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Fundação SOS Mata Atlântica recebe investimento do programa AI for Earth, da Microsoft
21/05/2019


A Fundação SOS Mata Atlântica é a mais nova entidade brasileira a se beneficiar do programa AI For Earth da Microsoft. Este programa é parte da iniciativa AI for Good, e tem o compromisso de distribuir investimentos em inteligência artificial (IA), pesquisa e tecnologia em quatro áreas principais: mudanças climáticas, agricultura, biodiversidade e água. A ONG e a Microsoft assinaram ontem (20) um acordo de cooperação para apoiar o projeto Observando os Rios, que reúne comunidades e as mobiliza em torno da qualidade da água de rios, córregos e outros corpos d’água das localidades onde elas vivem. O acordo foi assinado por Olavo Garrido, diretor de Finanças e Mobilização de Recursos da Fundação SOS Mata Atlântica, pela presidente da Microsoft, Tânia Cosentino e por Brad Smith, presidente da Microsoft Corporation, em visita ao Brasil.

O projeto conta com apoio de 3.600 voluntários mobilizados em grupos de diversas origens, como escolas, universidades, igrejas, escoteiros, centros comunitários, entre outros. O monitoramento da qualidade das águas é realizado com um kit desenvolvido especialmente para a SOS Mata Atlântica. Os grupos fazem a medição uma vez por mês e enviam os resultados pela internet. Esse kit possibilita a avaliação dos rios a partir de um total de 16 parâmetros, que incluem níveis de oxigênio, nitrato, PH, odor, aspectos visuais, entre outros, e classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação, de acordo com a legislação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

Com o acordo, a SOS Mata Atlântica irá aplicar tecnologia aos dados coletados, que serão carregados na nuvem Microsoft Azure, onde recursos de IA serão aplicados, fornecendo insights mais efetivos e precisos para a ONG. No futuro, será possível cruzar dados de diferentes bancos de dados, como, por exemplo, sobre doenças populacionais, e avaliar a correlação entre a qualidade das águas e doenças epidêmicas. Hoje, os resultados da análise são divulgados no relatório “Retrato da Qualidade da Água no Brasil”, amplamente distribuído anualmente, em geral no Dia Mundial da Água.

“Com esta parceria estamos unindo a ciência cidadã do nosso projeto, que utiliza uma metodologia participativa para a análise da qualidade da água, com a alta tecnologia da Microsoft. Acreditamos que daremos um grande passo para apresentar à sociedade ainda mais informações sobre a situação dos rios brasileiros”, afirma Romilda Roncatti, coordenadora do projeto Observando os Rios.

O acordo reforça o compromisso da Microsoft ao lançar a iniciativa AI for Good, que no decorrer de cinco anos investirá US$ 115 milhões nos programas AI for Earth, AI for Accessibility e AI for Humanitarian Action. “O acesso à água potável é uma necessidade humana básica e este projeto oferece uma abordagem simples, mas eficaz, que usa o poder das pessoas aliadas à tecnologia para fazer a diferença”, afirma Brad Smith, presidente da Microsoft. “Ajudar a acelerar o trabalho de organizações como a SOS Mata Atlântica é a razão pela qual lançamos o programa AI for Earth. Temos o prazer de anunciar a aprovação com sucesso deste pedido de investimento e estamos ansiosos para ver o progresso do projeto em direção a rios mais limpos e a um Brasil mais saudável ”, diz Brad Smith, presidente da Microsoft.

O programa Observando os Rios surgiu em 1991, com uma campanha que reuniu 1,2 milhão de assinaturas em prol da recuperação do Rio Tietê e originou o primeiro projeto de monitoramento da qualidade da água por voluntários, o “Observando o Tietê”. Para agregar outras bacias hidrográficas, a iniciativa foi ampliada e passou a se chamar “Observando os Rios”. Em nova fase, com o patrocínio da Ypê, o projeto formou 10 grupos de monitoramento da qualidade da água em cada um dos 17 estados da Mata Atlântica. Atualmente, também conta com apoio da Sompo e possui 236 grupos de monitoramento que analisam a qualidade da água em 278 pontos de coleta, 220 corpos d´água, em 1.03 municípios dos estados de AL, BA, CE, ES, GO, MG, MS, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RS, SC, SE, SP e DF, envolvendo cerca de 3,6 mil pessoas.

Foto (da esquerda para a direita): Tânia Cosentino, Mario Mantovani, Brad Smith e Olavo Garrido


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