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Centro Tuzino


Acho que o amor ao juçara veio comigo no sangue. Desde menino saía mata adentro com os empregados e via o quanto a palmeira juçara era útil. Via insetos, abelhas, aves e outros animais dependendo dela. Via a anta comendo as folhas e a onça comendo o porco-do-mato, que come o palmito, e notei que sem a palmeira juçara a Mata Atlântica não tem vida. Por isso, depois de criar meus filhos achei que tinha que fazer o plantio para poder preservar, porque na mata, com a pouca fiscalização e alta tolerância da justiça, ele ia se acabar, como efetivamente quase acabou.

Jorge Leite Tuzino
Idealizador do Centro Tuzino de Educação Ambiental e Difusão do Palmito

Linha do Tempo

  • 1999 – Inauguração do Centro Tuzino de Educação Ambiental e Difusão do Palmito
  • 2003 – Viveiro atinge capacidade de produção de até 500 mil mudas de palmito juçara e híbrido
  • 2006 – Lançamento do livro ‘Jorge Tuzino e o palmito no Vale do Ribeira’

O Centro Tuzino de Educação Ambiental e Difusão do Palmito foi inaugurado no final do ano de 1999, em Miracatu (SP), no Vale do Ribeira. Idealizado pela SOS Mata Atlântica, o projeto foi realizado em parceria com Jorge Leite Tuzino, agricultor dedicado à cultura do palmito juçara há 30 anos e proprietário da área onde o Centro está instalado.

Além de trilhas auto-guiadas, áreas-modelo e placas informativas sobre cada etapa do crescimento do palmito e sua importância para a manutenção da fauna silvestre, o Centro conta com um viveiro para produção de mudas e um núcleo de visitação, onde são desenvolvidas atividades educacionais. Aos poucos, tem-se implantado ali um sistema de melhoria e produção de sementes do palmito juçara, com tecnologias e equipamentos próprios, e cursos de beneficiamento para produtores rurais para incremento da produtividade em equilíbrio com a natureza local.

No Centro, vem sendo realizado ainda um conjunto de atividades dirigidas às escolas da região do Vale do Ribeira e de outros municípios do Estado de São Paulo, atendendo professores, estudantes e visitantes que utilizam as mudas para reflorestar áreas degradadas. O local recebe a visita de pelo menos uma turma de estudantes por semana e estima-se que a propriedade possua cerca de 150 mil matrizes de palmiteiros (80 mil de juçara). Já no viveiro, a produção chega a 500 mil mudas para comercialização.

O principal objetivo do Centro Tuzino é fornecer informações sobre a importância do palmito para a Mata Atlântica, as alternativas para sua produção sustentável e dar aos visitantes a chance de entrarem em contato com a realidade do Vale do Ribeira, onde está a maior parcela contínua de Mata Atlântica do país. Todo o conhecimento acumulado em mais de 30 anos pelo proprietário foi reunido no livro ‘Jorge Tuzino e o Palmito no Vale do Ribeira’, de autoria da jornalista Maura Campanili.


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