O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica é uma colaboração entre a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que monitora a vegetação nativa do bioma desde 1989. A sua última edição (16ª) foi lançada em maio de 2021 e identificou uma perda de 13.053 hectares (130 km quadrados) de florestas nativas no período observado (2019-2020). O desmatamento diminuiu 9% em relação ao período anterior, mas foi 14% maior que o observado dois anos atrás (2017-2018), além do aumento em 10 estados. O relatório anual é uma referência no conhecimento sobre o desmatamento da Mata Atlântica e tem contribuído ao longo de suas edições na identificação das regiões mais críticas –, mais devastadas e mais ameaçadas –, à pesquisa e ao conhecimento, bem como para a atuação dos órgãos ambientais e Ministérios Públicos dos 17 estados abrangidos pelo bioma.  O Atlas monitora, atualmente, fragmentos florestais mais preservados, maiores que hectares, com dossel de copas fechado e sem sinais de degradação, como estradas e solo exposto, a partir de interpretação visual de imagens de satélite Landsat. Estes são os fragmentos considerados em melhor estado de conservação ou florestas mais maduras, com maior biodiversidade e estoque de carbono.   O Atlas passou por inúmeros aprimoramentos ao longo dos anos, acompanhando a evolução tecnológica, e desde 2010 mantém uma base de mapeamento  fixa para monitorar os fragmentos florestais com esta característica. E, em quatro estados (SP, RJ, PR e SC) identifica fragmentos florestais e desmatamentos maiores que 1 hectare.   Por meio das informações geradas no Atlas, a Fundação SOS Mata Atlântica espera contribuir com o conhecimento necessário para subsidiar estratégias e ações e políticas públicas de conservação e restauração do bioma – considerado um dos mais ricos em biodiversidade e um dos mais amaçados também.   Nunca é demais recordar que este é o único bioma brasileiro protegido por uma lei especial, a Lei da Mata Atlântica, e o primeiro a ser monitorado por imagens de satélite desde o lançamento do Atlas dos Remanescentes Florestais.   Pela importância da Mata Atlântica, devemos garantir a proteção e o desmatamento zero das florestas nativas e incentivar a sua conexão com a restauração da mata. A recuperação de áreas florestais é fundamental para o bioma e para mitigarmos as mudanças climáticas. Iniciativas internacionais apontam a Mata Atlântica como uma das prioridades mundiais para restauração florestal, combinando sequestro de carbono e proteção da biodiversidade e da água. Assim, também em consonância com a Década de Restauração dos Ecossistemas da ONU, a Fundação SOS Mata Atlântica promove uma série de esforços e iniciativas que visam recuperar a floresta, em parceria com empresas engajadas e comprometidas.  Clique aqui para acessar o Atlas da Mata Atlântica
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