ACESSE SUA CONTA

Esqueci minha senha

NÃO POSSUI CADASTRO

Fazendo seu cadastro, você:

marco tanaka
  j \d\e F \d\e Y  

Sistema Nacional de Unidades de Conservação completa 14 anos com desafios

18 de julho de 2014

O Brasil é reconhecido como um país de inúmeras riquezas naturais desde o início de sua história. Essa diversidade de vida e recursos naturais é fundamental para a nossa existência e se faz notar no dia a dia dos brasileiros, através dos serviços ambientais: na água que consumimos nas cidades, no ar que respiramos, na qualidade do solo em que cultivamos nossos alimentos, nas nossas atividades de lazer ao ar livre, apenas para dar alguns exemplos.

Infelizmente, continuamos a assistir esse patrimônio do qual tanto dependemos ser degradado a cada dia: destruição de habitats, desmatamento, poluição, tráfico de espécies, mudanças climáticas e atividades desenvolvidas de forma não sustentável são apenas algumas das ameaças que pairam sobre o nosso meio ambiente. E um dos principais desafios que emerge para reverter essa situação é a gestão de nossos parques e reservas, abrigos de nosso patrimônio natural, histórico e cultural: as nossas Unidades de Conservação (UCs).

Hoje, 18 de julho, é aniversário do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). A sigla é bastante conhecida por aqueles que atuam diretamente com questões socioambientais: afinal, a criação do SNUC em 2000 representou um avanço de perspectivas, já que sua missão original é estabelecer um mecanismo robusto para assegurar a criação, implantação e gestão de Unidades de Conservação no Brasil.

Passados 14 anos, as UCs enfrentam uma série de precariedades e ameaças. Itatiaia, o primeiro parque nacional brasileiro (criado em 1937), ainda tem pendências em sua regularização fundiária. O Parque Nacional de Iguaçu, famoso pelas suas Cataratas que estão entre as 7 maravilhas da Natureza,  sofre com a caça, pesca e exploração de palmito ilegais. Muitos dos animais típicos do Parque estão ameaçados de extinção. Um dos casos mais críticos é o da onça-pintada, que pode desaparecer em menos de 100 anos da região. A situação se complica com a possibilidade de reabertura da antiga Estrada do Colono no interior do Parque.

Manifesto

Essas duas UCs  são apenas exemplos do descaso com que nossos parques, reservas e outras áreas protegidas vem sendo tratadas. Preocupadas com essa situação, diversas ONGs ambientais e instituições ligadas ao turismo sustentável elaboraram um Manifesto em defesa das Unidades de Conservação brasileiras. A carta está aberta para assinaturas e contribuições de organizações interessadas. As instituições que desejarem assinar o documento ou tiverem sugestões devem entrar em contato no e-mail sosparques@sosma.org.br.

Confira o manifesto na íntegra em: https://www.sosma.org.br/17656/sosparquesdobrasil-manifesto-em-defesa-das-unidades-de-conservacao/ e divulgue a iniciativa. Está na hora do país mudar o seu olhar sobre nossos parques e reservas. É preciso garantir a proteção da nossa riqueza natural. As futuras gerações merecem desfrutar do contato com a biodiversidade e ter qualidade de vida.

 

COMPARTILHE

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

NOTÍCIAS RELACIONADAS