Rede das Águas

OBSERVANDO OS RIOS


qualidade da aguaO Observando os Rios é um projeto que reúne comunidades e as mobiliza em torno da qualidade da água de rios, córregos e outros corpos d’água das localidades onde elas vivem. O projeto conta com o patrocínio e parceria da Ypê.

O monitoramento da água de rios é realizada por grupos de moradores em cada região com um kit desenvolvido pelo programa Rede das Águas.

O kit possibilita a avaliação dos rios a partir de um total de 16 parâmetros, que incluem níveis de oxigênio, fósforo, PH, odor, aspectos visuais, entre outros, e classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação, de acordo com a legislação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

Essa metodologia, desenvolvida especialmente para a Fundação por Samuel Murgel Branco e Aristides Almeida Rocha, com a contribuição de muitos especialistas, se vale da percepção e dos kits de análise para aferir o Índice de Qualidade da Água (IQA – baseado na resolução Conama 357).

 

Todos podem participar

A iniciativa é aberta à população, que pode participar dos grupos de monitoramento já existentes ou ajudar a criar novos grupos em rios próximos a escolas, igrejas e outros centros comunitários.

Os grupos fazem a medição uma vez por mês e enviam os resultados pela internet. (Veja link “Dados de Monitoramento”).

Em nova fase, com o patrocínio da Ypê, o projeto agora tem como objetivo formar 10 grupos de monitoramento da qualidade da água em cada um dos 17 estados que possuem Mata Atlântica.  Atualmente são 252 grupos de monitoramento que envolvem cerca de 3,6 mil pessoas monitorando 146 rios dos estados de SP, RJ, PB, PE e AL.

Periodicamente, os resultados de todos os monitoramentos é reunido. A análise dos resultados compõe o relatório o “Retrato da Qualidade da Água no Brasil”, amplamente divulgado anualmente, em geral no Dia Mundial da Água.

Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica reforça a importância da criação desses grupos. “A formação de uma rede de cidadãos para monitorar a qualidade da água dos rios brasileiros é um instrumento de engajamento e mobilização por avanços no saneamento”, comenta Malu.


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