Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica identifica mais de 10 mil hectares desmatados em bacias hidrográficas

Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica identifica mais de 10 mil hectares desmatados em bacias hidrográficas

Segundo boletim da nova ferramenta consolida dados da edição piloto, que abrangeu quatro regiões de relevância para o monitoramento do bioma: Rio Tietê (SP), do Rio Iguaçu (PR), do Rio Jequitinhonha (BH e MG) e o município de Bonito (MS)

2 de abril de 2022

No segundo relatório do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, nova ferramenta para monitorar e difundir informações sobre o desflorestamento no bioma, foram coletados e validados dados de todo o ano de 2021 em quatro regiões: as bacias hidrográficas do Rio Tietê (SP), do Rio Iguaçu (PR), do Rio Jequitinhonha (BH e MG) e dos rios Miranda e Aquidauana, na área do município de Bonito (MS). Consolidando as informações publicadas de forma piloto no primeiro relatório, divulgado em fevereiro, o sistema registrou 2.126 alertas que somam 10.751 mil hectares em áreas desmatadas. O SAD Mata Atlântica é realizado em parceria pela Fundação SOS Mata Atlântica, a Arcplan e o MapBiomas, com apoio da Flex Foundation.

 

ACESSE AQUI O SEGUNDO BOLETIM

 

Mais da metade dos alertas foi identificada no Paraná, embora a área média de cada ocorrência tenha sido de 24 hectares – representando, somadas, por volta de 20% do desmatamento monitorado. A Bacia do Jequitinhonha, em Minas Gerais e na Bahia, concentrou as maiores perdas de vegetação: 40% do total. Outros 37% – 4.018 hectares – se deram em encraves de Mata Atlântica na bacia de Miranda e Aquidauana, no Mato Grosso do Sul, onde o tamanho médio foi de 309 hectares. Os cinco municípios que registraram as maiores áreas desmatadas foram Nioaque (MS, 1.314 hectares), Encruzilhada (BA, 709 hectares), Bodoquena (MS, 524 hectares), Jardim (MS, 388 hectares) e Bonito (MS, 329 hectares). 

 

 

A maioria absoluta dos alertas (93,8%) aponta para áreas rurais, reafirmando a expansão da agropecuária como principal vetor do desmatamento na Mata Atlântica. A exceção foi a bacia do Tietê, em São Paulo, onde, com 156 ocorrências e área média desflorestada de quatro hectares, 65% dos casos foram provocados pela expansão urbana.

 

 

Para esse monitoramento inicial foram selecionadas bacias hidrográficas nas quais o desmatamento tem sido crítico. Na análise de Luís Fernando Guedes Pinto, diretor de Conhecimento da SOS Mata Atlântica, os dados agora consolidados demonstram que se trata de um problema persistente e cada vez mais preocupante. “Estamos falando de áreas onde qualquer perda afeta serviços ecossistêmicos, como a conservação da água e a regulação do clima. Precisamos fazer valer a Lei da Mata Atlântica e garantir o desmatamento ilegal zero pelo combate às derrubadas não autorizadas”, explica. 

Os dados do segundo boletim do SAD Mata Atlântica representam um valor parcial do desmatamento do bioma em 2021. A partir do próximo relatório, toda a Mata Atlântica será monitorada seguindo os limites do mapa de aplicação da Lei da Mata Atlântica, com inclusão dos alertas já identificados desde o início deste ano. As informações vêm sendo disponibilizadas mensalmente na plataforma MapBiomas Alerta e os resultados são reunidos em boletins trimestrais publicados pela Fundação SOS Mata Atlântica.   

 

Metodologia

O SAD Mata Atlântica utiliza uma classificação automática de indícios de desmatamento baseado na comparação entre imagens de satélite Sentinel 2 (dez metros de resolução), utilizando a máscara de formações florestais do MapBiomas, que representa 31% da área de aplicação da Lei da Mata Atlântica.

Esse método é capaz de identificar indícios de desmatamento a partir de 0,3 hectare. Os focos de potencial desmatamento são enviados para o MapBiomas Alerta e então validados, refinados e auditados individualmente em imagens de alta resolução. Cada alerta é cruzado com informações públicas, incluindo as propriedades do Cadastro Ambiental Rural (CAR), embargos e autorizações de desmatamento do SINAFLOR/IBAMA, para disponibilização em uma plataforma única, aberta e transparente que monitora todo território brasileiro.

 

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