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Observando os Rios

OBSERVANDO OS RIOS


O Observando os Rios é um projeto que reúne comunidades e as mobiliza em torno da qualidade da água de rios, córregos e outros corpos d’água das localidades onde elas vivem. O projeto conta com o patrocínio e parceria da Ypê.

O monitoramento da água de rios é realizada por grupos de moradores em cada região com um kit desenvolvido pela SOS Mata Atlântica.

O kit possibilita a avaliação dos rios a partir de um total de 16 parâmetros, que incluem níveis de oxigênio, fósforo, PH, odor, aspectos visuais, entre outros, e classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação, de acordo com a legislação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

monitoramento kit

Essa metodologia, desenvolvida especialmente para a Fundação por Samuel Murgel Branco e Aristides Almeida Rocha, com a contribuição de muitos especialistas, se vale da percepção e dos kits de análise para aferir o Índice de Qualidade da Água (IQA – baseado na resolução Conama 357).

Todos podem participar

A iniciativa é aberta à população, que pode participar dos grupos de monitoramento já existentes ou ajudar a criar novos grupos em rios próximos a escolas, igrejas e outros centros comunitários.

Os grupos fazem a medição uma vez por mês e enviam os resultados pela internet. (Veja link “Dados de Monitoramento”).

O programa surgiu em 1991, com uma campanha que reuniu 1,2 milhão de assinaturas em prol da recuperação do Rio Tietê e originou o primeiro projeto de monitoramento da qualidade da água por voluntários, o “Observando o Tietê”. Para agregar outras bacias hidrográficas, a iniciativa foi ampliada e passou a se chamar “Observando os Rios”. Em nova fase, com o patrocínio da Ypê, o projeto agora tem como objetivo formar 10 grupos de monitoramento da qualidade da água em cada um dos 17 estados da Mata Atlântica. Atualmente, são 220 grupos de monitoramento que analisam a qualidade da água em 271 pontos, 209 rios, em 83 municípios dos estados de SP, RJ, ES, BA, MG, PB, PE, AL, CE, SC, PR, RN, RS e DF envolvendo cerca de 3,4 mil pessoas.

Periodicamente, os resultados de todos os monitoramentos é reunido. A análise dos resultados compõe o relatório o “Retrato da Qualidade da Água no Brasil”, amplamente divulgado anualmente, em geral no Dia Mundial da Água.

Malu Ribeiro, especialista de recursos hídricos da Fundação SOS Mata Atlântica reforça a importância da criação desses grupos. “A formação de uma rede de cidadãos para monitorar a qualidade da água dos rios brasileiros é um instrumento de engajamento e mobilização por avanços no saneamento”, comenta Malu.


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Tudo começou em 1991, com a campanha em prol da recuperação do Rio Tiête, em parceria com a Rádio Eldorado, consagrada como a maior petição realizada até então no país, por uma causa ambiental. Reuniu 1,2 milhão de cidadãos em um abaixo-assinado que pressionou o  Governo de São Paulo e resultou no Projeto de Despoluição do Tietê. Para manter a sociedade mobilizada a Fundação criou o Núcleo União Pró-Tietê. E, de 1993 a 2000, desenvolveu e aperfeiçoou metodologias e ampliou as ações de mobilização em defesa de rios e bacias hidrográficas para outras regiões do bioma, transformando-o na Rede das Águas.

O primeiro projeto concebido pela Fundação para a água foi o Observando o Tietê, que há mais de duas décadas reúne dados da qualidade da água e indicadores de percepção da sociedade e é mantido como ferramenta de acompanhamento e controle social do Projeto de Despoluição do Tietê e do seu sub-programa, Córrego Limpo, executados na Região Metropolitana de São Paulo.

Para agregar outras bacias hidrográficas, a iniciativa foi ampliada e passou a se chamar “Observando os Rios”. Em nova fase, com o patrocínio da Ypê, o projeto agora tem como objetivo formar 10 grupos de monitoramento da qualidade da água em cada um dos 17 estados da Mata Atlântica. Atualmente, são 220 grupos de monitoramento que analisam a qualidade da água em 271 pontos, 209 rios, em 83 municípios dos estados de SP, RJ, ES, BA, MG, PB, PE, AL, CE, SC, PR, RN, RS e DF envolvendo cerca de 3,4 mil pessoas.

A metodologia, desenvolvida especialmente para a Fundação por Samuel Murgel Branco e Aristides Almeida Rocha, com a contribuição de muitos especialistas, vale-se da percepção e de kits de análise  para aferir o Índice de Qualidade da Água ( IQA) e conta com ferramentas de gestão à distância e bancos de dados que permitem que seja utilizada por grupos de monitoramento em diversos rios e mananciais.  Além do monitoramento permanente nas bacias hidrográficas,  são realizadas coletas e análises pontuais em rios de diversos Estados da Mata Atlântica, em parceria com outros projetos, ações e atividades da Fundação e de parceiros.

 


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