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SOS Mata Atlântica lamenta liberação de moradias no Parque dos Búfalos
18/08/2015


Uma má notícia para São Paulo: o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acaba de liberar a construção de moradias do programa “Minha Casa, Minha Vida” na área do Parque dos Búfalos, região de manancial da represa Billings. Estão ali treze nascentes que abastecem a já tão fragilizada e poluída represa, que tem sido uma alternativa à crise de água que atinge a cidade.

Escolhido pela Prefeitura, governo estadual e federal para construção do conjunto habitacional, o Parque dos Búfalos é uma das últimas áreas verdes na Cidade Ademar, zona sul de São Paulo, utilizada há anos como opção de lazer e recreação pelos moradores da região, que se mobilizam pela criação de um parque municipal. A partir de uma ação dos moradores e outra do Ministério Público, a Justiça havia concedido, em fevereiro deste ano, liminar mantendo a área do Parque dos Búfalos preservada, sem construções, sob alegação dos impactos ambientais do projeto.

Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, observa que a liberação judicial não é a licença do empreendimento e que o importante neste momento é dar continuidade ao movimento social em defesa das áreas protegidas e dos mananciais, o que incluirá também a sociedade ser ouvida nas audiências públicas do processo de licenciamento ambiental.

“Não podemos continuar a conviver com um modelo de habitação que não contempla a proteção e a recuperação de áreas verdes e de mananciais como de interesse social. Preservar mananciais é garantir a prestação de serviços ambientais essenciais à população, como o próprio abastecimento de água. A questão é até quando continuaremos com esse modelo de construção de moradias a qualquer custo”, questiona.

Ao custo de R$ 380 milhões, o projeto prevê a construção de 193 torres, com 3.860 apartamentos e capacidade para cerca de 15 mil moradores. Tamanho equivalente ao de uma pequena cidade do interior paulista, como Salesópolis ou Pirapora do Bom Jesus.

“Precisamos de moradias e de equipamentos sociais que venham a ser implantados em harmonia, equilíbrio e respeito ao ambiente e à legislação. Mananciais são áreas de interesse e função social essenciais e devem ser preservados”, conclui Malu.


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Comentários

  • Marcello Levy

    Mais destruição da natureza em nome da campanha política da mentira.

  • Phillipe Knippel

    Esse país já era…

  • Zito Tequinfim

    É estarrecedor e inacreditável!!!!! A ganância somada à ignorância levam a vida à bancarrota! É evidente que toda essa gente vai detonar esse manancial. Então, para abrigar uns poucos, prejudica-se milhares. Será que não existe outro local para enfiar estes paliteiros? Será que este é o último torrão viável?

  • Cynthia Fernandes

    Existe um abaixo-assinado pra isso? Foi feito uma ação? Eu não vi nenhuma mobilização na mídia e na rede!

  • Bonfim0Alex

    Vamos começar uma petição online via Avaaz para impedir isso e reverter essa decisão da justiça e sem o desânimo. Passou a época dos lamentos , é hora de ação. Lutando e trabalhando por um Brasil melhor.

  • Iaci Morata Martines

    Queria entender a quem estes promotores querem enganar. Certamente estarão enganando as pessoas que irão habitar aquela região de mananciais. Elas não terão água para beber, assim como nós. Tudo armado para conseguir os votos de cabresto. Estou revoltada com este prefeito e seu partido.

  • Josenildo Oliveira Santos

    tanta terra no mundo sem habitação e estes politicos gananciosos escolhem logo aqui para construir

  • Joselenes Souza Santos

    O tempo há de revelar se o protecionismo é de fato observado pelas autoridades, pois, nossas leis ambientais confusas e cheias de atalhos interpretativos, tira e dá poder ao mesmo tempo. Lutei desde 2003 com um amplo projeto com citação de leis e múltiplas observações correlatas dos benefícios ambientais da preservação à comunidade próxima, para implantação de um Parque Natural Municipal numa área particular de 76.000m². Mandei o projeto para prefeitos de São Bernardo do Campo Dib e depois Luiz Marinho; deputados; governo estadual. Ministério do Meio Ambiente; Ongs como a SOSMA; personalidades e autoridades ambientais e, nada adiantou! A área foi desmatada em uns 60.000m² com soterramento de nascente com o licenciamento da Cetesb. É muita balela e falácia; quem pode. paga e desmata onde quer. Não dou mais murro em ponta de faca; não dou minha cara à tapa e não vou mais me sentir ameaçado! A população é outra que se manifesta do que ignora, só defende enquanto lhe favorece. Chega de demagogia! Vejam no mapa do Google a mata na Rua dos Feltrins em São Bernardo do Campo.

  • Claudia Garcia Duarte

    Como estes promotores e juizes pretendem abastecer o estado de São Paulo, incluindo esta nova moradia com agua?