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Passado, presente e futuro reunidos em ação voluntária no parque da Água Branca
13/05/2019


No último sábado (11), mais de 120 pessoas participaram da segunda ação do “Seja voluntário no mês da Mata Atlântica“. Desta vez, o evento ocorreu no parque da Água Branca, área que oferece um ar de fazenda, com galinhas e patos circulando entre as pessoas, e que foi o destino daqueles que têm consciência sobre a importância do cuidado e da conservação das áreas verdes para que elas possam ser desfrutadas pelas gerações futuras. A ação voluntária faz parte do Viva a Mata 2019, iniciativa que há 15 anos celebra o Dia da Mata Atlântica (27/05).

 Você que não participou desta ação ainda tem muitas outras oportunidades. Clique neste link e acesse a programação completa do Viva a Mata

Aproveite para ver também como foi a ação no parque Trianon

Durante a atividade, os voluntários realizaram um mutirão de limpeza que, em alguns momentos, chegou a chocar os participantes. Entre os lixos encontrados na Área de Preservação Permanente (APP) do parque, que protege uma nascente, estavam uma mesa de plástico, uma caixa de chocolate fechada e um pote de vidro com algo não identificado dentro, mas que se mantinha intacto lá dentro.

“É incrível como a gente passou apenas uma hora fazendo este mutirão e já foi possível perceber quanto lixo coletamos. Se ficássemos aqui um dia inteiro sairíamos com um caminhão. Isso é muito ilustrativo para as pessoas perceberem como apenas o seu lixo pode ter um impacto gigante quando somado a outros“, afirma Gustavo Veronesi, coordenador do projeto Observando os Rios da Fundação SOS Mata Atlântica.

O participante do evento Igor de Oliveira Campos, estudante de Biologia, achou interessante a atividade do mutirão por despertar as pessoas para uma nova consciência. “Uma criança nos parou e perguntou o que estávamos fazendo ali e nós explicamos que era um mutirão de limpeza. A mãe dele já disse que é por isso que não podemos jogar lixo nos parques“, disse ele.

Em outro momento, o grupo realizou duas análises da qualidade da água de lagos do parque. Ambos estavam com situação regular – resultado semelhante ao obtido no último ano pelo grupo que monitora os lagos do parque mensalmente –,  mas o envolvimento das pessoas para entenderem o significado desta avaliação era grande. Crianças, jovens e adultos – alguns já com bastante conhecimento sobre os impactos das ações humanas na água, mas todos muito concentrados na atividade.

Tiago Félix, biólogo e educador ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica, foi um dos responsáveis pelos monitoramentos e, ao se deparar com um grande número de crianças, acompanhando seu trabalho, adotou uma didática simples para que todos saíssem de lá com o conhecimento necessário.

Ao explicar, por exemplo, a análise da presença de nitrato na água ele comentou sobre a relação de uma atividade corriqueira das pessoas que contribuem para isso. “Vocês sabiam que a nossa urina produz amônia, que ocasiona a presença do nitrato? Portanto, se nosso esgoto não é coletado e tratado corretamente, nossa urina pode chegar aos rios de uma forma prejudicial“, destacou ele.

Também foram plantadas 20 árvores de cerca de 1,5 metro de altura das espécies angico-branco, araçá-amarelo do campo, canafístula, dedaleiro, quaresmeira, ipê-amarelo e pitanga-vermelha. Mais que realizar o plantio, para muitas pessoas essa ação voluntária foi um importante momento de interação com outros interessados pela conservação da Mata Atlântica.

“Eu gostei por conta desta integração. Vale a pena se envolver nisso. Seja uma pessoa que gosta da questão ambiental ou até aqueles que não, o importante é vir com mente aberta. As pessoas podem participar de muita coisa e fazer sua parte, também temos direito de nos envolvermos no cuidado com os parques“, destacou Michele de Campos Silva.

Clique aqui e veja a galeria com as imagens do evento

Algumas pessoas aproveitaram a ação para conhecer um parque novo, uma vez que ainda nunca tinha ido ao Água Branca. “Muitas pessoas não sabem que aqui estamos na Mata Atlântica, este é meu bioma preferido. A natureza faz parte do equilíbrio da nossa vida. Ao participar deste tipo de evento a pessoa tem um contato inicial e pode ver que é importante. Algumas pessoas têm a visão, por exemplo, que árvore é suja, que derruba folhas nos quintais e que prejudica, mas na verdade é o inverso, ela traz muitos benefícios“, afirma Adriane de Campos Silva.

O Viva a Mata 2019 continua até 27 de maio (Dia da Mata Atlântica), também com atividades na Unibes Cultural. O evento conta com o apoio de Bradesco Cartões, Colégio Dante Alighieri, Globo, Latam, Unibes Cultural e das secretarias Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente e Municipal do Verde e do Meio Ambiente.


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