Apoie nossas
causas
Identificar, monitorar e manter atualizada a situação dos remanescentes florestais e áreas naturais
da Mata Atlântica é a principal missão do Atlas da Mata Atlântica
- Vegetação de Várzea
Desde 2012, o mapeamento inclui a vegetação de várzea e a identificação da mata de galeria, ou mata ciliar, que ocorre no entorno dos rios (Figura 3). Mesmo com a limitação das imagens de satélite e da escala de mapeamento, esse detalhamento mais preciso visa permitir uma visão global do estado de conservação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) da Mata Atlântica.
Figura 3 – Fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraná, próximo aos municípios de Naviraí e Itaquiraí (MS). A) Formações florestais delimitadas (verde); B) Formações florestais delimitadas em verde e áreas de várzea e mata de galeria (vermelho) incorporadas ao mapeamento do Atlas, em 2012. Mosaico Sentinel 2, 2024.
- Restinga
O mapeamento da restinga inclui a vegetação florestal de restinga, conforme ilustrado na Figura 4 e, também, as formações herbáceas (figuras 5 e 6).
Figura 4 - Área de restinga florestal (amarelo), no Rio Grande do Norte (Ceará-Mirim). Mosaico Sentinel-2, 2024.
- Restinga Herbácea
Essa classe refere-se às formações de restingas herbáceas, incluindo formações arbustivas e herbáceas que ocorrem sobre cordões arenosos, também chamados, no Rio Grande do Sul, de campos litorâneos. Em muitos casos, essas áreas já apresentam estradas ou sinais de loteamentos ainda não ocupados ou com pouca ocupação. As Figuras de 5 a 7 apresentam exemplos de áreas mapeadas como restinga herbácea.
Figura 5 - Área de restinga herbácea, em Piaçabuçu, Alagoas. Mosaico Sentinel-2, 2024.
Figura 7 - Área de restinga herbácea, em Quissamã, no Rio de Janeiro. Mosaico Sentinel-2, 2024.
Figura 8 - Área de muçunungas incluídas como restinga herbácea, em Jaguaripe (BA). Mosaico Sentinel-2, 2024.
- Duna
Essa classe inclui as formações de dunas, ou seja, resultantes da concentração de areia, criadas por processos eólicos ou marítimos, desprovidas de cobertura vegetal. As Figuras 9 e 10 apresentam exemplos de áreas mapeadas como dunas.
- Mangue
O mapeamento da vegetação de mangue inclui as formações de porte florestal (Figuras 11 e 12) que são parte integrante do ecossistema manguezal.
- Apicum
Apicum são formações vegetacionais não florestais que ocorrem no interior e no entorno das áreas de mangue e que são parte integrante do ecossistema manguezal. São áreas expostas a inundações, ambiente seco e de alta salinidade, o que limita a vegetação a herbáceas que crescem na areia. As Figuras 13 e 14 ilustram as áreas mapeadas como apicum.
- Áreas de Campos Naturais de Altitude
A partir de 2012, também foram incluídas no Atlas as formações não florestais de campos naturais de altitude que ocorrem no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, conforme limites apresentados na Figura 15.
- Refúgios Vegetacionais
As formações não florestais de refúgios vegetacionais foram incluídas no Atlas a partir de 2012. Esta classe segue o limite do mapa de vegetação do IBGE, escala 1:5.000.000, para o estado de Minas Gerais (Figura 17).