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Voluntários da Fundação SOS Mata Atlântica vencem prêmio em Minas Gerais

Grupo de monitoramento do centro Universitário Newton Paiva monitora o córrego Cercadinho desde 2016

4 de dezembro de 2019

Às vésperas do Dia Internacional do Voluntário (05/12), temos uma notícia importante sobre um dos nossos grupos de monitoramento do projeto Observando os Rios. O grupo que acompanha o córrego Cercadinho, em Minas Gerais (MG) e que também consiste em um projeto de extensão do centro Universitário Newton Paiva, é o vencedor do prêmio “Prêmio Cidadania Metropolitana”, da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O grupo é composto por alunos do centro universitário que, além de utilizar o kit da SOS Mata Atlântica desde 2016, também produz conhecimento científico a partir do uso de laboratórios e materiais da universidade. Os outros concorrentes ao prêmio eram entidades públicas e privadas, órgãos públicos, universidades, movimentos sociais, dentre outras organizações que contribuam para a consolidação de um pacto metropolitano na Região Metropolitana de Belo Horizonte – RMBH.

Em recente entrevista para nós, Luciano Faria, professor de química do Newton Paiva e voluntário da SOS Mata Atlântica, disse sempre buscou unir sua formação e o conhecimento que possui na temática água com o sentimento que tem de ser ambientalista. Para ele, o mais interessante de participar do projeto – incentivo que veio dos alunos do centro universitário – é o retorno positivo que a sociedade dá. “Quando estamos nos locais de coleta as pessoas já nos reconhecem, brincam que querem nadar no rio e os saudosos que lembram das histórias de quando nadavam no rio”, afirma ele.

Além do Cercadinho, o grupo local também monitora o córrego Ponte Queimada. Esses corpos d’água fazem parte da realidade dos participantes do grupo, pois a universidade está entre 1 e 2 km dos pontos de monitoramento. Faria destaca como este projeto é uma oportunidade para alinhar conhecimento com ação prática e relacionamento com a comunidade. Mas também reforça a importância das pessoas se aproximarem dos rios.

“Infelizmente, já ouvimos pessoas com pavor dos rios. Por exemplo, uma pessoa que falou que o córrego matou sua irmã por conta de uma enchente, aqueles que enxergam lixo nos rios e prefeririam que aquele rio não existisse, entre outros. É uma relação de amor e ódio. A gente passa pelos rios e não nota eles. Algumas pessoas passam ou vivem próximas, mas nem sabem o nome. Quem conhece preserva, quem busca mais informação cria relações como com um amigo ou animal de estimação”, finaliza ele.

Conheça mais o projeto Observando os Rios, os grupos de monitoramento e acompanhe as coletas realizadas.

Foto: Centro Universitários Newton Paiva

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