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Confira o vídeo do bate-papo online sobre o Rio Tietê
12/11/2014


Se você perdeu o bate-papo online desta quarta-feira sobre o Rio Tietê, ainda dá para conferir a íntegra do evento que debateu as realidades do maior rio paulista e provocou uma reflexão sobre as alternativas de água para São Paulo e os centros urbanos.

O debate foi realizado através do Hangout on Air, ferramenta de transmissão ao vivo do Google, e contou com a presença de Samuel Barreto, diretor do Movimento Água para São Paulo da The Nature Conservancy (TNC); Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica; e Gustavo Veronesi, educador ambiental e mobilizador da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica. A moderação foi de Afra Balazina, Diretora de Comunicação da SOS Mata Atlântica.

Assista o debate e comente com a hashtag #sostiete! E confira, após o vídeo, a resposta a algumas perguntas que chegaram pelas redes sociais!

Respostas à audiência:

Facebook - Marlon Sá:  Sou morador de Biritiba Mirim, segunda cidade cortada pelo rio. Gostaria de saber se existe algum projeto para o aproveitamento e consequentemente uma retomada da mata nativa em suas margens, gerando renda com turismo ao município e ajudando o fortalecimento das margens em relação à erosão e o assoreamento do curso do rio… Sou do comércio e gostaria de contribuir nesse sentido e trabalhar com mais prazer, em comunhão com a natureza…

Resposta de Malu Ribeiro: Marlon, existe sim a criação do Parque Várzeas do Tietê, em fase de implantação. Esse será o maior parque linear do país, com 75 km de extensão ao longo do rio Tietê, preservando várzeas e matas ciliares. O Parque Várzeas envolve 9 municípios: São Paulo, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim e Salesópolis, onde fica a nascente do rio. Segundo o Governo do Estado serão preservados 107 km quadrados de matas e várzeas que serão cercadas por 230 km de ciclovias, 125 quadras poliesportivas e polos turísticos. É importante que a comunidade da região se envolva na implantação, usos e conservação. Mantemos duas monitoras na região do Tietê Cabeceiras onde você mora e atua e solicito que entre em contato com elas para que possamos engaja-lo nas atividades voluntárias e em mobilizações em prol do rio. Escreva para adriana@rededasaguas.org.br.

Facebook – Leonardo Muniz  Saudações amigos! Minha pergunta é por que a política ambiental nacional é tão desarticulada e ineficiente? Países europeus tem políticas ambientais bem articuladas e eficientes….um exemplo é a Italia! O que me intriga é porque a reserva de agua do aquifero guarani não é utilizada,uma imensa reserva!

Resposta de Malu Ribeiro: Leonardo, primeiramente é uma questão cultural e de educação. A população não está devidamente preparada para cobrar políticas públicas integradas e ambientais. Prevalece ainda a falsa ideia de que o Poder Público deve fazer tudo, ou seja, se a rua esta suja, cabe as prefeituras limpá-las, se os rios estão poluídos o Estado deve limpá-lo, como se esse ente abstrato que é o Governo, fosse um “ser zelador” e cuidasse de tudo, afinal pagamos impostos, mas, não assumimos nossa corresponsabilidade de  cidadãos conscientes que devem pressionar, cobrar e exigir serviços públicos eficientes, justos, social e ambientalmente corretos. Ainda não sabemos fazer isso, muito menos em relação aos recursos naturais e, infelizmente, não colocamos meio ambiente, saneamento e água como prioridades. Veja que nem mesmo a crise da água nas regiões sudeste  e nordeste fez com que a água entrasse,de forma séria na agenda política e estratégica do país. Outro problema que países europeus não têm é a nossa formação federativa, que permite responsabilidades compartilhadas entre os entes federados ( estados, municípios e União). No caso do saneamento básico é ainda mais complexa a gestão, uma vez que a Lei permite serviços municipais autônomos, serviços estaduais e mistos, públicos-privados ou privados. Essa pluralidade de prestadores de serviços de saneamento dificulta muito a gestão e os rios, as bacias hidrográficas e os biomas brasileiros não reconhecem limites político-administrativos. Para complicar ainda mais um pouco, temos milhares de pessoas excluídas e marginalizadas dos equipamentos públicos, morando em áreas irregulares e sem acesso ao saneamento básico. Por isso temos que informar e engajar as pessoas nessa causa, por melhoria de qualidade de vida. Junte-se a nós.

Facebook – Serginho Rocha: Como fazer pra efetivamente haver uma Gestão Compartilhada envolvendo Governo, a Sabesp, secretarias estaduais, vigilância sanitária e Defesa Civil para que trabalhem de forma coordenada?

Resposta de Malu Ribeiro: Serginho essa é a nossa luta e essa gestão está claramente prevista na Constituição Federal de 1988, na Constituição Paulista de 1989 e nos sistemas de gerenciamento de recursos hídricos e meio ambiente. Acreditávamos que os comitês e bacias hidrográficas e as agências reguladoras de água, como a ANA – Agência Nacional de Águas, as Agencias de Bacias dos Comitês estaduais e os Conselhos Nacional e dos Estados, que reúnem a sociedade civil, os usuários de água, os órgãos gestores de recursos hídricos e meio ambiente, fossem cumprir esse papel. Porém, como a maioria desses colegiados vem perdendo força, recursos e representatividade, com  baixa participação da sociedade, a nossa realidade é bem distante ainda da legislação que possuímos e ajudamos a construir. Precisamos fortalecer esses espaços participativos, que são deliberativos e têm condições de dirimir conflitos e promover o planejamento integrado. Porém, esses colegiados descentralizam a tomada de decisões e dão transparência ao planejamento e  a aplicação dos recursos e as definições de prioridades , com base no interesse da sociedade e não de Governos e governantes. Incluímos essa questão e outros pontos na Carta aos Candidatos, documento que a SOS Mata Atlântica produziu nesta ultima eleição. Confira, vamos monitorar se esses 14 pontos propostos para uma agenda mínima para o país e para os Estados da Mata Atlântica serão assumidos. Vamos somar esforços, propor modelos e cobrar. Junte-se a nós.

 


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