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Projetos apoiados pela SOS Mata Atlântica participam de Congresso Internacional
19/12/2018


Durante o mês de novembro, foi realizado em Lima, Peru, o XII Congreso de la Sociedad Latinoamericana de Especialistas em Mamíferos Acuáticos. Este congresso é realizado desde 1984 a cada dois anos em uma cidade da América do Sul. Trata-se do evento mais importante da área na América Latina, que reúne cerca de 400 especialistas em mamíferos aquáticos de diferentes países.

Para os pesquisadores do Brasil, este evento é a grande oportunidade de expor o resultado de seus estudos, especialmente porque junto ao evento foi realizado o “3º Simposio Latinoamericano para la Investigación y Conservación de Manatíes (SILAMA)”, que desde sua concepção é reconhecido como um espaço para apresentar avanços na pesquisa sobre a biologia e a ecologia das duas espécies de peixes-bois (Trichechus inunguis e Trichechus manatus), bem como para trocar experiências sobre os esforços para sua conservação in situ e ex situ.

Na ocasião, pesquisadores, estudantes, ambientalistas, conservacionistas e demais grupos tiveram a oportunidade de apresentar trabalhos e trocar experiências, sobre temas marinhos. Entre eles, o projeto Baleias & Golfinhos, do Rio de Janeiro, e o projeto Peixe-Boi, de Alagoas, apresentaram seus trabalhos.

O projeto Baleias & Golfinhos apresentou um trabalho sobre a ocorrência, uso do habitat e fidelidade do golfinho-de-dentes-rugosos (Steno bredanensis) em águas costeiras da cidade do  Rio de Janeiro e outro sobre ocorrência, fidelidade de área e movimentos do golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus truncatus) no estado do Rio de Janeiro.

“Estes trabalhos foram realizados em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, que apoiou saídas de campo para a coleta de dados, gerando informações que auxiliarão o processo de consolidação do Monumento Natural das Ilhas Cagarras (MoNa Cagarras), a primeira unidade de proteção integral marinha na cidade do Rio de Janeiro“, afirma Liliane Lodi, coordenadora do Projeto Baleias & Golfinhos.

Já o trabalho do projeto Peixe-Boi, teve como objetivo avaliar os animais que estão passando pelo período de aclimatação antes da soltura. Neste estudo, um peixe-boi fêmea, a Ivi, foi isolada em um ambiente intermediário, onde passou por intensivo monitoramento alimentar e comportamental. Por meio do monitoramento pós soltura, foi observado que a adaptação e a busca por itens alimentares naturais foi bem-sucedida pelo animal, além da socialização com outros peixes-boi reintroduzidos e nativos.

O apoio da SOS Mata Atlântica ao projeto “Manejo para Conservação de Peixes-bois marinhos na APA Costa dos Corais” contribuiu para a reabilitação, translocação, aclimatação e soltura dos animais que são resgatados ao longo da costa do Nordeste do Brasil.

“Acreditamos que o intercâmbio de experiências com especialistas renomados poderá auxiliar na tomada de futuras decisões e enriquecer os estudos executados no âmbito do Programa Peixe-boi marinho“, afirma Alexandra Costa, bolsista pesquisadora do Projeto Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas (GEF Mar).

“Além de proporcionar novas conquistas aos projetos do ponto de vista de resultados, também esperamos que os projetos que apoiamos possam compartilhar suas experiências com a sociedade. É muito gratificante ver isso acontecendo“, comemora Camila Keiko Takahashi, bióloga da Fundação SOS Mata Atlântica para Proteção do Mar.


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