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Trilha Transcarioca realiza grande mutirão de sinalização

11 de setembro de 2014

Antecipando as comemorações dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, o Mosaico Carioca realizará no domingo, dia 14 de setembro, a partir das 8h30, um mutirão voluntário para sinalização da Trilha Transcarioca, em 34 trechos de Unidades de Conservação federais, estaduais e municipais que cruzam a cidade do Rio de Janeiro e compõem a maior trilha urbana do Brasil. A ação está mobilizando os amantes da natureza e da cidade para que a Trilha Transcarioca dê mais um passo para se tornar realidade até 2016. A atividade contará com mais de 700 voluntários para a sinalização de 180 km.

A Fundação SOS Mata Atlântica possui um grupo de voluntários no Rio de Janeiro e eles ajudarão na demarcação de três trechos da trilha. Símbolo da união entre as três esferas do poder público, a Transcarioca integra seis Unidades de Conservação de proteção integral: o Parque Natural Municipal de Grumari, o Parque Estadual da Pedra Branca, o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Natural Municipal da Catacumba, o Parque Natural Municipal da Paisagem Carioca e o Monumento Natural Municipal dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca, e uma Unidade de Conservação sustentável, a APARU do Alto da Boa Vista, permitindo ainda o acesso por trilhas laterais a outras áreas protegidas como o Sítio Burle Max, o Parque Natural Municipal da Cidade, as Matas do Museu do Açude e o Jardim Botânico.

“A Trilha é um equipamento de uso público que serve como ferramenta de conservação. Sua implantação representa um marco para o turismo ecológico na cidade e contribui para a criação de uma cultura profissional de manejo coordenado entre as diversas unidades de conservação por ela atravessada. Do ponto de vista da educação ambiental, ao servir de espinha dorsal de um mosaico, chama a atenção da população em geral para a necessidade imperiosa da gestão ecossistêmica”, declara o ambientalista Pedro da Cunha e Menezes.

O percurso cruzará o Rio de Janeiro em um trajeto de aproximadamente 180 km, saindo da Barra de Guaratiba até o Morro da Urca, aos pés do Pão de Açúcar, local onde o Rio de Janeiro foi fundado em 1565. Durante o seu trajeto, o visitante terá a oportunidade de apreciar atrativos naturais pouco conhecidos da cidade e descortinar a Cidade Maravilhosa de ângulos inusitados. Quando pronta, a Trilha poderá ser percorrida na sua integralidade ou em seções, de acordo com o interesse, a aptidão e a disponibilidade de seus usuários. De acordo com o cronograma, a sinalização deverá ser concluída em 2016, antes dos Jogos Olímpicos que acontecerão na Cidade.

Alguns grupos ligados ao meio ambiente estão envolvidos de forma tão próxima com a Trilha Transcarioca, que já se comprometeram em adotar trechos do percurso, auxiliando no manejo e na sinalização. A trilha Primatas-Paineiras, por exemplo, será adotada pelo Instituto TerraLimpa. Entre outras instituições estão, o CEB (Clube Excursionista Brasileiro), a UNICERJ (União de Caminhantes e Escaladores Rio de Janeiro) e Amigos do Perigoso. Grupos interessados em algum dos trechos da Transcarioca devem entrar em contato pelo email parnatijuca@icmbio.gov.br. Os grupos voluntários receberão treinamento em técnica de manejo e manutenção de trilhas.

Histórico

A Trilha Transcarioca foi inicialmente idealizada por Pedro da Cunha e Menezes, em seu livro “Transcarioca: todos os passos de um sonho” (2000), respaldada em diversos exemplos bem sucedidos de trilhas de longo curso, tais como a Appalachian Trail (EUA), Huella Andina (Argentina), Hoerikwaggo Trail (África do Sul) e Te Araroa Trail (Nova Zelândia). Além da geração de emprego e renda dentro dos princípios norteadores do desenvolvimento sustentável, é propósito do Mosaico Carioca que a Trilha Transcarioca siga o exemplo dessas trilhas, que geraram um incremento na visitação e diversas melhorias na gestão das áreas protegidas que cruzam. Pretende-se que o estabelecimento da Trilha Transcarioca proporcione melhorias ambientais para a cidade, como o tão sonhado corredor florestal entre os maciços da Tijuca e da Pedra Branca e a racionalização das unidades de conservação do Mosaico Carioca. A Trilha servirá também de modelo de conservação de diversos ecossistemas da Mata Atlântica, funcionando como uma ferramenta viva de educação ambiental em áreas de restinga, manguezal, praia, costão rochoso, floresta de baixada e floresta de montanha.

A Trilha Transcarioca foi considerada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) como um dos melhores exemplos de corredor ecológico em área urbana no mundo e é citada em seu livro de “Melhores Práticas” como exemplo a ser replicado em outros países.

Comitê de Organização do Mutirão: FEMERJ, CEB, Instituto Moleque Mateiro, Conservação Internacional Brasil, Parque Nacional da Tijuca e Mosaico Carioca.

Apoio ao Mutirão: Semeia, WWF, Comlurb, Fundação SOS Mata Atlântica, AAPNT.

Entidades envolvidas na Trilha Transcarioca: Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro (FEMERJ), Centro Excursionista Brasileiro (CEB), Centro Excursionista Guanabara (CEG), Clube Excursionista Light (CEL), Programa Adote uma Montanha da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME), Acceso PanAm, União de Caminhantes e Escaladores Rio de Janeiro (UNICERJ), Clube dos Aventureiros, Instituto Moleque Mateiro, Amigos do Perigoso, Trilhas Quase Secretas,  Equipe Defensores das Florestas – Rio Trilhas, Grupo Terra Limpa, Fundação  SOS Mata Atlântica, Conservação Internacional Brasil, WWF, ICMBio, INEA, SMAC, COMLURB, Museus Castro Maya, Associação de Amigos do Parque Nacional da Tijuca, Mosaico Carioca e Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Polícia Militar do Rio de Janeiro, Corpo de Bombeiros e Grupamento de Defesa Ambiental da Guarda Municipal do Rio de Janeiro.

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