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Inventário dos Recursos Florestais da Mata Atlântica

O projeto, iniciado em 1999 pelo Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica em parceria com a SOS Mata Atlântica, a Embrapa e o Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro, partiu do contexto de exploração predatória dos recursos naturais da Mata Atlântica e da perda do conhecimento sobre técnicas de manejo, assim como dos benefícios potenciais desses recursos.

Ao acompanhar a dilapidação do patrimônio genético da floresta, aliada à ausência de uma política voltada ao manejo sustentável dos recursos florestais da Mata Atlântica, o projeto teve como metas a realização de um inventário dos recursos florestais do domínio da Mata Atlântica (do Ceará ao Rio Grande do Sul) com significativo impacto econômico em âmbito local ou regional. Buscou-se também avaliar a potencialidade do manejo desses recursos para a conservação e o desenvolvimento a médio e longo prazo. E, por fim, divulgar, através de publicações (anais, folhetos, cartilhas, cartaz), vídeos e banco de dados, experiências bem sucedidas de manejo sustentável de recursos florestais nas três regiões da Reserva da Biosfera (Nordeste, Sudeste e Sul).

Finalmente, utilizaram-se critérios de seleção de espécies com atual importância sócio-econômica, recursos originários das três regiões da Reserva da Biosfera, além dos recursos mais contemplados na literatura. No caso das espécies medicinais optou-se por escolher as espécies que representam ecossistemas como mata primária, áreas com distúrbio e áreas alagadas.

O produto final veio, portanto, com uma análise das potencialidades das seguintes espécies: Bromeliaceae (espécies mais comercializadas), palmito, cajú, erva-mate, araucária, ervas-medicinais, com ênfase na espinheira-santa, embaúba, ginseng brasileiro, carqueja e chapéu de couro. Espécies ornamentais da Mata Atlântica, com destaque para aquelas comercializadas no CEAGESP/SP, também foram avaliadas: xaxim, orquídeas, urucum e maracujá.


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