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Observando os Rios

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Relatório Zero e caracterização geral da bacia

O Comitê de Bacias Hidrográficas dos Rios Sorocaba e Médio Tietê abrange 34 municípios, dos quais dezesseis estão situados na sub-bacia do Médio Tietê superior e dezoito na bacia do rio Sorocaba, com uma área de 12.099 quilômetros quadrados
A bacia do Médio Tietê compreende o trecho do Rio Tietê, desde o Reservatório de Pirapora até a Barragem de Barra Bonita, com extensão de 367 quilômetros e uma área de drenagem de 6.830 quilômetros quadrados.
Os principais afluentes da margem direita são os rios Jundiaí, Capivari e Piracicaba.  O principal afluente da margem esquerda é o Rio Sorocaba.
O Rio Sorocaba é formado pelos rios Sorocabuçu e Sorocamirim. Suas cabeceiras estão localizadas nos municípios de Ibiúna, Cotia, Vargem Grande Paulista e São Roque. Ocupa uma área de drenagem de 5.269 quilômetros quadrados e percorre uma distância de 180 quilômetros em zona rural, desembocando no Rio Tietê no município de Laranjal Paulista.
A poluição das águas ocasionada por lançamentos de esgotos domésticos e a necessidade de conservar a qualidade da água da Represa de Itupararanga, principal manancial da sub-bacia do Rio Sorocaba são as principais metas dos integrantes do Comitê de Bacia.
Embora não enfrente graves problemas relacionados a escassez, existem conflitos por uso da água entre usuários rurais e o setor de abastecimento. Além disso, a  bacia recebe impactos e grande carga poluidora da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, que abrange a região Metropolitana de São Paulo e muitos dos problemas que enfrenta com relação a qualidade e quantidade da água estão relacionados com a bacia de montante, ou seja, a que está acima do seu limite geográfico.
Para elaborar um retrato da situação ambiental e estabelecer metas e um plano de ações, os integrantes do CBH-SMT produziram, no ano de 2000, o Relatório de Situação e Caracterização Geral da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê.
Esse documento, chamado de Relatório Zero reúne os dados e informações técnicas produzidos sobre a bacia e subsidia a elaboração do Plano de Bacias que está em fase de fechamento e apresentação pública no âmbito do Comitê.

A qualidade da água  na bacia

O mapa acima apresenta os principais rios dessa unidade de gerenciamento de recursos hídricos, chamada de UGRHI 10.
A variação de cores dos rios ilustrados acima representa a qualidade de suas águas, de acordo com o IQA – Índice de Qualidade da Água, obtido com base no monitoramento realizado por entidades da sociedade civil que integram o CBH-SMT e que atuaram no projeto de educação ambiental e classificação de bacias hidrográficas por percepção, denominado Observando o Sorocaba e Médio Tietê.
Dados oficias da qualidade da água dos rios da bacia podem ser consultados no Índice de Qualidade das Águas Interiores elaborado e divulgado pela Cetesb. Confira.

Cobertura Florestal

A conservação dos remanescentes florestais é fundamental para manutenção da qualidade e quantidade das águas, bem como do solo, do clima e de atividades de desenvolvimento sustentável.
A diversidade do relevo, tipo de solo e clima da bacia hidrográfica resultavam em uma grande diversidade com exuberante cobertura florestal. A bacia reune formações florestais como florestas ombrófilas e estacionais e os cerrados e áreas de tensão ecológica, ou transição,  entre a mata atlântica e o cerrado. Toda sua área está inserida no domínio da mata atlântica.
Para acompanhar o que ainda resta da cobertura florestal original, a Fundação SOS Mata Atlântica disponibiliza através desta rede de informações, com apoio do Fehidro, o Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica que pode ser consultado por bacia hidrografia, ou municípios. Acesse os mapas.  
A maior parte da cobertura florestal da bacia foi suprimida em decorrência da cultura da cana-de-açúcar e do café que se desenvolveu na região da depressão periférica e dos processos de urbanização e industrialização.
Alguns fragmentos de mata atlântica e cerrado foram conservados e mantidos em bom estado a partir da implantação de unidades de conservação nas décadas de 80 e 90 . A bacia conta com APAs- Áreas de Proteção Ambiental Estaduais, municipais e uma FLONA – Floresta Nacional.

Indicadores e o Plano de Bacias

Para integrar os estudos que farão parte do Plano de  Bacias do CBH-SMT o Comitê contratou o IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, responsável por reunir e organizar os dados técnicos e indicadores existentes, atualizá-los e submetê-los a consulta publica .
Com o objetivo de ampliar a participação da sociedade que reside e atua na bacia para construção desse trabalho e disponibilizar conteúdos que possibilitem a identificação da qualidade ambiental da bacia hidrográfica, a Rede das Águas passa a difundir, por capítulos, os documentos que vem sendo produzidos para o CBH-SMT.
Esses documentos e o trabalho de revisão do Relatório Zero estão sendo acompanhados por um grupo técnico, composto por representantes do Comitê de Bacias, denominado UGP – Unidade de Gerenciamento de Projetos.
Acompanhe e participe da elaboração do Plano de Bacias dos Rios Sorocaba e Médio Tietê.

A visão da sociedade civil

A metodologia de caracterização ambiental por percepção que vem sendo desenvolvida pela Fundação SOS Mata Atlântica, com grupos de monitoramento da qualidade da água, tem possibilitado levantar o “retrato” da qualidade ambiental da bacia hidrográfica, de acordo com indicadores apontados pela sociedade que reside e atua na bacia.
Esse trabalho desenvolvido como ferramenta de educação ambiental permite comparar se a percepção e atuação da sociedade coincide com as metas e analises produzidas pelos órgãos de comando e controle ambiental e pelos integrantes do próprio Comitê de Bacias.
Observando o Sorocaba e Médio Tietê

 


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