A Mata Atlântica é fundamental para a segurança hídrica e a redução de riscos climáticos

12 de March de 2026

Malu Ribeiro e Marcelo Naufal para o Congresso em Foco

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um alerta urgente: "o mundo segue investindo muito mais na destruição da natureza do que na sua recuperação." Dados do relatório O estado da finança para natureza 2026, publicado pelo programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) apontam que, em 2023, para cada dólar investido em proteção ambiental, cerca de 30 financiaram atividades destrutivas. Esse retrato é um alerta evidente de que estamos agravando a crise climática e, por consequência, a perda da biodiversidade e a disponibilidade hídrica.

Semelhante descompasso ocorre no Brasil e se soma à pressão política por flexibilização da legislação ambiental e dos instrumentos de proteção, gestão e controle dos recursos naturais. Esse modelo, que desconsidera a natureza como ativo e se baseia em um ultrapassado desenvolvimentismo, agrava a já precária condição da qualidade da água nas bacias da Mata Atlântica, à medida que mananciais e rios perdem matas ciliares e os investimentos necessários para a universalização do saneamento ainda não se traduzem em realidade, permanecendo insuficientes.

Como ressalta o relatório da ONU, "governos, empresas e sociedade precisam direcionar recursos para soluções que regenerem". Soluções baseadas na natureza são fundamentais para reduzir riscos climáticos, sustentar a economia e o futuro. Para integrar metas de clima, biodiversidade e restauração, o investimento nessas soluções precisa crescer 2,5 vezes até 2030, alcançando US$ 571 bilhões por ano.

A meta do Brasil para enfrentar a emergência climática e cumprir o Acordo de Paris é restaurar 12 milhões de hectares de paisagens nativas. Essa restauração, associada ao desmatamento zero e à conservação dos remanescentes florestais, é crucial para a segurança hídrica e climática, para a biodiversidade, a saúde e a sustentabilidade das atividades humanas. Porém, os constantes ataques à legislação ambiental brasileira, em especial ao Código Florestal, à Lei da Mata Atlântica e às normas de licenciamento ambiental, contribuem para a perda da qualidade das águas nas bacias hidrográficas que já enfrentam escassez.

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um alerta urgente: "o mundo segue investindo muito mais na destruição da natureza do que na sua recuperação." Dados do relatório O estado da finança para natureza 2026, publicado pelo programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) apontam que, em 2023, para cada dólar investido em proteção ambiental, cerca de 30 financiaram atividades destrutivas. Esse retrato é um alerta evidente de que estamos agravando a crise climática e, por consequência, a perda da biodiversidade e a disponibilidade hídrica.

Semelhante descompasso ocorre no Brasil e se soma à pressão política por flexibilização da legislação ambiental e dos instrumentos de proteção, gestão e controle dos recursos naturais. Esse modelo, que desconsidera a natureza como ativo e se baseia em um ultrapassado desenvolvimentismo, agrava a já precária condição da qualidade da água nas bacias da Mata Atlântica, à medida que mananciais e rios perdem matas ciliares e os investimentos necessários para a universalização do saneamento ainda não se traduzem em realidade, permanecendo insuficientes.

Como ressalta o relatório da ONU, "governos, empresas e sociedade precisam direcionar recursos para soluções que regenerem". Soluções baseadas na natureza são fundamentais para reduzir riscos climáticos, sustentar a economia e o futuro. Para integrar metas de clima, biodiversidade e restauração, o investimento nessas soluções precisa crescer 2,5 vezes até 2030, alcançando US$ 571 bilhões por ano.

A meta do Brasil para enfrentar a emergência climática e cumprir o Acordo de Paris é restaurar 12 milhões de hectares de paisagens nativas. Essa restauração, associada ao desmatamento zero e à conservação dos remanescentes florestais, é crucial para a segurança hídrica e climática, para a biodiversidade, a saúde e a sustentabilidade das atividades humanas. Porém, os constantes ataques à legislação ambiental brasileira, em especial ao Código Florestal, à Lei da Mata Atlântica e às normas de licenciamento ambiental, contribuem para a perda da qualidade das águas nas bacias hidrográficas que já enfrentam escassez.

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