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Viva a Mata atraiu milhares ao Ibirapuera

26 de maio de 2014

Após três dias de oficinas, shows, debates e diversas outras atividades, o Viva a Mata 2014 encerrou no último domingo (25) sua 10ª edição, mais uma vez trazendo curiosidades e informações sobre a Mata Atlântica de forma criativa para os visitantes do Parque Ibirapuera. Mesmo com o clima chuvoso, milhares de pessoas passaram pelo espaço montado pela Fundação SOS Mata Atlântica sob a marquise do parque.

O evento começou na quinta-feira (22), com a solenidade de abertura, realizada no Porão das Artes. Entre os homenageados estavam Andrea Dantas Camargo, que trabalha há 16 anos como voluntária na SOS Mata Atlântica, e o cantor Lenine, parceiro da fundação. Em seu discurso, o presidente da SOS Mata Atlântica, Pedro Passos, lembrou a importância que o bioma tem no dia a dia das pessoas. “São Paulo vive um estresse hídrico e o desmatamento não é a causa. Mas uma maior cobertura vegetal criaria mananciais mais produtivos”, explicou. (Confira detalhes da solenidade).

Gratuito e aberto ao público, o evento reuniu de sexta-feira até domingo mais de 6 mil participantes nas dezenas de atrações em seus cinco espaços temáticos: Floresta, Mar, Bichos da Mata, Água e Ambiente Urbano. Entre os destaques desta edição está o passeio guiado pelo parque com Ricardo Cardim, que reuniu mais de 70 participantes, no qual o botânico falou da história e importância de algumas árvores simbólicas do Ibirapuera.

– Arte e meio ambiente na MarquiseFiliage painel marquise

Mesmo após o fim do evento a Marquise do Parque continuará fazendo as pessoas lembrarem do bioma brasileiro mais ameaçado. O artista plástico e muralista Alexandre Filiage (www.filiage.art.br) pintou uma parede de cerca de 25 metros no local, perto do MAM (Museu de Arte Moderna), levando as cores da Mata Atlântica ao ambiente. (Saiba mais).

– Seminários

Durante dois dias, representantes do governo, do setor privado e de entidades ambientais reuniram-se para a realização de seminários na Escola de Astrofísica.  Na sexta, foi feito um balanço dos dois anos do novo Código Florestal. A partir de análises e estudos colhidos em diversas partes do país, ficou evidente a carência de avanços na implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Fora da agenda de políticas públicas priorizadas pelos governos estaduais, o cadastramento raramente possui recursos humanos ou infraestrutura própria, como observou Gabriela Savian, coordenadora de projetos da Conservação Internacional.

seminario2

Uma consulta da WWF-Brasil em 8 estados alertou para a  sobre o andamento  do CAR, alerta para a falta de convênios que facilitem a ampliação do cadastramento. À tarde, uma roda de conversa com a presença de membros do Observatório do Código Florestal e representantes do setor privado discutiu a falta de sinergia para a implantação do novo Código, com a ausência de mecanismos econômicos sólidos que se tornem incentivos reais para as empresas buscarem apenas fornecedores legalizados.

No sábado, representantes dos governos federal, estadual e municipal, entre eles o Secretário Estadual do Meio Ambiente de São Paulo, Rubens Rizek, promoveram uma discussão e a troca de informações sobre ações recentes de proteção e restauração da Mata Atlântica. Mário Montovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, reforçou a importância de se aumentar a participação nos Conselhos Municipais, como forma de pressionar os governos para a implantação de projetos.

À tarde, foram apresentados exemplos de projetos de conservação para o cumprimento das Metas Nacionais de Biodiversidade em estados como o Rio Grande do Sul, o Espírito Santo e a Bahia – entre eles, a implantação de um corredor ecológico no Jalapão, uma parceria do governo baiano com o Tocantins. Os presentes apontaram a pertinência de se conhecer as realidades locais na tomada de decisão.

No âmbito dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, Fernanda Barbosa, do Ministério das Cidades, chamou a atenção para a realidade da administração municipal na elaboração dos planos diretores. “Quando se fala de planejamento territorial, necessariamente estamos falando de conservação de biomas e biodiversidade. É preciso integrar diferentes áreas para que exista uma política pública robusta”, afirmou.

– Carta da Mata Atlântica e Prêmio Muriqui 2014

No sábado à noite, a Rede de ONGs da Mata Atlântica e da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica apresentou a Carta da Mata Atlântica 2014, com 10 ações fundamentais para a reversão das degradações e proteção do bioma (confira a íntegra da carta). Destinada aos candidatos nas eleições de outubro, a carta aberta aborda questões como a necessidade de se resgatar mecanismos de proteção ambiental como o Fundo de Restauração da Mata Atlântica, os Planos Municipais de Conservação e Recuperação e o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).

Após a apresentação da carta aberta, foram entregues os troféus da 21ª edição do Prêmio Muriqui da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. O prêmio individual foi dado ao engenheiro florestal alemão Armin Deitenbach, que há 28 anos se dedica a projetos de preservação e restauração da Mata Atlântica. A entidade homenageada neste ano foi a Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE), que há 14 anos faz um trabalho de preservação de aves. Já o engenheiro agrônomo Guenji Yamazoe, presidente da Associação dos Bolsistas Jica (ABJICA), recebeu o prêmio em reconhecimento especial ao conjunto de suas ações ao longo da carreira.

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