio ambiente, do patrimônio paisagístico e dos bens e valores culturais. Ao longo desse período executou 71 projetos que resultaram na descoberta de 26 novas espécies de animais da Mata Atlântica.

 

 

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