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Prêmio Espírito Público contempla os bons profissionais do setor
19/02/2018


A primeira edição do PRÊMIO ESPÍRITO PÚBLICO tem inscrições até 25 de março. O objetivo maior da iniciativa é reconhecer e celebrar um grupo de pessoas tantas vezes esquecido: o de profissionais públicos que, com as suas trajetórias, tenham feito grandes contribuições ao Brasil.
Os vencedores serão anunciados em cerimônia a ser realizada no Rio de Janeiro, em agosto. O ganhador em cada uma das quatro categorias fará jus a um prêmio de R$ 50 mil e a uma jornada de aprendizagem, em Londres, para conhecer instituições do serviço público britânico, organizada pelo jornal The Guardian.

Ao final do processo, tanto quanto o reconhecimento dos indivíduos premiados, espera-se ter homenageado toda a categoria e espanado o estereótipo do “funcionário público”, malvisto como quem apenas pendura o paletó na cadeira do trabalho. As correalizadoras do prêmio, o Instituto República e a associação Agenda Brasil do Futuro, duas organizações sem fins lucrativos, acreditam que a concretização da potencialidade do país passa pela viabilização de projetos que sirvam de exemplo irradiador, aí incluída a premiação de experiências bem-sucedidas no setor público.

Os candidatos elegíveis de acordo com o regulamento do PRÊMIO ESPÍRITO PÚBLICO, disponível no site www.premioespiritopublico.org.br, concorrerão nas seguintes categorias setoriais:

1) Educação;
2) Gente, Gestão & Finanças Públicas;
3) Meio Ambiente;
4) Segurança Pública.

Cada uma contará com um júri e um comitê de especialistas renomados, que levarão em conta na avaliação dos candidatos: sua capacidade de inspirar a equipe e o ambiente de trabalho; sua contribuição nas áreas técnicas específicas; o impacto dos resultados na sociedade e seus momentos de superação e resiliência. Todos os níveis e esferas – federal, estadual ou municipal, executivo, legislativo ou judiciário, empresas públicas, fundações ou autarquias – poderão ser contemplados. As exceções são pessoas ocupando cargos eletivos.

O Instituto República e a Agenda Brasil do Futuro contam, na realização do PRÊMIO ESPÍRITO PÚBLICO, com o apoio técnico da Fundação Lemann e a contribuição de parceiros setoriais, de notórios saberes e atuações em suas áreas específicas. Na área de Educação, são eles: Todos pela Educação, Instituto Ayrton Senna e Ensina Brasil. Na de Gente, Gestão & Finanças Públicas: Centro de Liderança Pública (CLP) e Movimento Brasil Competitivo (MBC). Na de Meio Ambiente: Instituto Humanize e Believe Earth. Na de Segurança Pública: Sou da Paz e Igarapé. Além disso, há quatro parceiros institucionais: Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (CEIPE-FGV) e Escola Nacional de Administração Pública (ENAP).

O comitê gestor do PRÊMIO ESPÍRITO PÚBLICO será formado por membros das organizações co-realizadoras e de seus parceiros institucionais. São eles: André Macieira (EloGroup), Cláudia Costin (CEIPE-FGV), Daniel Gerson (OCDE), Eloy Oliveira (Instituto República), Francisco Gaetani (ENAP), Mariano Lafuente (BID) e Marina Cançado (Agenda Brasil do Futuro). Caberá ao comitê fazer o aconselhamento das decisões estratégicas, zelar pela coerência dos critérios de avaliação e validar os nomes tanto dos jurados quanto dos vencedores.
Para manter transparente o processo seletivo dos 10 pré-finalistas e três finalistas em cada categoria, os júris setoriais serão compostos por representantes que já atuaram no governo, na academia, no terceiro setor e em empresas privadas com larga experiência especializada. Eles não podem ocupar cargos diretivos em partidos políticos durante o período de realização do PRÊMIO ESPÍRITO PÚBLICO e buscam representar o Brasil em toda sua diversidade de geografia, gênero, idade e raça.

A partir da segunda edição, serão incorporados aos júris setoriais os finalistas de anos anteriores. A ideia é que, com o tempo, tanto candidatos quanto jurados do prêmio se tornem ainda mais representativos das transformações no setor público que as instituições correalizadoras, bem como suas parceiras institucionais e setoriais, veem como necessárias ao avanço social do Brasil.

INSTITUTO REPÚBLICA
O Instituto República é uma ONG de caráter apartidário e não-corporativo, nascida das experiências de quem trabalha ou colabora com governos no Brasil. O República acredita na importância de um Estado atuante e funcional, apto a proporcionar igualdade de oportunidades e de serviços aos cidadãos mediante a manutenção de visões de longo prazo. Acredita, ainda, que apenas profissionais públicos satisfeitos consigo mesmos e com os frutos do seu trabalho podem produzir o que o Brasil precisa para se transformar de “gigante pela própria natureza, deitado eternamente em berço esplêndido” em potência real, sólida social e economicamente. Como investidor numa diversidade de projetos de terceiros, ONGs, universidades e especialistas, o Instituto República vê a cultura e a arte como parceiras capazes de ajudar o profissional público a pensar “fora da caixinha”. Para mais informações, acessar www.republica.org.

AGENDA BRASIL DO FUTURO
É uma associação sem fins lucrativos, suprapartidária, fundada por jovens de famílias empresárias de diferentes regiões do Brasil que se comprometeram em investir seus mais diversos recursos para realizar projetos focados em gerar mudanças estruturais e culturais no país. O propósito da Agenda Brasil do Futuro é acelerar saltos de patamar em questões-chave do Brasil. Para isso, atua sempre em rede, contando com o protagonismo dos diversos atores de cada ecossistema. Desde 2016, ano em que começou a operar, a Agenda Brasil do Futuro tem se
focado principalmente na pauta de gente e gestão no setor público. A temática de avaliação de impacto se encaixa como um ponto-chave para que os cidadãos e organizações que querem contribuir para a resolução dos problemas do país atuem com base em evidências, e, por consequência, escolham os caminhos mais eficazes.


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Comentários

  • José Roberto C. Carvalho

    No Brasil, a nossa formação, desde os primeiros anos da vida escolar, é excessivamente centrada no sucesso pessoal. Provas individuais na grande maioria, quando comparadas aos trabalhos e avaliações em grupo; inclusive com comparações de notas entre os alunos. Este ambiente, direta ou indiretamente, vem estimulando uma cultura do individualismo.
    A individualidade é um valor, que tem a ver com a liberdade e a originalidade. Porém, o individualismo, tem uma relação direta com o egoísmo e a insensibilidade humana e social.
    Portanto, valorizar iniciativas de interesse público, nas diversas áreas do saber humano, tende a contribuir na formação de indivíduos que consigam equilibrar os próprios interesses, com uma visão mais coletiva, solidária e humana da sociedade.