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Atlas da Mata Atântica

A Mata Atlântica é mais que uma causa, é a razão de existir da Fundação SOS Mata Atlântica. Esse bioma sempre sofreu pressão por conta do povoamento e desenvolvimento baseado na exploração dos recursos naturais no Brasil, mas foi somente após 1990 que se conheceu a gravidade da situação dessa floresta.

Identificar, monitorar e manter atualizada a situação dos remanescentes florestais e áreas naturais da Mata Atlântica é a principal missão do Atlas da Mata Atlântica. Também contribui com a gestão ambiental e o aprimoramento da legislação e as políticas públicas voltadas para a conservação e a recuperação do bioma, a proteção da água, da biodiversidade e dos ambientes marinhos associados. Atualmente, a iniciativa monitora os 3.429 municípios da Mata Atlântica.

A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e tem execução técnica da Arcplan, além da participação de cientistas e ambientalistas. O patrocínio é do Bradesco Cartões.

 

Ao longo dos anos, o Atlas evoluiu com o avanço da tecnologia na área da informação e geoprocessamento, metodologia e qualidade das imagens de satélite. Acesse os mapas e relatórios técnicos em mapas.sosma.org.br.

 

O Atlas é fundamental para o desenvolvimento de novos estudos e estratégias vitais para assegurar a proteção do bioma, tendo subsidiado, entre outras coisas, a construção e aprovação da Lei da Mata Atlântica e o compromisso assinado pelos secretários de Meio Ambiente dos 17 Estados da Mata Atlântica, que prevê o desmatamento zero e a ampliação da cobertura vegetal nativa.

Boas notícias

A última edição do Atlas, relativa ao período de 2017 a 2018, revelou o menor desmatamento da Mata Atlântica desde 1985.

Houve uma queda do desflorestamento de 9,3% em relação ao período anterior (2016-2017). No último ano, foram destruídos 11.399 hectares (ha), ou 113 Km², nos 17 estados do bioma. Entre 2016 e 2017, o desmatamento foi de 12.562 hectares (125 Km²). Este é o menor valor total de desmatamento da série histórica do monitoramento, realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Nove estados beiram o desmatamento zero, com desflorestamento em torno de 100 hectares (1 Km²).

Ceará (7 ha), Alagoas (8 ha), Rio Grande do Norte (13 ha), Rio de Janeiro (18 ha), Espírito Santo (19 ha), Paraíba (33 ha), Pernambuco (90 ha), São Paulo (96 ha) e Sergipe (98 ha). Outros três estados estão a caminho desse índice: Mato Grosso do Sul (140 ha), Rio Grande do Sul (171 ha) e Goiás (289 ha).

O resultado positivo tem relação com ações afirmativas de monitoramento sistemático e combate ao desmatamento empenhadas por órgãos ambientais estaduais, polícia ambiental, Ministério Público e Ibama nos últimos anos. É o caso de ações realizadas em regiões da Mata Atlântica como as do projeto “De Olho no Verde”, do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente, ou a operação nacional “Mata Atlântica em Pé”, que envolveu Ministérios Públicos e órgãos ambientais de 15 estados em 2018.

Apesar dos resultados positivos desta edição do Atlas da Mata Atlântica, cinco estados ainda mantém índices inaceitáveis de desmatamento: Minas Gerais (3.379 ha), Paraná (2.049 ha), Piauí (2.100 ha), Bahia (1.985 ha) e Santa Catarina (905 ha).

Confira o ranking completo dos estados:

*A tabela indica os desflorestamentos, em hectares, somente das florestas nativas (sem contar outras classes, como vegetação de mangue e restinga), observados no período 2017-2018, com comparativo e variação em relação ao período anterior (2016-2017).

Uma São Paulo regenerada

O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica divulgou, em 2018, uma avaliação inédita da regeneração da Mata Atlântica.

O estudo identificou a regeneração de 219.735 hectares (ha), ou o equivalente a 2.197 km², entre 1985 e 2015, em nove dos 17 estados do bioma. A área corresponde a aproximadamente o tamanho da cidade de São Paulo.

Segundo os dados do Atlas, Paraná foi o estado que apresentou mais áreas regeneradas no período avaliado, num total de 75.612 ha, seguido de Minas Gerais (59.850 ha), Santa Catarina (24.964 ha), São Paulo (23.021 ha) e Mato Grosso do Sul (19.117 ha).

Confira na tabela ao lado a regeneração ocorrida nos nove estados avaliados.